O que é pior para a saúde: diabetes, doença cardíaca, sedentarismo ou fumar? A resposta vai te surpreender
Por Jéssica Maes, em 31.10.2018“Faça
exercícios regularmente”. Este é o conselho mais comum que você pode
ouvir em um consultório médico. Todos sabemos, em algum nível, que
exercícios fazem bem para a saúde e nos ajudam a viver mais, mas talvez
isso soe muito abstrato. Pois um estudo publicado na semana passada
tratou de deixar as coisas bem objetivas: segundo ele, um estilo de vida
sedentário é pior para sua saúde do que o tabaco, a diabetes e doenças
cardíacas. A ciência confirma: estes simples exercícios que você pode fazer em casa trazem incríveis benefícios para a saúde
Os
pesquisadores estudaram os dados de 122.007 pacientes que se submeteram
a testes de exercício em esteiras na Cleveland Clinic, centro de saúde
nos EUA, entre 1 de janeiro de 1991 e 31 de dezembro de 2014. Depois dos
testes, os cientistas registraram as taxas de mortalidade dos
voluntários. Os pesquisadores descobriram uma conexão clara entre uma
vida mais longa e saudável e altos níveis de exercício. O relatório pede
que os profissionais de saúde encorajem os pacientes a ter uma rotina
de exercícios.
“Não se sair bem em uma esteira ou em um teste de
esforço físico tem um pior prognóstico do que ser hipertenso, ser
diabético ou mesmo ser fumante. Nunca vimos algo tão pronunciado e
objetivo quanto isto”, diz em matéria da rede de tv americana CNN Wael
Jaber, cardiologista da Cleveland Clinic e autor sênior do estudo, para
quem os resultados são extremamente surpreendentes.
Jaber afirma
que é papel dos pesquisadores agora transmitir os riscos à população em
geral. “Não fazer exercícios deve ser considerado um fator de risco tão
forte quanto a hipertensão, a diabetes e o tabagismo – se não for mais
forte do que todos eles. Isso (o sedentarismo) deve ser tratado quase
como uma doença que tem uma receita médica, chamada exercício físico”,
aponta ele.
Intensidade também é positiva
Ainda na matéria
da CNN, Jaber disse que a outra grande revelação da pesquisa é que os
exercícios físicos levam a uma vida mais longa sem eventuais limites
proporcionados pelos exercícios aeróbicos.
Os
pesquisadores sempre se preocuparam com o fato de que os praticantes
mais intensos poderiam estar em maior risco de morte, mas o estudo
descobriu que isso não acontece. “Não há nenhum nível de exercício que
expõe ao risco. Podemos ver pelo estudo que os “ultra-fit” ainda têm
menor mortalidade”, garante. Como os exercícios afetam seu corpo e como escolher a rotina adequada para você
Jordan
Metzl, médico de medicina esportiva do Hospital for Special Surgery e
autor do livro “The Exercise Cure”, outro especialista consultado pela
CNN, afirma que o novo estudo deve mudar a forma como lidamos com a
saúde. “Em vez de pagar somas enormes pelo tratamento de doenças,
devemos incentivar nossos pacientes e comunidades a serem ativos e
exercitarem-se diariamente”, aponta.
Todos os gêneros e idades
Os
benefícios do exercício físico foram vistos em todas as idades e em
homens e mulheres – de forma apenas um pouco mais evidente nas mulheres,
segundo os pesquisadores. “Seja nos seus 40 ou 80 anos, você se
beneficiará da mesma maneira”, diz Jasper.
“A aptidão
cardiorrespiratória está inversamente associada à mortalidade a longo
prazo, sem limite superior de benefício observado. A aptidão aeróbica
extremamente alta foi associada com a maior sobrevida e foi associada ao
benefício em pacientes idosos e naqueles com hipertensão”, diz o
estudo.
Jaber
se diz surpreso que o sedentarismo supere até fatores de risco tão
fortes quanto o fumo, a diabetes ou até doença renal crônica. “As
pessoas que não se saem muito bem em um teste de esteira têm quase o
dobro do risco de pessoas com insuficiência renal”, espanta-se. O melhor exercício
Outra
característica importante do estudo é que os pesquisadores não
dependeram das respostas que os pacientes davam sobre sua rotina – eles
mesmos verificaram os exercícios ou a falta deles para chegarem a seus
resultados. “Não são os pacientes que nos dizem o que fazem. Estamos
testando-os e descobrindo objetivamente a medida real do que eles
fazem”, explica Jaber.
Três vezes pior que o tabagismo
Os
resultados são realmente assustadores para quem leva um estilo de vida
sedentário. Segundo Jaber, estas pessoas, se comparadas aos mais
assíduos praticantes de exercício, possuem um risco associado à morte
500% maior. “Se você comparar ficar sentado versus o mais alto
desempenho no teste de exercício, o risco é cerca de três vezes maior do
que o tabagismo”, explica o especialista.
O segredo, porém, está
na regularidade. Alguém que não se exercita muito, quando comparado com
alguém que se exercita regularmente, ainda apresenta um risco 390% maior
de morrer.
A boa notícia é que não há muito segredo. A cura para a
doença do sedentarismo é bem simples. “Você deve exigir uma receita de
exercícios de seu médico”, aconselha Jaber. [CNN, Time, World Health] - HSycence - Out/18)
Existem
pesquisas que mostram que o estresse afeta o organismo causando
alterações celulares de maneira a aumentar a incidência de doenças. O
estresse está ligado às doenças do coração e à hipertensão arterial,
podendo também ter uma relação com o surgimento do câncer.
A
relação com funções imunológicas ainda não está esclarecida. Estudos
mostram que pessoas que têm amplas relações sociais e contatos com
pessoas - amigos, vizinhos, parentes, colegas de serviço - têm menor
incidência de resfriados do que os que vivem num ambiente restrito de relacionamentos.
O
American Journal of Medicine em 1997 publicou um trabalho onde é
mostrado que o contato escasso com pessoas é um fator de risco maior do
que o cigarro para contrair doenças virais respiratórias. Pensamentos
antigos estão ressurgindo. Hipócrates em 500 AC já dizia que as emoções
estão ligadas à saúde. Hoje os cientistas estão conseguindo demonstrar
que as paixões podem desencadear doenças. Descobriram que certas células
do corpo humano são capazes de enviar mensagens entre células nervosas e
o sistema imunológico.
Estudos em animais
mostraram que a interrupção dessa comunicação entre as células, seja
pela engenharia elétrica ou pelo uso de drogas, está associada com uma
maior susceptibilidade às doenças da tireóide, doenças inflamatórias e artrites.
A maioria dos estudos relaciona o estresse à hipertensão e às doenças do coração. Dados convincentes sugerem que o medo crônico, a ansiedade, a solidão e a depressão podem ser letais para pessoas com doenças do coração.
É significativo o fato de que os ataques cardíacos
são provocados pela agregação de plaquetas formando coágulos, fenômeno
conhecido como "correr ou lutar" e desencadeado pelo medo ou pavor.
Todos nós estamos constantemente experimentando o estresse de uma ou
outra forma.
Estresse agudo e crônico.
O estresse agudo
É o conseqüente a um acontecimento traumático, como a perda de um ente querido, um assalto, uma doença grave na família, a perda do trabalho, perda de um bem.
O estresse crônico
É
o do dia a dia, como os problemas de trânsito, da profissão,
econômicos, relações de trabalho, de família.Nas situações de estresse o
corpo libera dois hormônios, a adrenalina e a cortisona.
Como
resposta a esses dois hormônios as plaquetas se agregam, as células
imunológicas são ativadas, o açúcar do sangue vai para os músculos para
lhes proporcionar energia, a respiração e a freqüência cardíaca aumentam
e a pressão arterial sobe. A cortisona de início mantém a resposta ao
estresse e depois lentamente vai diminuindo até o organismo voltar à
função normal. Quando a situação estressante persiste, a reação persiste
e pode tornar-se prejudicial em vez da reação benéfica inicial.
A chamada resposta alostática, o que é?
Em
1998, no New England Journal of Medicine, foi publicado um trabalho que
usa o termo alostático, que vem do grego e significa "encontrar
estabilidade através da mudança". Este é um termo usado para explicar a
adaptação que o organismo encontra quando é submetido a um estresse
crônico. O preço que o organismo paga para obter e conservar essa
adaptação pode ser alto. Algumas pessoas submetidas a estresse crônico
tornam-se hiperativas ou hipoativas quando expostas à situação
estressante. Uma produção muito pequena ou muito grande de hormônios
frente a uma situação de estresse pode ser prejudicial por desencadear a
produção de substâncias alternativas afim de corrigir o excesso ou
carência desses hormônios. Assim, um excesso de cortisona:
aumenta a produção de insulina
provoca fraqueza dos músculos
predispõe a infecções e a descalcificação dos ossos
favorece a depressão e a degenerações do cérebro que levam à perda da memória.
Ainda
não se sabe porque certas pessoas não desligam a "reação ao estresse"
continuando a produzir os hormônios uma vez terminado o motivo que o
desencadeou. Também se ignora porque outras pessoas não produzem os
hormônios do estresse quando deles necessitam.
As
pesquisas sugerem que exercício moderado e regular é a melhor maneira
de se opor aos efeitos prejudiciais do estresse. As pessoas que
regularmente fazem exercício percebem que toleram o estresse muito
melhor e não necessitam mais comer muito ou tomar grandes doses de
álcool quando estão em situações de estresse afim de se acalmarem.
Reduzir
o estresse não significa que você deve mudar da cidade para o campo,
abandonar seu emprego, se aposentar, largar o automóvel ou mudar de
profissão. Basta fazer mais exercícios físicos, aumentar seu círculo de
relações, participar de atividades sociais, mudar seus horários de
trânsito.
Zero absoluto: porque se acreditava impossível de atingir?
por iw_azeheb22 mar
O zero absoluto é a menor temperatura que se pode atingir no universo. Já falamos sobre essa teoria em outro post do blog .
Estudando maneiras de atingir a temperatura mínima, conseguimos
compreender melhor o nosso universo e os fenômenos que aqui ocorrem e,
dentre as constantes pesquisas em termodinâmica – física que estuda o
zero absoluto – descobriu-se que é matematicamente impossível atingir o zero absoluto. Continue lendo o post para saber por quê!
Conceito de Zero Absoluto
Criado em 1800 pelo físico William Thonsom, também conhecido por Lord Kelvin, o conceito de zero absoluto acontece quando um corpo apresenta ausência de energia,
as moléculas ficam completamente paradas, ou seja, não há calor. Assim,
temos o zero absoluto, definido como -273,15 °C, -459.67 °F ou 0 K –
Kelvin, de Lord Kelvin.
Incoerência do fato, porque não se pode atingir o zero absoluto?
A tarefa de atingir o zero absoluto envolve ondas
luminosas, ou seja, partículas que compõe a luz interagem com o corpo
roubando sua energia. Energia essa, responsável pela movimentação das
moléculas. Sem energia, sem movimento. E é aqui que se encontra a
incoerência.
Ao interagir com o corpo, por menor que seja o contato, cria-se uma
quantidade de calor. E havendo o mínimo de calor, é impossível atingir o
zero absoluto.
Cálculos matemáticos concluíram que não existe um sistema capaz para chegar ao 0 K,
tampouco é possível construir esse sistema. Dessa forma, pode-se chegar
o mais próximo possível do zero absoluto, mas nunca alcançá-lo.
Esse estudo foi desenvolvido na University College London.
Quando o 0 K foi atingido
Acreditava-se que o zero absoluto jamais seria alcançado,
até que a universidade alemã Ludwig Maximilian alcançou e ultrapassou o
0 K com um gás quântico com átomos de potássio. Usando lasers e campos
magnéticos, eles mantiveram os átomos individuais em um arranjo
trançado. Em temperaturas positivas, os átomos se repelem, tornando a
configuração estável, atingindo assim poucos bilionésimos de grau abaixo
da marca do zero absoluto (-273,15° C).
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(Fonte:curiosidadesdefísica.com.br)
Recentemente,
uma revisão de 41 estudos publicados nos últimos oito anos concluiu que
seguir uma dieta mediterrânea pode ajudar a prevenir a depressão.
Especialistas
concluíram que a dieta à base de vegetais, frutas, legumes, grãos,
peixe, nozes e azeite de oliva, com quantidades reduzidas de carne ou
laticínios, parece ter benefícios em termos de humor.
No
entanto, os cientistas também observaram que mais pesquisas precisam
ser conduzidas sobre se a depressão pode ser tratada com dieta.
Depressão e dieta
Segundo
a nutricionista May Simpkin, não é incomum que o tratamento da
depressão se concentre nas vias biológicas e psicológicas, e que
antidepressivos sejam prescritos desde o início, sem qualquer tentativa
de aprofundar e descobrir por que há depressão em primeiro lugar.
No
entanto, evidências significativas sugerem que a qualidade da dieta e
fatores de estilo de vida contribuem para uma série de doenças mentais, e
que tais medidas podem ser usadas no gerenciamento dessas condições.
A
alimentação desempenha um papel fundamental, por exemplo. As interações
entre diferentes nutrientes são igualmente importantes e uma dieta
variada fornecerá os nutrientes essenciais. O cérebro trabalha duro 24
horas por dia e precisa ser constantemente abastecido. Sem este
combustível, a função do cérebro será afetada, e o seu humor também.
De
acordo com a Mental Health Foundation, pessoas com algum problema de
saúde mental de qualquer grau também têm uma dieta menos saudável.
Juntamente com a intervenção médica e tratamento profissional, uma dieta
variada e saudável pode ajudar muito no controle do humor e na
restauração do equilíbrio.
Veja como você pode comer para melhorar sua saúde mental:
1. Consuma proteína suficiente
Os neurotransmissores serotonina e dopamina, que geram bem-estar, são
compostos de aminoácidos, ou seja, proteínas. Enquanto o corpo pode
produzir alguns aminoácidos, um certo grupo essencial precisa ser
consumido através dos alimentos.Se
a dieta não contiver o suficiente desses aminoácidos específicos, a
produção desses neurotransmissores ficará comprometida. Garanta uma
ingestão adequada de proteínas, especialmente a partir de alimentos como
peixe, quinoa, ovos, tofu, feijão e leguminosas.
2. Consuma vitamina B
Os processos químicos que ocorrem no corpo muitas vezes requerem
cofatores. As vitaminas do complexo B desempenham um papel fundamental
na conversão de aminoácidos em neurotransmissores. Se você não ingere
tanto aminoácidos quanto vitaminas B suficientes, não irá produzir
níveis adequados de serotonina e dopamina.
Alguns
alimentos ricos em vitaminas do complexo B são grãos integrais,
espinafre, feijão, grão de bico, lentilha, quinoa, salmão, tofu, ovo e
noz pecan.
3. Gorduras saudáveis são essenciais
As células nervosas do corpo são feitas de gordura, e uma certa quantidade de gorduras boas deve vir da dieta.
Alimentos ricos em gorduras essenciais incluem peixes oleosos, como salmão, sardinha e cavala, bem como abacate e nozes.
A saúde digestiva é crucial para o humor. Se o intestino não estiver em
ótima saúde, a digestão e a absorção de nutrientes não serão tão
eficientes.Cerca
de 95% da serotonina é produzida no intestino e sua flora intestinal
desempenha um papel essencial na garantia de um trato digestivo
saudável. Garanta muita fibra para promover as bactérias “boas”, para
que elas possam prosperar. Além disso, reduza os açúcares, que alimentam
as bactérias “ruins” e aumentam a inflamação.
Alimentos
fermentados como kimchi, miso, chucrute e picles irão fornecer boas
bactérias e contribuirão para um sistema digestivo saudável. Você também
pode considerar um probiótico de boa qualidade para “re-inocular” seu
intestino no início, enquanto faz mudanças na dieta.
5. Fique longe do doce
Além de melhorar a saúde digestiva, evitar os açúcares refinados também
contribuirá para um melhor humor. Estes açúcares são rapidamente
absorvidos pelo sangue, proporcionando uma “alta” na energia. No
entanto, isso logo é seguido por uma queda na energia, pois a insulina é
liberada rapidamente para remover os açúcares do sangue.
Esta “onda” vai te deixar se sentindo cansado, letárgico e nervoso, e pode contribuir ainda mais para a ansiedade e depressão.
Em
vez disso, opte por carboidratos complexos, como cereais integrais e
batata-doce, e legumes ricos em amido, como cenoura e nabo.
Preferivelmente, consuma-os junto com proteína de boa qualidade, como
peixe, frango, ovos ou quinoa, para liberar os açúcares mais lentamente
na corrente sanguínea.
6. Mantenha seus hormônios sob controle
Um desequilíbrio entre os hormônios sexuais estrogênio e progesterona
pode influenciar as vias pelas quais os antidepressivos são capazes de
atuar, afetando a maneira como os neurotransmissores serotonina,
dopamina e GABA funcionam no cérebro.
O equilíbrio dos níveis hormonais com a dieta deve ser considerado, antes mesmo de iniciar a medicação antidepressiva.
Comer
alimentos fitoestrogênicos (alimentos estrogênicos à base de plantas)
que imitam o estrogênio natural do corpo ajudará a equilibrar os níveis
de estrogênio na perimenopausa (a década anterior à menopausa) e na
menopausa. Os fitoestrogênicos incluem todos os vegetais, bem como
feijões e leguminosas.
Pessoas com depressão mostram evidências de inflamação, mas a causa não é clara.
No
entanto, um recente estudo de 2015 publicado no Journal of Psychiatric
Research estabeleceu que a obesidade pode ser um fator contribuinte para
o perfil inflamatório de pacientes deprimidos.
A
redução do peso para um nível saudável é importante, pois pode diminuir
o risco de desenvolver depressão, bem como muitos outros efeitos
negativos na saúde.Tente aderir a uma dieta mais saudável, escolhendo muitos vegetais, proteínas de boa qualidade e boas gorduras. [MyBody+Soul]
Fonte:HScyence - Out/18
No dia 6 de maio, comemoramos o Dia da Matemática, você sabia? A Matemática
é uma ciência exata e, ao mesmo tempo, intensa, mágica e provocativa.
Possui, em seu raio de conhecimento, inúmeras curiosidades e desafios
interessantes. Com o objetivo de quebrar o paradigma de que a Matemática é somente para os gênios, o curso de Licenciatura em Matemática da Unicesumar preparou uma forma divertida, fácil e significativa de abordar a Matemática. Curiosidades 1 – O poder do “4”
Escrito pelo brasileiro Júlio César de Melo e Sousa, sob o pseudônimo
Malba Tahan, o livro “O Homem que Calculava” trazia, entre outras
teorias, a dos “quatro quatros”. Segundo ela, é possível formar qualquer
número inteiro de 0 a 100 utilizando quatro numerais 4 e sinais de
operações matemáticas, como soma, divisão, exponenciação ou fatorial.
Deseja obter um “3”? É só fazer a seguinte operação: (4+4+4)/4. 2 – O número de ouro
O número de ouro é uma das teorias mais surpreendentes da Matemática –
e também a que mais está envolvida em mentiras. Ela fala de uma unidade
irracional que estaria presente em vários elementos da natureza, da
arquitetura e até do corpo humano. Representado pelo símbolo grego Phi (f),
o número 1,6180, que seria equivalente à razão diagonal/lado de um
pentágono regular, é estudado desde a Antiguidade por matemáticos. Ele
indicaria a harmonia, por isso estaria presente em obras de Leonardo da
Vinci, em construções, como as Pirâmides do Egito, e até no comprimento
das falanges humanas. 3 – Quem disse que Matemática não dá dinheiro?
Em 2000, o Clay Mathematics Institute anunciou um prêmio de US$ 1
milhão a cada matemático que fosse capaz de resolver os chamados
“problemas do milênio”: Sete problemas bolados durante vários séculos e
que nunca haviam sido resolvidos.
O prêmio é bom, mas isso não significa que ele sairia tão facilmente.
Demorou dez anos para a fundação desembolsar o primeiro dos sete
pagamentos, feito ao russo Grigori Perelman, que resolveu a chamada
“conjectura de Poincaré”, uma série de cálculos abstratos envolvendo
esferas tridimensionais. Mas pasmem – ele rejeitou o prêmio. 4 – O gênio precoce e indomável
Adolescentes da atualidade jogam videogame ou praticam algum esporte
como distração, mas Galois foi diferente; seu hobby era o estudo. O
matemático Evariste Galois é um dos destaques dessa ciência por seu
conhecimento elevado ainda na adolescência. Ele chegou a questionar os
professores e abandonar as aulas para estudar por livros de gênios já
consagrados, pois se considerava um nível acima daquilo tudo.
Mas, tal como um cometa, desapareceu tão rápido como tinha aparecido.
O que se sabe é que, em 1832, Galois foi defender sua honra. Escolheu
uma das pistolas, deu 25 passos, virou-se e… morreu, sem saber que,
deixando um legado de apenas 60 páginas de garranchos, viria a ser
considerado não só um dos mais criativos pensadores que a ciência já
teve, mas uma das pedras fundamentais na evolução da Matemática. 5 – O primo bem distante
Os números primos fazem parte de um dos mais simples e intrigantes mistérios da Matemática.
Por que o 7, o 13 e o 29 são primos e as unidades anteriores ou
seguintes não? O padrão de distribuição dessa classificação permanece
desconhecido. A chamada teoria da Hipótese de Riemann tenta estabelecer
um padrão escondido e não aleatório para os números primos. 6 – Gauss: uma mente brilhante
Um professor, para manter seus alunos ocupados, mandou que somassem
todos os números de um a cem. Esperava que eles passassem bastante tempo
executando a tarefa. Para sua surpresa, em poucos instantes um aluno de
sete ou oito anos chamado Gauss deu a resposta correta: 5.050. Como ele
fez a conta tão rápido? Gauss observou que se somasse o primeiro número
com o último, 1 + 100, obtinha 101. Se somasse o segundo com o
penúltimo, 2 + 99, também obtinha 101. Somando o terceiro número com o
antepenúltimo, 3 + 98, o resultado também era 101. Percebeu então que,
na verdade, somar todos os números de 1 a 100 correspondia a somar 50
vezes o número 101, o que resulta em 5.050. E assim, ainda criança Gauss
inventou a fórmula da soma de progressões aritméticas. Gauss viveu
entre 1777 e 1855 e foi, sem dúvida, um dos maiores matemáticos que já
existiram. É, por muitos, considerado o maior gênio matemático de todos
os tempos. É por isso que ele também é conhecido como o Príncipe da
Matemática. 7 – O maior hotel do mundo
Você já pensou sobre o infinito? Imagine um hotel com infinitos
quartos, o quarto número 1, o quarto número 2, o número 3 e assim por
diante. Assim, chega um novo casal de hóspedes, porém o hotel está
lotado. Como alojá-los? Se fosse um hotel comum, um hotel finito não
haveria jeito. No hotel infinito basta pedir a cada hóspede o favor de
se mudar para o quarto ao lado: os hóspedes do quarto 1 passam para o
quarto 2, os do 2 passam para o quarto 3 e assim por diante. O quarto 1
fica vago para receber o casal recém chegado. Que coisa, não? Esse
problema é conhecido como o Paradoxo do Hotel de Hilbert, criado pelo
alemão David Hilbert. Ele viveu entre 1862 e 1943 e foi um dos grandes
matemáticos de todos os tempos. 8 – A outra versão da história de Galileu
O Ph.D. Ronald L. Numbers, em seu artigo intitulado “Mitos e verdades
em ciência e religião”, argumenta que, segundo seu conhecimento ou de
seus colegas que trabalham com história da revolução cientifica, nenhum
cientista perdeu sua vida por causa de suas concepções científicas.
Muito embora a inquisição italiana, de fato, tenha incinerado Giordano
Bruno no século XVI, porém em razão de suas concepções heréticas em
relação à divindade ou não de Cristo.
Segundo Numbers, contrariamente às histórias frequentemente contadas
sobre a tortura e prisão de Galileu, sabe-se hoje que, aparentemente,
ele nunca foi fisicamente torturado durante seu julgamento, não ficou
preso em uma cela e, sim, em um apartamento especial como convidado de
honra de um dos padres que fizeram parte da Inquisição. Permitiram que
suas refeições fossem preparadas pelo cozinheiro-chefe da embaixada
italiana e levadas até esse apartamento. Após sua condenação, ele não
teria sido encarcerado, mas ficou detido em regime de prisão domiciliar. (Fonte:unicesumar.edu..be)
15 Benefícios de um Banho Gelado para Saúde e Boa Forma
Já
aconteceu de você estar super relaxado em baixo de uma ducha de água
quente, quando de repente a água esfria e vem com tudo em cima de
você? Nesse momento parece que o seu mundo acabou, certo?
Mas
da próxima vez que isso acontecer, não saia gritando aos quatro cantos.
Em vez disso, aproveite essa água fria, porque ela pode ser exatamente o
que você precisa.
Tem sido provado que os banhos de água fria
fazem extremamente bem à saúde e bem-estar. Algo tão simples quanto
diminuir a temperatura do seu banho pode realmente fazer uma grande
melhoria em sua vida. Assim, vamos aprender sobre os 15 benefícios de um
banho frio logo abaixo!
1. Banhos frios constroem força de vontade
Embora quase ninguém fale deste benefício de um banho frio, eles constroem uma enorme força de vontade.
Para
alguém que nunca tomou um banho frio, a quantidade de força de vontade
necessária para entrar de baixo de uma ducha de água fria pode ser
enorme, por isso tende a ser um grande salto para um homem.
Para
fazer algo que a pessoa tende a resistir, todos os dias, principalmente
quando acorda, precisa de muita força de vontade. E com o tempo, esta
força mental e disciplina irá se tornar um hábito automático, que ecoará
em sua vida.
2. Melhora a resistência emocional
Você se
sente perturbado, ansioso ou chateado com facilidade? Banhos frios podem
te ajudar, já que eles treinam o seu sistema nervoso para ser mais
resistente ao estresse.
Como mostrado em um estudo, banhos de água
fria agem como uma pequena forma oxidativa de estresse em seu sistema
nervoso, e com o tempo o seu corpo se adapta a isso.
A
primeira vez que você entrar de baixo de uma ducha de água fria,
provavelmente não será capaz de pensar direito ou de respirar, mas
depois de um mês, você estará pensando a respeito do seu dia de uma
maneira mais zen, o que se traduzirá em sua vida cotidiana, deixando de
lado as besteiras estressantes que normalmente estragam o seu humor.
Isso
pode ser visto como uma adaptação ao estresse oxidativo repetido, que é
postulado como um mecanismo de endurecimento do corpo. O endurecimento
pode ser por exemplo, a exposição de um estímulo térmico natural, o que
resulta no aumento da tolerância ao estresse.
Lembre-se de James
Bond. Nas suas histórias, ele sempre toma o que é conhecido como um
“Banho Escocês”, em que ele começa com uma ducha de água quente e
termina com água gelada, assim ele fica mais calmo e tranquilo.
3. Ele reduz o estresse
Junto
com o aumento da sua adaptação a situações estressantes, um banho
gelado irá diminuir os seus níveis de ácido úrico, aumentando seus
níveis de glutationa no sangue, fazendo com que fique em geral menos
estressado.
4. Banhos frios aumentam o seu estado de alerta
Se você é uma das almas corajosas que já tomou um banho frio, então já sabe que a princípio é difícil respirar.
Mas
não se assuste, essa respiração extremamente profunda às 8:00 todas as
manhãs, faz com que aumente drasticamente o seu consumo de oxigênio e
frequência cardíaca, resultando em uma dose natural de energia durante
todo o dia.
E com isso, essa respiração profunda devido à água
gelada fará com que fique mais alerta durante todo o dia, em vez de
ficar que nem um zumbi em seu trabalho.
5. Eles melhoram a sua pele e cabelo
Se
o simples fato de se sentir melhor durante o seu dia não for motivo
suficiente para aderir ao banho frio, saiba que uma das melhores
maneiras de melhorar a sua pele e cabelo é tomando banhos frios.
De
acordo com a dermatologista Jessica Krant, a água gelada pode ajudar a
melhorar a pele, impedindo que ela perca muito do seu óleo natural, e o
seu cabelo fica com o mesmo benefício.
Além disso, um dos
benefícios de tomar banho frio é como isso irá ajudar o seu cabelo a
permanecer brilhante, forte e saudável, mantendo os folículos planos e
aumentando a sua aderência ao couro cabeludo. Esta é uma grande notícia
para qualquer pessoa que está com medo de perder cabelo.
6. Estimula a perda de peso
Outra
maneira de como as duchas frias irão fazer com que você fique com uma
melhor aparência é através da promoção de perda de gordura.
A
maioria das pessoas não sabe disso, mas existem dois tipos de gordura em
seus corpos. A gordura marrom e a gordura branca. A gordura branca é
ruim, é a gordura corporal que todos odeiam, já a gordura marrom é a
boa, pois é a responsável por gerar calor e manter o seu corpo aquecido.
Entenda melhor sobre isso aqui.
Quando
você toma um banho de água fria, a gordura marrom é ativada, resultando
em um aumento no gasto de energia para manter o seu corpo aquecido,
consequentemente aumentando o gasto de calorias.
7. Banhos frios aumentam a testosterona
Um dos benefícios mais legais para os homens em relação aos banhos frios é que eles irão aumentar seus níveis de testosterona.
É
difícil dizer ao certo quanto irá aumentar, mas de acordo com este
estudo, o calor, mesmo que em pequenas quantidades, tem um efeito sobre o
DNA, RNA e síntese proteica nos testículos.
Uma curiosidade é que
por isso os testículos dos homens ficam para fora do corpo, para
permanecerem frios. Esse estudo corrobora esta afirmação, mostrando que
apenas 15 minutos de aumento de calor nos testículos dos ratos mostraram
uma grande queda nos níveis de testosterona.
Tudo isso, mais o
fato de que levantadores de pesos russos costumavam se sentar do lado de
fora, no frio, antes das competições, faz com que exista algo
relacionado com o chuveiro frio e a teoria da testosterona.
8. Aumentam a fertilidade
Outro
benefício interessante dos banhos frios é que eles aumentam a contagem
de esperma nos homens, aumentando assim a fertilidade.
Foi provado
que tomar banhos quentes pode ser um contraceptivo masculino eficaz.
Homens que tomaram um banho quente por cerca de meia hora, todos os dias
durante 3 semanas, foram considerados inférteis por cerca de 6 meses.
Além
disso, um estudo feito por uma universidade dos Estados Unidos
demonstrou que os homens que pararam de tomar banhos quentes regulares
tiveram um aumento na contagem de esperma de até 491%.
Por isso, se você está tentando engravidar a sua parceira, é melhor trocar os banhos quentes por uma boa ducha gelada.
9. Banhos frios aumentam a imunidade
Um dos benefícios mais importantes do banho frio é o fato de que eles aumentam, ou seja, melhoram a sua imunidade.
De
acordo com um estudo realizado na Inglaterra, tomar banhos frios
regularmente aumenta a quantidade de células brancas que servem para
lutar contra doenças, em comparação com aqueles que tomam banhos quentes
regularmente.
A hipótese foi de que os homens tendem a se aquecer
durante o banho frio, resultando assim num aumento da taxa metabólica e
na velocidade de ativação do sistema imunológico. Isso leva então à
liberação de mais células brancas.
10. Banhos frios melhoram a circulação
Se
você não se sente motivado a tomar um banho frio para se sentir melhor,
ou por ter uma aparência melhor, pense que pelo menos eles te deixam
mais saudáveis.
Banhos frios melhoram a sua circulação, enviando
mais sangue para os seus órgãos para que eles se mantenham aquecidos.
Esta estimulação do sistema circulatório é ótima para a sua saúde
cardiovascular.
11. Eles drenam o seu sistema linfático
O
sistema linfático ajuda o seu organismo a limpar suas células, e isso é
fundamental na defesa do seu corpo contra as infecções indesejadas, e
quando o sistema linfático está bloqueado, a pessoa irá sentir sintomas
como resfriados frequentes, infecções e dores nas articulações.
Banhos
frios, quando alternados com banhos quentes, irão ajudar o seu sistema
linfático através da contração dos vasos linfáticos quando esses são
expostos ao frio, e se relaxam quando expostos ao calor.
Isto
essencialmente bombeia o líquido que pode estar estagnado em seus vasos
linfáticos, resultando num sistema imunológico mais forte e mais
saudável.
12. Banhos frios ajudam na recuperação muscular
Se
você é um atleta, sabe que tomar um banho frio após um treino intenso é
uma das melhores coisas que podem ser feitas para se recuperar mais
rapidamente, e um estudo realizado em 2009 confirma isso.
Mas você
não precisa de um centro de treinamento de alta tecnologia com
submersíveis de água fria para ser capaz de alcançar esses benefícios,
basta tomar uma chuveirada de água fria.
Embora não seja tão
efetivo como um banho totalmente submerso em água fria, irá melhorar a
sua circulação, e ajudar a remover ácido láctico. Tente alternar o banho
entre muito quente e muito frio, para assim deixar o sangue ir e vir.
Seus músculos irão agradecer.
14. Eles te acordam
Obviamente, uma ducha fria irá te acordar de vez pela manhã.
Já
foi dito aqui como eles irão cientificamente aumentar a sua agilidade,
mas deixando a ciência de lado, se você está tendo problemas para se
levantar e começar o seu dia, banhos frios podem mudar isso.
15. E depois disso, eles te colocam para dormir
Ironicamente,
apesar de os banhos frios te ajudarem a se levantar pela manhã, a
terapia do frio é uma das melhores maneiras para lhe garantir uma
incrível noite de sono.
Você não precisa começar direto com a água fria
Para
muitos isso é um grande alívio. Você pode entrar no seu banho com a
água quente, e aproveitar isso, mas os últimos 3 minutos devem ser
frios. O mais frio que conseguir.
Como tomar coragem para tomar banhos frios
Agora
que você já sabe como um banho frio pode ser impressionante, boa sorte
acordando pela manhã e entrando de baixo de uma chuveirada fria. (Fonte:mundoboaforma.com.br)
O presidente da china, Xi Junping, acaba de inaugurar oficialmente a
ponte mais longa do mundo, de 55 km de comprimento. Ela inclui um túnel
que passa por baixo da água e une Hong Kong, Macau e Zhuhai.
A
ponte custou US$20 bilhões e começou a ser construída em 2009. Durante
esses nove anos de trabalho, 18 trabalhadores morreram e dezenas ficaram
feridos. As condições de segurança foram criticadas, assim como o custo
total.
Motivos políticos
Outra crítica é a possibilidade da ponte ter sido construída para
aproximar Hong Kong do continente, por motivos políticos. Hong Kong tem
uma história conturbada: ela passou 156 anos sendo administrada pela
Inglaterra, e em 1997 foi devolvida para a China. Hoje é um território
Chinês, mas tem status de Região Administrativa Especial, e segue a
fórmula “um país, dois sistemas”, com autonomia em todas as esferas,
exceto nas relações exteriores e na defesa militar.A vizinha Macau é a outra Região Administrativa Especial, que passou a ser assim em 1999.
A
ponte foi construída para criar a Greater Bay Area, que inclui nove
cidades no sul da China, onde vivem 68 milhões de pessoas. Ela diminui o
tempo de viagem entre Hong Kong e Zhuhai de três horas para apenas meia
hora.
Características da ponte
Ela foi projetada para aguentar terremotos e tufões. Foi construída com
400 toneladas de aço, o suficiente para construir 60 torres Eiffel.
Dos
55km de comprimento, 30km estão acima da água, sobre o delta do rio
Pérola. Uma seção de 6,7km no meio é composta por um túnel que passa por
baixo da água, para permitir a passagem de grandes navios. Duas ilhas
artificiais foram construídas para ligar as duas pontas do túnel. Os
outros 13,3km são viadutos, estradas e túneis na terra que conectam as
cidades de Zhuhai e Hong Kong à ponte principal.
A opção por fazer
um túnel ao invés de elevar a ponte para que os navios passassem por
baixo aconteceu por causa do aeroporto de Hong Kong, que não permite a
existência de estruturas muito altas na rota dos aviões.Ponte que faz metamorfose é uma obra de arte
Qualquer um pode usar a ponte?
Não.
Quem quiser dirigir pela ponte deve pedir uma permissão especial, que
será distribuída em um sistema de cotas. Todos os veículos devem pagar
pedágio.
A
estimativa inicial das autoridades é que 9.200 veículos usariam a ponte
diariamente, mas é possível que menos veículos a utilizem inicialmente.
Com este número relativamente baixo de usuários, é possível que o custo
da ponte nunca seja pago pelo dinheiro arrecadado nos pedágios.
Proibido bocejar
Como
o percurso é longo e entediante, é possível que muitos motoristas
fiquem com sono enquanto atravessam a ponte. Para evitar acidentes,
câmeras especiais vão monitorar de perto todos os motoristas.
Eles
vão procurar por sinais de cansaço, como bocejo frequente. A mídia
local diz que as autoridades serão alertadas quando forem identificados
motoristas que bocejam mais de três vezes durante o percurso.
A
ponte também conta com um esquema de segurança reforçado para evitar
ataques terroristas, com 48 câmeras de alta definição e policiamento
anti-terror.
Mão inglesa
Como
os motoristas de Macau e Hong Kong dirigem do lado esquerdo da rua, e
os motoristas de Zhuhai dirigem do lado direito, há um sistema de pistas
projetado para inverter os lados em que os motoristas estão dirigindo. [BBC] - HScyence -Out/18
O Supremo Tribunal Federal estabeleceu, nesta quarta-feira (17/10), que
imóveis financiados pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR), da
Caixa Econômica Federal, têm imunidade tributária e não pagam IPTU. Os
ministros aplicaram ao caso a regra da imunidade recíproca entre entes
federados.
"A Caixa Econômica Federal é empresa pública que, em
essência, explora atividade econômica. Todavia, não restam dúvidas de
que o patrimônio afetado à execução do Programa de Arrendamento
Residencial (PAR) é mantido por um fundo cujo patrimônio não se confunde
com o da CEF, sendo formado por recursos da União e voltado à prestação
de serviço público e para concretude das normas constitucionais
anteriormente descritas", argumentou o ministro Alexandre de Moraes.
O
programa é destinado a oferta de casas populares à população que tem
renda de até R$ 1,8 mil por mês. Para o relator do caso, ao não estar
caracterizada a ocorrência de atividade comercial, a imunidade não
provoca desequilíbrio à livre iniciativa ou à concorrência entre entes
privados.
"Esses bens imóveis, bem como seus frutos e rendimentos
de patrimônio, não se comunicam com o patrimônio da empresa pública”,
pontuou o relator. Ele foi acompanhado pela maioria dos colegas, ficando
vencido o ministro Marco Aurélio. Para ele, a Caixa atua mediante
remuneração e é a proprietária dos imóveis.
O caso chegou ao
Supremo por meio de um recurso da Caixa, que foi condenada em 2ª
instância a pagar o tributo ao município de São Vicente (SP). De acordo
com o banco, a Constituição
garante a imunidade tributária de impostos entre o governo federal e
dos estados. Além disso, os advogados da Caixa alegaram que os imóveis
pertencem ao patrimônio do fundo, que é da União, e não tem objetivo de
exploração econômica.
O Plenário estipulou, para repercussão
geral, a tese segundo a qual “os bens e direitos que integram o
patrimônio do fundo vinculado ao Programa de Arrendamento Residencial
(PAR) criado pela Lei 10.188/2001, beneficiam-se da imunidade tributária prevista no artigo 150, inciso VI, alínea ‘a’ da Constituição Federal”.
O
Programa de Arrendamento Residencial (PAR) é promovido pelo Ministério
das Cidades e tem a Caixa como banco financiador. Após a compra do
terreno e construção das habitações, os imóveis são arrendados para os
participantes do programa com opção de compra ao final do contrato.
Sustentações orais
O
representante da Caixa, Gryecos Attom Valente Loureiro, reafirmou que
os imóveis pertencentes ao PAR são de propriedade da União, estando,
dessa forma, abrangidos pela imunidade tributária recíproca. Ele
enfatizou que à Caixa incumbe apenas operacionalizar o programa. “A
Caixa não é proprietária dos imóveis, não aporta recursos ao fundo e
sequer aufere lucros. É uma contratada do governo federal e é remunerada
por tarifa, assim como sói acontecer em todos os demais programas
sociais por ela operados”.
Pela Associação Brasileira das
Secretarias de Finanças das Capitais Brasileiras (Abrasf), o advogado
Ricardo Almeida Ribeiro da Silva refutou a alegação de que a atividade
realizada pela Caixa na matéria não gera lucro. “É uma atividade
remunerada realizada com intuito financeiro. O fato de ser uma atividade
de fomento econômico não a transforma em típica de soberania”, disse.
Para ele, esse modelo de atividade, por ser econômico, suporta
tributação.
O advogado Felipe Gramado Gonzales, representando o
município de São Vicente, alegou que não se aplica ao caso a
jurisprudência firmada pelo Supremo de reconhecer a imunidade de imóveis
dos Correios quanto ao IPTU. Gonzales explicou que aos Correios foi
reconhecida a imunidade por se tratar de empresa prestadora de serviço
público, de caráter obrigatório e exclusivo do Estado. “Por mais
relevante que seja a atuação da Caixa para o país, a atividade bancária
não configura um serviço obrigatório, exclusivo e público da União. Nem
mesmo a fatia de serviços ligada ao PAR”. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.
Leia aqui a íntegra do voto do ministro Alexandre de Moraes. RE 928.902 (Foto meramente ilustrativa - Reprodução da internet) (Fonte: Conjur)
Por Natasha Romanzoti, em 19.10.2018Recentemente,
o Dr. Yasir Hamad, do Departamento de Medicina da Universidade de
Washington (EUA), atendeu uma paciente cuja língua havia ficado preta e
adquirido um aspecto peludo.
O que estava acontecendo?
Língua pilosa negra
A
condição tem essa aparência por causa do alongamento das papilas
gustativas existentes na língua, em até 15 vezes. Normalmente com menos
de um milímetro de comprimento, podem atingir entre 12 e 18 milímetros.
À
medida que as papilas crescem, acredita-se que elas prendam mais
partículas microscópicas de alimentos, dando às bactérias e outros
micróbios uma chance de prosperar na língua e causando a coloração
escura.
A língua negra é um efeito colateral incomum e inofensivo
de algumas drogas, mas também pode estar ligada ao tabagismo, má higiene
bucal e certas condições médicas.
O caso
A
paciente de Hamad, uma mulher de 55 anos, recebeu um antibiótico
chamado minociclina para tratar de uma infecção em uma ferida após um
acidente de automóvel.
Dentro de uma semana, sua língua ficou preta e ela começou a sentir náuseas, bem como um gosto ruim em sua boca.
“Por mais assustador que pareça, a melhor parte é que é reversível”, explicou o Dr. Hamad.
Quatro
semanas depois que os médicos mudaram seu regime de medicação, a língua
da paciente voltou à sua coloração e aspecto normal.
Raro
Não está claro quão incomum a condição é, mas este foi o primeiro caso que o Dr. Hamad viu em 10 anos de prática.
Se
sua língua começar a parecer suspeitamente preta, não entre em pânico.
“Cheque com seu médico, porque algumas outras condições podem se
assemelhar a [língua pilosa negra]”, esclareceu.
Um relato do caso foi publicado na revista científica New England Journal of Medicine. [CNN]
HScyence -Out/18
Em
2010 o Brasil produziu 753 milhões de metros quadrados de pisos e
azulejos e vendeu para o mercado interno quase a totalidade, 699 milhões
de metros quadrados. Tornou-se, assim, o segundo maior produtor mundial
do setor, atrás apenas da China. A maior parte da produção brasileira
de pisos e azulejos é fabricada em 42 grandes empresas localizadas no
Polo de Santa Gertrudes, no Estado de São Paulo. O Polo é formado, além
de Santa Gertrudes, por indústrias situadas nos municípios vizinhos de
Cordeirópolis, Rio Claro, Limeira, Araras, Piracicaba e Iracemápolis, e
responde por 95% da produção do Estado de São Paulo, que por sua vez
fabrica 70% dos pisos e azulejos do país. Os números fazem parte de
estudos elaborados pelo Professor Anselmo Ortega Boschi, PhD, Engenheiro
de materiais e Coordenador do Laboratório de Revestimentos Cerâmicos da
Universidade Federal de São Carlos.
A indústria cerâmica
O material cerâmico é
universal, por isso a cerâmica brasileira não difere das produzidas em
outras partes do mundo. Para se fabricar um prato podem ser utilizados
diferentes materiais, mas o produto final tem que ser o mesmo. Cada
produtor usa os recursos minerais mais abundantes em sua região, depois
de fazer uma adequação, e é neste ponto que entra a ciência: a indústria
tem que ser capaz de produzir o mesmo prato com matérias primas com
características diferentes. Esta adaptação é necessária, já que não
seria economicamente viável fazer o transporte de matéria primas de
regiões distantes por conta do alto custo. O que diferem muito entre si
são os mercados. Na Europa o consumidor é totalmente diferente do
brasileiro, que é diferente de outros países por questões culturais. As
cerâmicas fabricadas no Brasil são iguais às fabricadas no resto do
mundo, mas atendendo às características regionais, ao gosto do cliente e
à questão do preço. Num país como a Suíça a pessoa primeiro escolhe o
produto e depois vai ver o preço. No Brasil é o contrário: a pessoa
entra na loja, primeiro seleciona os produtos que cabem no seu orçamento
e só então decide a compra.
Em termos de qualidade,
os pisos e azulejos fabricados no Brasil não perdem para nenhum outro
fabricante. O Brasil é o segundo maior produtor do mundo de pisos e
azulejos e exporta muito pouco porque o mercado consumidor é tão grande
que absorve toda a produção. O brasileiro gosta do produto por conta do
aspecto, da praticidade, da durabilidade e da facilidade de limpeza, que
é muito compatível com o estilo moderno de vida.
Antigamente os produtos
passavam duas vezes pelo forno, mas a tendência, ao longo dos anos, foi
fazer tudo de uma vez só. Primeiro queimava-se só a parte de baixo de um
piso, colocava-se o esmalte e se fazia uma segunda queima. Hoje, por
uma questão econômica, tudo é feito ao mesmo tempo, com o mesmo
resultado. A queima é feita em torno de 1.100°C, e os fornos utilizam
gás natural. Há muitas décadas os fornos usavam óleo diesel, foram
feitas algumas tentativas com fornos elétricos, mas atualmente
utiliza-se unicamente o gás natural.
A indústria brasileira é
regional e não registra grandes avanços tecnológicos. Ela atingiu esta
proporção por causa do gigantismo do mercado brasileiro. Praticamente
todos os equipamentos de uma fábrica moderna vieram da Itália. As
máquinas são italianas e os esmaltes são de colorifícios pertencentes a
multinacionais espanholas. Então, tecnologicamente, quem domina esse
universo no mundo são Itália e Espanha: a Itália produz os equipamentos e
a Espanha tem os maiores colorifícios do mundo. O Brasil também começou
a se desenvolver nesta área. Hoje em dia há grandes colorifícios
brasileiros, mas espelhados nos colorifícios que vieram da Itália e da
Espanha.
O Brasil exporta muito
pouco pisos e azulejos, menos de 5% da produção brasileira, porque a
indústria não dá conta de atender o crescimento do mercado local, e a
capacidade instalada deste setor tem crescido um pouco menos de 10% ao
ano, continuamente. O setor não para de se reinvestir, e vai crescendo o
tempo todo.
O que existe de notável
no setor é que as empresas brasileiras têm a maior eficiência produtiva
do mundo. O número de metros quadrados produzidos pelo número de
funcionários das fábricas é muito grande, um alto índice de
produtividade. O Brasil conseguiu otimizar uma série de procedimentos e
foi muito além do que a Itália e a Espanha conseguiram. Esses dois
países não querem produzir muito, mas produzir pouco e ganhar muito. O
Brasil segue um modelo em que vende mais barato e vende muito. Como as
classes de poder aquisitivo mais baixo no Brasil representam a maior
parte do mercado consumidor, estas são as classes que tem de ser
atendidas.
A participação do Profissional da Química
Todo o processo de
produção da cerâmica está ligado diretamente à indústria química, na
qual se insere a Engenharia de Materiais. No Polo de Santa Gertrudes a
tendência é de que todos os profissionais de nível superior que
trabalham na área cerâmica sejam ligados à área química. Existem alguns
profissionais da engenharia mecânica, responsáveis pela parte mecânica e
manutenção dos equipamentos, mas a maior parte dos profissionais que
atuam nesse setor busca formação na área de química, seja em cursos de
graduação ou cursos de especialização.
O profissional da química
atua em todas as etapas de produção, começando com a caracterização das
matérias primas, que são naturais. A composição química é determinada
por químicos. Eles vão analisar não só a base do azulejo mas também a
parte do esmalte, do vidro, que é sobreposta. No forno, a peça vai
sofrer uma série de transformações e reações químicas, e ganha
resistência mecânica. O forno, na realidade, é um reator químico:
coloca-se todos os reagentes e usa-se a energia térmica como energia de
ativação para se processar as transformações nas propriedades, de tal
forma que o produto que saia dali tenha as características que se
deseja.
O polo cerâmico de Santa Gertrudes
Tradicionalmente o polo
cerâmico brasileiro funcionava em Santa Catarina, onde se localizam as
primeiras grandes empresas do setor, como Eliane, Portobello e Cecrisa.
Santa Gertrudes era um grande produtor de cerâmica vermelha – tijolos e
telhas – fundamentalmente. A partir de determinado momento, Santa
Gertrudes começou a produzir um lajotão colonial que estava na moda. Foi
o produto certo, no lugar certo, na hora certa, e isso rendeu muito
dinheiro. As indústrias reinvestiram o lucro nas próprias fábricas, que
acabaram crescendo de uma forma em que, nos últimos 30 anos, o polo de
Santa Gertrudes, que era insignificante na produção de pisos e azulejos,
hoje produz quase 70% do que é fabricado no Brasil. O segundo maior
polo cerâmico do país é Criciúma, em Santa Catarina. O terceiro é o do
nordeste, que está em crescimento acelerado, e é bastante espalhado,
pois as fábricas ficam distantes umas das outras. É um polo incipiente,
mas sua produção já está chegando a 12% do que é produzido no país de
pisos e azulejos.
Sustentabilidade
A questão da
sustentabilidade foi deixada de lado por muito tempo. Há 30 anos o polo
de Santa Gertrudes praticamente não existia, e hoje produz 70% dos pisos
e azulejos consumidos no Brasil. Como se chega em 30 anos a isso sem
causar dano ambiental? Principalmente na primeira etapa, isso foi um
verdadeiro “faroeste”. Ninguém tinha ideia de que estava sendo usando
chumbo para fazer os esmaltes, e todo mundo jogava chumbo na atmosfera e
nos rios. Isso tudo criou um passivo ambiental muito grande, por muitos
anos. Quando nossa consciência ecológica aumentou, os órgãos
fiscalizadores começaram a atuar e a cobrar ações reparadoras.
Atualmente existem vários projetos tentando minimizar o passivo, e de
outro lado, cuidar para que as indústrias não façam no futuro aquilo que
foi feito no passado. Essa preocupação com o ambiente começou há cerca
de 15 anos.
A universidade também
participa dessas iniciativas. A universidade, na realidade, é o apoio
externo que as indústrias precisam. A preocupação das indústrias é
produzir, e sempre que sai fora do “produzir” ela precisa de um apoio
externo.
Atuação do Laboratório de Revestimentos Cerâmicos
O Laboratório de
Revestimentos Cerâmicos da Universidade Federal de São Carlos funciona
há 20 anos. Seus pesquisadores não buscam inovação, mas soluções para os
problemas de produção das indústrias do Polo cerâmico de Santa
Gertrudes, que está a 60 quilômetros de distância. O laboratório também
auxilia a indústria a adaptar para o mercado brasileiro o que foi
desenvolvido na Europa, principalmente Itália e Espanha. Como a
indústria está em processo contínuo de produção e é impossível desligar
as máquinas durante alguns dias ou uma semana até encontrar a solução de
um problema na linha de produção, o laboratório teve que se adaptar à
velocidade da indústria, e buscar soluções com extrema rapidez. Assim,
as conclusões das análises são passadas muitas vezes pelo celular ou por
email diretamente do laboratório para a linha de produção, já que não
há tempo a perder com a elaboração de um relatório ou qualquer outro
tipo de formalismo. O laboratório trabalha o tempo inteiro em contato
com funcionários da indústria e a maior parte de suas demandas vem do
setor de revestimento em geral. Outras demandas vêm de empresas que
produzem insumos para a indústria cerâmica. Em contrapartida ao trabalho
realizado as indústrias doam matérias primas e financiam ensaios de
interesse dos próprios pesquisadores do Laboratório. Normalmente as
análises solicitadas são desenvolvidas em laboratórios parceiros, que
dispõem de equipamentos sofisticados, alguns dentro da própria UFSCar.
Texto
produzido a partir de entrevista com o Prof. Anselmo Ortega Boschi,
PhD, Engenheiro de materiais e Coordenador do Laboratório de
Revestimentos Cerâmicos da Universidade Federal de São Carlos, editor
chefe da revista Cerâmica Industrial, assessor técnico da Abracolor e
Coordenador da Área de Cerâmica do Departamento de Engenharia de
Materiais da UFSCar.
Pesquisa mostra sofrimento de veterinários com decisões de donos de animais
Por Jéssica Maes, em 17.10.2018Animais
de estimação vivem menos do que nós, humanos (pelo menos na maior parte
dos casos). Muitas vezes, acompanhar nossos bichinhos por toda a vida
deles e no fim ter que vê-los partir pode ser uma experiência bastante
difícil. De acordo com uma nova pesquisa, este pode ser um momento duro
também para os veterinários – principalmente quando eles não estão de
acordo com as decisões dos donos dos animais. Veterinários revelam o que os animais de estimação fazem logo antes da morte
De
acordo com o estudo, publicado segunda-feira no Journal of Veterinary
Internal Medicine e realizado com mais de 800 veterinários americanos,
há um “sofrimento moral” comum entre eles. A pesquisa revelou que a
maioria deles sente dúvidas éticas pelo menos algumas vezes em relação a
coisas que os donos de animais de estimação lhes pedem para fazer, e
isso está afetando a saúde mental destes profissionais.
“Estamos
na posição nada invejável e realmente difícil de cuidar dos pacientes,
talvez por toda a vida, desenvolvendo nossos próprios relacionamentos
com esses animais – e depois sendo solicitados a matá-los”, diz a Dra.
Lisa Moses, principal autora do estudo e veterinária da Sociedade Médica
de Massachusetts para a Prevenção da Crueldade ao Animal – Angell
Animal Medical Center e bioeticista na Escola de Medicina de Harvard, ao
portal NPR – National Public Radio, dos EUA.
“Às vezes, os donos
preferem que seus animais sejam sacrificados, porque não podem ou não
querem pagar pelo tratamento. Ou o oposto, quando sabemos em nosso
coração que não há esperança de salvar o animal, ou que o animal está
sofrendo, e os donos têm um conjunto de crenças que os fazem querer
continuar”, diz Virginia Sinnott-Stutzman, também veterinária do Angell
Medical Center em entrevista ao portal NPR.
A pesquisa de Moses e
seus colegas descobriu que este tipo de angústia é generalizada entre os
veterinários: 69% dos participantes disseram que sentiram sofrimento
moderado a grave por não poder dar aos animais o que eles achavam ser o
tratamento correto. Quase dois terços se incomodaram com pedidos
inapropriados de eutanásia.
Suicídio
Essa
angústia entre os profissionais da área pode estar relacionada com
outro problema ainda mais grave. Para J. Wesley Boyd, outro autor do
estudo e psiquiatra da Cambridge Health Alliance e bioquímico de
Harvard, há uma conexão entre as descobertas do estudo e estatísticas
assustadoras sobre as taxas de suicídio dos veterinários: “Minha
suposição é que as descobertas de nossa pesquisa são definitivamente
parte, ou até mesmo a maioria, da razão pela qual os veterinários têm
taxas de suicídio acima da média”, aponta.
“Uma pesquisa de mais
de 10.000 veterinários dos EUA em 2014 determinou que mais de 1 em cada 6
veterinários pode ter experimentado ideias suicidas e quase 1 em cada
10 pode ter sérios distúrbios psicológicos”, escrevem os pesquisadores
em seu estudo.
Segundo a matéria do NPR, Stutzman define
sofrimento moral como o sentimento quando o veterinário determina um
curso de tratamento ideal, mas é impedido de executá-lo – seja por causa
do dinheiro, ou das crenças do proprietário, ou regras sobre “cães que
mordem”. 10 animais de estimação que mataram seus donos sem querer
“O
exemplo mais comovente é quando um cão jovem tem uma fratura –
portanto, um problema totalmente solucionável, sem risco de vida, mas o
dono não quer pagar por uma solução adequada nem ter um cachorro de três
pernas, e opta pela eutanásia. Isso é uma coisa muito difícil de
passar”, diz ela. A profissional também diz que é particularmente
difícil quando os proprietários, envolvidos em sua dor, projetam sua
raiva no veterinário. “Assim, neste exemplo”, ela explica, eles podem
dizer: “‘Temos que matar nosso cachorro porque você só se importa com o
dinheiro’, o que obviamente não é o caso.”
Stutzman
endossa o apelo dos autores do estudo para um melhor treinamento para
os veterinários em como lidar com o sofrimento moral. “Tudo o que
aprendi sobre o enfrentamento veio de mentores e amigos fora da
profissão veterinária, e é absolutamente necessário (que isso) faça
parte de como ensinamos os veterinários”, alerta.
“Nós nos
juntamos a outros pesquisadores da profissão veterinária ao pedir que as
raízes do estresse e do pobre bem-estar na comunidade veterinária sejam
totalmente exploradas e tratadas por sociedades profissionais”,
concluem os pesquisadores no estudo.[NPR, Wiley Online Library]
(HScyence - Out/18)
Trabalhar demais aumenta o risco de derrame e doença cardíaca
O trabalho, além de ser uma necessidade
indispensável para o sustento da maior parte das pessoas, para muitos é
uma fonte de prazer e para alguns chega a ser um vício. O estilo de vida
contemporâneo, com a crescente urbanização, tem mudado tanto as formas
como os locais de trabalho.
A associação entre longos períodos de trabalho e
maior risco de doenças, principalmente de natureza cardiovascular, tem
sido alvo de pesquisas já faz algum tempo. Porém, evidências baseadas em
estudos prospectivos, que são mais robustos do ponto de vista
metodológico, são escassas e limitadas a doenças coronarianas. Em uma
pesquisa recentemente publicada na revista médica The Lancet este tema
volta a ser abordado utilizando a metodologia de meta-análise, onde é
feita uma compilação de vários trabalhos publicados sobre o tema, sendo
os dados agrupados e analisados em conjunto, o que proporciona uma maior
eficácia estatística.
A pesquisa analisou dados de 25 trabalhos,
somando mais de 600.000 participantes em 11 países, o que compõe o maior
estudo já realizado sobre o assunto. Os resultados demonstram
claramente uma associação entre longos períodos de trabalho (definidos
como mais de 55 horas por semana) e maior risco da ocorrência de acidente vascular cerebral (também chamado de AVC ou derrame).
Além disso, o conjunto de dados apresenta uma
relação de dose-resposta. Partindo de períodos de trabalho padrão
(definidos como 35 a 40 horas por semana), o aumento da carga horária
semanal produz um aumento proporcional no risco de AVC. Esta curva
dose-resposta é um indicativo da consistência do resultado. Esta relação
também foi observada com doenças cardiovasculares, porém, com menor intensidade.
São muitos os mecanismos que poderiam explicar
esta relação, sendo o estresse o principal deles, além do comportamento
sedentário e do tempo em que a pessoa permanece sentada durante o dia.
No entanto, este tipo de estudo não permite que se tire nenhuma
conclusão sobre as causas que levam um maior tempo de trabalho ao
aumento do risco de derrame e doença cardíaca.
Estes resultados alertam para um novo fator
de prevenção de doenças que deve ser considerado, o tempo dispendido com
o trabalho. Talvez trabalhar um pouco menos (para quem têm esta opção),
mesmo tendo como consequência um padrão de vida aparentemente mais
modesto, pode trazer um grande benefício à saúde e evitar uma invalidez
ou morte precoce.
Fonte:
Saiba o que são danos morais e quais suas consequências!
Assunto
muito frequente na mídia e nas diversas ações civis, o assunto “dano
moral” talvez seja o principal responsável pelos processos na justiça
brasileira.
O assunto é frequente nos ambiente de redes sociais, e na mídia, e em diversas ações no poder judiciário, o dano moral parece ser de conhecimento notório, mas o que você realmente sabe sobre o dano moral?
Há
uma falsa percepção de que o dano moral seria sinônimo de incômodo,
chateação ou qualquer outro constrangimento que alguém venha a passar.
Entretanto, este não é o real significado do dano moral.
Esclarecemos,
antes porém, o que vem a ser o dano para o direito brasileiro. O dano é
um dos requisitos para que haja a responsabilidade civil. E o que vem a
ser responsabilidade civil?
A responsabilidade civil, regra
geral, deriva de transgressão de uma norma jurídica preexistente (um
mandamento), contratual (decorrente de ajustes prévios entre os
contratantes), ou legal, impondo ao infrator, a consequente obrigação de
indenização. Tal transgressão a uma norma jurídica será chamada de
ilícito.
Consequências
Um ilícito pode ocasionar, ao
mesmo tempo, consequências nos âmbitos civil e penal. Aqui trataremos
apenas e tão somente dos reflexos dentro do Direito Civil. Suponhamos
que, como por exemplo, um ataque venha a lesionar uma pessoa. O autor
(da lesão/ do ataque) estará sujeito às penas do crime de lesão
corporal, previsto no artigo 129 do Código Penal,
podendo ainda ter de indenizar a vítima dos gastos que tiver no
tratamento da lesão sofrida, além da possibilidade de vir a ter que
indenizar pelos danos morais que eventualmente a vítima venha a sofrer.
A responsabilidade civil
poderá ser, a depender da natureza jurídica da norma transgredida, uma
responsabilidade contratual ou extracontratual, a norma violada é uma
norma negocial, enquanto, na responsabilidade extracontratual, a norma
jurídica violada é uma norma legal.
A responsabilidade contratual tem base nos artigos 389 e seguintes do Código Civil. Vejamos o que menciona o artigo 389 do Código Civil:
Art.
389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos,
mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente
estabelecidos, e honorários de advogado.
Já a responsabilidade aquiliana (aquela que não deriva de um contrato), tem suas bases nos artigos 186, 187 e 927, que assim versam:
Art.
186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral, comete ato ilícito.
Art.
187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao
exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim
econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Parágrafo
único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa,
nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para
os direitos de outrem.
Para que exista a responsabilidade civil, faz-se necessário provar a existência de três requisitos. São eles:
1. Conduta humana (ação ou omissão da pessoa que gera um prejuízo a outra);
2. Nexo de causalidade (algo que vincula o dano ao ocorrido);
3.
Dano ou prejuízo sofrido (é a lesão ocasionada pelo agente a um
interesse protegido pelo direito, seja ele moral ou material).
O dano material, como não é objeto deste artigo, será deixado para ser apreciado em outra situação. Falaremos, portanto (e finalmente) sobre o dano moral.
Dano moral
Entende-se dano moral toda espécie de lesão a um direito de personalidade de alguém.
O dano moral
é o que atinge o ofendido como pessoa, não lesionando o seu patrimônio.
É lesão de bem que integra os direitos da personalidade, como a honra, a
dignidade, a intimidade, a imagem, o bom nome, dentre outros, como se
infere dos artigos 1º, III e 5º, V e X da Constituição Federal, e que acarreta ao lesador, sofrimento e tristeza, vexame e humilhação.
Para Orlando Gome, “a
expressão ‘dano moral’ deve ser reservada exclusivamente para designar o
agravo que não produz qualquer efeito patrimonial. Se há consequências
de ordem patrimonial, ainda que mediante repercussão, o dano deixa de
ser extrapatrimonial”[1], ou moral.
O
direito, preleciona Eduardo Zannoni, “não repara qualquer padecimento,
dor ou aflição, mas aqueles que forem decorrentes da privação de bem
jurídico sobre o qual a vítima teria interesse reconhecido
juridicamente. Por exemplo, se vemos alguém atropelar outrem, não
estamos legitimados para reclamar indenização, mesmo quando esse fato
nos provoque grande dor. Mas, se houver relação de parentesco próximo,
entre nós e a vítima, seremos lesados indiretos. Logo, os lesados
indiretos, e a vítima, poderão reclamar a reparação pecuniária em razão
de dano moral, embora não peçam um preço para a dor que sentem ou
sentiriam, mas, tão somente, que se lhes outorgue um meio de atenuar, em
parte, as consequências da lesão jurídica por eles sofrida”[2].
Portanto, aqui deciframos o que seria o dano moral. Mas será que a pessoa jurídica sofre dano moral?
Dano moral na pessoa jurídica
Um ponto de relevância sobre o tema, e que merece o devido destaque, é o que diz respeito ao dano moral da pessoa jurídica,
tese que vem sendo admitida reiteradamente pela doutrina e
jurisprudência- em que pese posição divergente por renomados juristas,
pois, embora questionável, o dano moral em sentido (ofensa à honra
de uma pessoa jurídica), é incontroverso que uma sociedade comercial,
por exemplo, tem direito à proteção de seu nome, ou que uma organização
religiosa possa pretender proteção jurídica, a fim de impedir divulgação
difamatórias, que possam vir a trazer prejuízos perante a sociedade.
Este é, alias, o teor da súmula do Superior Tribunal de Justiça (STJ):
Súmula: 227 A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.
Em
que pese, inclusive na recentíssima doutrina, já com o reflexos, na
jurisprudência, que vem admitindo a possibilidade da ocorrência de danos
morais coletivos, em hipóteses em que o ilícito envolver a ofensa a
toda uma coletividade, como, por exemplo, em situações de acidentes
ambientais envolvendo, a um só tempo, a ofensa a direitos difusos, os chamados danos sociais, em razão do desequilíbrio ambiental provocado. Caros
leitores, não percam nas próximas semanas, o artigo que irá destrinchar
o que seria o dano material. Obrigado pela leitura. [1] Obrigações, 195, p.332. [2] El daño em la responsabilidad civil, p. 234/235.