sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Biologia
Biologia
A Biologia é a ciência que estuda a vida em todos os seus aspectos, desde a anatomia e fisiologia dos organismos vivos até seu processo evolutivo e interações ecológicas.
Biologia é a ciência responsável pelo estudo da vida: desde o seu surgimento, composição e constituição até a sua história evolutiva, aspectos comportamentais e relação com outros organismos e com o ambiente.
Assim, a Biologia tem como objeto de estudo os seres vivos. Tais organismos diferenciam-se dos demais por serem constituídos, predominantemente, de moléculas de carbono, oxigênio, hidrogênio e nitrogênio e por apresentarem constituição celular, necessidade de se nutrirem, capacidade reprodutiva e de reação a estímulos.
→ Os Reinos Estudados na Biologia
Os seres vivos são classificados em grupos menores, de acordo com suas características principais. No sistema de cinco reinos, um dos mais amplamente utilizados, eles são divididos assim:
Reino Monera, que abriga indivíduos unicelulares, procarióticos. No sistema de oito reinos, seus representantes estão divididos no Reino Archaea e Reino Bacteria;
Reino Protoctista, que reúne os protozoários e algas unicelulares. No sistema de oito reinos, seus representantes estão divididos nos Reinos Archezoa, Protista e Chromista;
Reino Plantae, que abriga as plantas: organismos multicelulares fotossintetizantes;
Reino Fungi, que abriga organismos unicelulares, ou filamentosos, e heterotróficos;
Reino Animalia, que abriga organismos multicelulares e heterotróficos.
→ Áreas da Biologia
Para estudar os diversos aspectos inerentes aos seres vivos de forma mais detalhada, a Biologia é subdividida em algumas áreas, tais como:
Biologia Celular (antiga citologia): estuda os aspectos relacionados com as células, tais como sua estrutura e funcionamento;
Histologia: estudo dos tecidos que constituem os seres vivos.
Anatomia: estudo dos órgãos e sistemas dos seres vivos.
Botânica: estudo das plantas.
Zoologia: estudo dos animais.
Micologia: estudo dos fungos.
Microbiologia: estudo dos micro-organismos.
Ecologia: estudo das relações dos seres vivos entre si e com seu ambiente.
Evolução: estuda o surgimento de novas espécies.
Genética: estudo dos aspectos inerentes à hereditariedade.
Confira os textos dispostos logo mais abaixo e aprofunde seus conhecimentos sobre essa fantástica e instigante ciência!
Boa leitura!
Por Mariana Araguaia
Bióloga, especialista em Educação Ambiental
(Fonte: Brasil Escola)
Dicionário de Hepatologia
Dicionário de Hepatologia
Conheça os termos mais usados na Hepatologia
Janaína Luz Narciso Schiavon
Professor Adjunto de Gastroenterologia da Universidade Federal de Santa Catarina
A
Adefovir: medicação antiviral de uso diário indicada no tratamento da hepatite viral B. É administrada por via oral.
ALT ou TGP: exame laboratorial que avalia se há inflamação no fígado. Em algumas hepatites este exame pode estar normal, e existir inflamação no fígado.
AST ou TGO: exame laboratorial que avalia se há inflamação no fígado. Em algumas hepatites este exame pode estar normal, e existir inflamação no fígado. Pode também estar alterado em alguns casos especiais de anemia (quando há destruição dos glóbulos vermelhos do sangue) e em doenças do coração (como o infarto agudo do miocárdio).
Anemia: diminuição da quantidade de glóbulos vermelhos no sangue. Os glóbulos vermelhos (hemácias) são responsáveis pelo transporte de oxigênio para todas as células do nosso corpo. Quando o indivíduo tem anemia, dependendo da gravidade, ele pode sentir desânimo, fraqueza, sonolência, falta de ar quando caminha, etc.
Ascite: ?água na barriga?. Em indivíduos com doença no fígado, geralmente ocorre como sintoma de cirrose avançada.
Ascite refratária: é aquela que não diminui com o uso de diuréticos (medicamentos que estimulam a diurese (urina)).
Azatioprina: medicamento imunossupressor (que inibe o sistema de defesa do organismo) utilizado no tratamento de doenças autoimunes, como a hepatite autoimune, por exemplo.
B
Biópsia hepática: exame realizado com agulha, sob anestesia local, onde é retirado um pequeno pedaço do fígado, que é analisado por um médico patologista no microscópio. Esse exame é utilizado na investigação diagnóstica, para identificar as causas de algumas doenças do fígado, avaliar a gravidade da doença e definir se é necessário iniciar ou não um tratamento.
C
Cirrose: é a substituição do fígado normal por fibrose (cicatriz), que causa um ?endurecimento? do fígado e dificulta seu funcionamento, o que acarreta na diminuição na produção de proteínas, por exemplo.
Cirrose Biliar Primária: é uma doença autoimune (causada pelo sistema de defesa do organismo) que provoca colestase (acúmulo de bile), inflamação e destruição dos ductos biliares que se localizam dentro do fígado.
Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE): exame realizado com duodenoscópio de visão lateral (um aparelho semelhante ao utilizado para endoscopia), que permite visualizar e tratar doenças das vias biliares e o ducto pancreático.
Colangite Esclerosante Primária: é uma doença autoimune (causada pelo sistema de defesa do organismo) que provoca colestase (acúmulo de bile), inflamação e destruição dos ductos biliares que se localizam, principalmente, fora do fígado.
D
Diuréticos: medicamentos utilizados para estimular a diurese (urina).
Doença de Wilson: ocorre em função do acúmulo de cobre no organismo. Pode ocorrer inflamação e cicatrização (fibrose) no fígado.
E
Edema: acúmulo de líquidos conhecido popularmente como inchume ou inchaço.
Encefalopatia hepática: alterações no comportamento de indivíduos cuja função do fígado é insuficiente para eliminar substâncias tóxicas para o sistema nervoso.
Endoscopia Digestiva Alta: exame de endoscopia realizado sob sedação que permite a visualização e tratamento de doenças que acometem o esôfago, o estômago e o duodeno.
Entecavir: medicação antiviral de uso diário indicada no tratamento da hepatite viral B. É administrada por via oral.
Eritropoetina: substância produzida pelos rins e responsável por estimular a produção dos glóbulos vermelhos para combater a anemia. Nos pacientes com hepatite C em tratamento com ribavirina é comum ocorrer anemia, e muitas vezes, é necessário o uso de eritropoitina durante o tratamento.
Esquistossomose: doença que pode prejudicar o fígado quando os ovos do Esquistosoma mansoni se acumulam no fígado causando inflamação e dificultando a chegada de sangue pela principal veia do fígado, a veia porta. Assim, indivíduos com esquistossomose podem apresentar hipertensão portal (aumento de pressão na veia porta) e varizes de esôfago.
Esteatose hepática: presença de infiltração gordurosa no fígado.
Esteatohepatite: infiltração gordurosa no fígado associada à inflamação e destruição de células do fígado.
Esplenomegalia: aumento no tamanho do baço.
H
Hemangiomas: são tumores benignos, que podem ocorrer no fígado ou em outros locais do organismo, que correspondem a malformações de vasos sanguíneos.
Hemocromatose: doença onde o fígado pode apresentar acúmulo de ferro levando a inflamação e cicatrização do mesmo (fibrose).
Hepatite: é toda e qualquer inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus de hepatite (como os vírus A, B, C, Delta e E), medicamentos, uso de álcool, etc.
Hepatite autoimune: é a inflamação do fígado causada pelo sistema de defesa do organismo.
Hepatocarcinoma: é um tumor maligno do fígado.
Hepatomegalia: aumento no tamanho do fígado.
Hipertensão Portal: aumento de pressão na veia porta, que é a veia que traz o sangue dos intestinos pra ser ?filtrado? no fígado. Esse aumento de pressão na veia porta pode ocorrer em indivíduos com cirrose no fígado, mas também em outras situações como trombose ou esquistossomose. Como conseqüência desse aumento de pressão, pode ocorrer dilatação (varizes) de algumas veias internas, como no esôfago.
I
Interferon alfa: medicamento utilizado para tratamento de hepatites virais, por injeção subcutânea.
Interferon alfa peguilado: medicamento utilizado para tratamento de hepatites virais, por injeção subcutânea. Pode ser aplicado uma vez por semana.
L
Lamivudina: medicação antiviral de uso diário indicada no tratamento da hepatite viral B. É administrada por via oral.
Ligadura elástica: tipo de tratamento realizado para eliminar as varizes do esôfago. É realizado por endoscopia digestiva alta, sob sedação.
P
Paracentese: exame realizado para coletar líquido ascítico (?água na barriga?) por meio de aspiração com agulha, sob anestesia local. O líquido ascítico pode ser retirado somente para análise laboratorial (para avaliar se há infecção, por exemplo), ou para alívio do paciente, quando a ascite é de grande volume.
Peginterferon: ver interferon alfa peguilado.
Peritonite Bacteriana Espontânea: infecção espontânea do líquido ascítico (?água na barriga?). O diagnóstico é feito por análise do líquido, coletado com agulha e anestesia local (paracentese).
Prurido: coceira. Pode ser um sintoma de doença no fígado.
Q
Quimioembolização: é uma das opções de tratamento paliativo do hepatocarcinoma, realizada por cateterismo da veia femoral, localizada na virilha, sob anestesia local. Esse tratamento diminui o tamanho do tumor.
R
Ribavirina: medicação antiviral de uso diário indicada no tratamento da hepatite viral C. É administrada por via oral.
T
Tenofovir: medicação antiviral de uso diário indicada no tratamento da hepatite viral B. É administrada por via oral.
TGO ou AST: exame laboratorial que avalia se há inflamação no fígado. Em algumas hepatites este exame pode estar normal, e existir inflamação no fígado. Pode também estar alterado em alguns casos especiais de anemia (quando há destruição dos glóbulos vermelhos do sangue) e em doenças do coração (como o infarto agudo do miocárdio).
TGP ou ALT: exame laboratorial que avalia se há inflamação no fígado. Em algumas hepatites este exame pode estar normal, e existir inflamação no fígado.
Transplante Hepático: forma de tratamento em que o paciente recebe um fígado de um doador (vivo ou cadáver). Neste tratamento, o paciente tem que fazer uso de drogas imunossupressoras (medicações que inibem os mecanismos de defesa do indivíduo contra organismos estranhos, neste caso, o fígado de outra pessoa) para evitar a rejeição do novo fígado.
V
Varizes de esôfago: dilatação das veias do esôfago. Em indivíduos com cirrose, as varizes ocorrem como conseqüência do aumento de pressão na veia porta (hipertensão portal).
Veia porta: é a veia que drena o sangue do sistema digestivo para ser ?filtrado? no fígado.
(Fonte:Tudo sobre o fígado)
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
MORDIDA DE CACHORRO – Cuidados e Tratamento
MORDIDA DE CACHORRO – Cuidados e Tratamento
Autor: Dr. Pedro Pinheiro » 18 de maio de 2016
O cão pode até ser o melhor amigo do homem, mas isso não impede que milhões de pessoas sejam mordidas por estes animais todos os anos. Não existem dados confiáveis no Brasil, mas nos EUA a estimativa é de cerca de 4.5 milhões de pessoas mordidas por cachorros, com variados graus de gravidade, todos os anos. As crianças, principalmente aquelas entre 5 e 9 anos, são as mais afetadas. Destas 4.5 milhões de mordidas, cerca de 900 mil (20%) evoluem com infecção da ferida.
Quando uma pessoa é mordida por um cachorro, a primeira coisa que vem a cabeça é o risco de contaminação pelo vírus da raiva. Atualmente, porém, a raiva não é a principal complicação das mordias caninas, pois esta é uma doença relativamente rara nos dias de hoje. As complicações mais frequentes das mordidas de cães são a infecção bacteriana da ferida provocada ou a lesão traumática da pele, músculos, vasos, nervos e dos tendões, principalmente quando a mordida é provocada por cães grandes e com músculos maxilares fortes, tais como Pitbull, Rottweiler, Mastim, Pastor Alemão e Fila brasileiro.
Neste artigo vamos explicar quais são os problemas mais comuns que podem surgir em decorrência de uma mordida de cachorro e quais são os tratamentos e cuidados necessários para minimizar os riscos de complicações.
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Tipos de mordida de cachorro
Dependendo da raça do cão, as mordidas podem causar basicamente três tipos de lesão: perfuração, dilaceração ou esmagamento.
Os dois últimos tipos de mordida são aqueles que possuem o maior risco de causar lesões graves em estruturas internas, inclusive fratura óssea, ou deixar cicatrizes permanentes na pele. Já as mordidas penetrantes têm como maior risco de complicação a contaminação da ferida e o desenvolvimento de infecções bacterianas na pele.
Qualquer mordida de cachorro pode provocar uma infecção, mas as feridas penetrantes são as mais perigosas pois elas inoculam bactérias naturais da boca do cão profundamente na pele, o que é mais difícil de limpar.
As mordidas caninas leves, que provocam apenas arranhões superficiais, sem causar sangramento ou exposição das camadas inferiores da pele, são menos preocupantes, pois o risco de infecção é baixo. Para haver infecção, as bactérias precisam passar pela barreira protetora da pele.
Nos adultos, os locais mais habitualmente atacados por cães são as mãos, braços e pernas. Já nas crianças, braços, cabeça e pescoço são os locais mais acometidos.
Na maioria dos casos, a mordida é provocada por um cão conhecido, muitas vezes da própria família. Crianças são as vítimas mais comuns, pois elas são mais estabanadas, têm menos noção do perigo e menor capacidade de reconhecer quando um cachorro está prestes a atacar.
Infecção da mordida de cachorro
A flora bacteriana natural da boca dos cães possuem mais de 60 gêneros de bactérias diferentes, muitas delas capazes de provocar infecções no homem. Apenas a título de exemplo, uma mordida de cachorro pode provocar uma infecção pelos seguintes gêneros de bactérias:
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Bacteroides.
Corynebacterium.
Clostridium.
Eikenella.
Enterobacter.
Fusobacterium.
Haemophilus.
Klebsiella.
Moraxella.
Neisseria.
Pasteurella.
Porphyromonas.
Prevotella.
Proteus.
Staphylococcus.
Streptococcus.
Geralmente, uma mordida infectada de cachorro é provocada por mais de um tipo de bactéria. Algumas vezes, por até 5 tipos de bactérias ao mesmo tempo. As bactérias do gênero Pasteurella são as que mais frequentemente provocam infecção da ferida, sendo responsáveis ou corresponsáveis por mais de 50% das infecções.
Os sinais e sintomas de infecção da ferida costumam aparecer dentro das primeiras 24 horas, mas, às vezes, podem surgir já nas primeiras 8 horas após a mordida. Febre, inchaço, intensa vermelhidão, dor, drenagem de pus, formação de abcesso ou necrose da pele são os achados clínicos mais comuns.
Se não tratada adequadamente, a infecção da mordida pode causar complicações, tais como osteomielite (infeção do osso), artrite séptica (infecção da articulação) ou tenossinovite (infecção dos tendões). Nos casos mais graves, as bactérias podem se espalhar pela corrente sanguínea, provocando infecção generalizada e choque séptico (leia: O QUE É CHOQUE SÉPTICO?).
Transmissão de raiva pela mordida de cachorro
A raiva é uma doença de origem viral que possui uma taxa de mortalidade de praticamente 100%. Não há tratamento eficaz, mas a profilaxia (prevenção) é possível através de vacina ou imunoglobulina.
A raiva é transmitida através da saliva do cão. A mordida é o principal meio de inoculação da saliva infectada no organismo humano.
Todo indivíduo mordido por um cão deve primeiramente tentar obter sua carteira de vacinação para saber se o animal está devidamente vacinado, uma vez que cães vacinados não são fontes de transmissão da raiva. Se o cachorro estiver com a vacina em dia, não há necessidade de iniciar qualquer tratamento, a não ser que o animal passe a apresentar sintomas da raiva poucos dias depois da mordida.
Nos cães, o tempo máximo de evolução da doença, desde o aparecimento do vírus na saliva até a sua morte, é de apenas 10 dias. Portanto, quando alguém é mordido por um cachorro, indica-se a observação do animal por até 10 dias. Se o cão não adoecer neste intervalo é porque ele não estava contaminante no dia da mordida, não havendo, portanto, risco algum de raiva para o paciente, mesmo que o cão não esteja com a vacina em dia.
Se o animal for um cão de rua, sem dono, é importante capturá-lo para que ele possa ser analisado por um veterinário, de modo a procurar sinais do vírus da raiva. Se a captura do animal não for viável, o tratamento profilático (preventivo) deve ser indicado, partindo do princípio que este esteja contaminado com o vírus da raiva. Portanto, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, já que a profilaxia contra a raiva é considerada uma urgência médica.
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Para saber mais detalhes sobre os sintomas, formas de transmissão e prevenção da raiva, acesse o seguinte artigo: RAIVA HUMANA – Transmissão, Sintomas e Vacina.
O que fazer após uma mordida de cachorro
O primeiro passo após uma mordida de cachorro é limpar vigorosamente a área ferida com água e sabão por pelo menos 5 minutos. Se houver sangramento, o local deve ser comprimido para até que a hemorragia seja estacada.
Atendimento médico deve ser buscado imediatamente em caso de sangramentos que não cessam, lesões extensas que precisem ser suturadas, mordidas com grave lesão da pele, principalmente se houver exposição de estruturas internas, tais como músculo, nervos e tendões, suspeita de fratura de osso, lesão dos tendões ou mordidas penetrantes profundas. Lesões que parecem estar a piorar com o passar das horas também devem sempre ser avaliadas por médicos.
O tratamento com antibiótico está indicado em todos os casos que houver suspeita de infecção da ferida. Porém, em alguns casos específicos, os antibióticos podem ser iniciados de forma profilática, ou seja, antes de haver sinais claros de infecção da pele. São eles:
Feridas penetrantes e profundas.
Lesões graves com esmagamento da área afetada.
Múltiplas mordidas pelo corpo.
Lesões com comprometimento dos vasos sanguíneos.
Mordidas nas mãos, face ou genitália.
Mordidas que necessitam de sutura.
Pacientes que tenham possuam algum grau de imunossupressão.
Amoxicilina com ácido clavulânico costuma ser o antibiótico de escolha para o tratamento de infecção por mordida (leia: AMOXICILINA COM CLAVULANATO – Bula simplificada).
Indivíduos cuja última dose da vacina contra tétano já tenha mais de 10 anos devem receber uma dose de reforço da vacina (leia: TÉTANO – Causas, Sintomas e Vacina), pois o Clostridium tetani é uma das bactérias que podem ser inoculadas através da mordida.
Se o médico considerar que a ferida conseguiu ser bem lavada e há baixo risco de infecção, a lesão pode ser suturada. Entretanto, há situações em que o risco de infecção da ferida é muito grande, e a lesão deve ser deixada aberta para que cicatrize naturalmente. São elas:
Mordidas nas mãos ou pés.
Mordidas profundas.
Mordidas com mais de 12 horas.
Mordidas em pacientes imunossuprimidos.
Nestas situações citadas acima, a sutura da ferida pode aumentar o risco de infecção, senso assim desaconselhada.
(Fonte: md saude)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Os 10 locais mais extremos da Terra
Os 10 locais mais extremos da Terra
A Terra é um lugar incrível: com toda a sua biodiversidade, diferentes climas e lugares no mínimo curiosos, ela tem espaço para algumas características incrivelmente extremas. Do lugar mais quente ao lugar mais frio, do lugar mais alto ao mais baixo, confira esta lista dos lugares mais extremos do planeta! 10. O LUGAR MAIS QUENTE DA TERRA: DESERTO DE LUT (IRÃ) local mais extremo da Terra Existe muita controvérsia sobre qual é o lugar mais quente da Terra. Muitos acreditam que em Al Azizyah, na Líbia, foi marcada uma temperatura de 57,8 graus Celsius, e que o segundo lugar mais quente seria o Vale da Morte na Califórnia, Estados Unidos. Ali, a temperatura chegou a 56,7 graus em 1913. Apesar desses registros, um satélite da Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, marcou temperaturas de até 71 graus no deserto de Lut, no Irã. Acredita-se que esta seja a temperatura mais alta já encontrada na superfície da Terra. 9. O PONTO MAIS ALTO: MONTE CHIMBORAZO (EQUADOR) local mais extremo da Terra É conhecimento comum que o Monte Everest é a montanha mais alta do mundo. Escaladores viajam de todo o planeta para ter a distinção de terem chegado ao topo do lugar mais alto. O pico do Monte fica a 8,848 metros acima do nível do mar. Por outro lado, poucas pessoas conhecem o Monte Chimborazo, no Equador, com uma altitude de 6,310 metros acima do nível do mar. Apesar de mais baixo que o Everest, este monte tem a distinção de ser a montanha mais alta acima do centro da Terra. Isso acontece porque o planeta não é uma esfera, e fica mais larga na Linha do Equador. Com isso, o monte localizado a apenas um grau abaixo da Linha fica aproximadamente dois quilômetros mais distante do centro da Terra, em comparação com o Everest. Apesar da relativa fama do Monte entre os equatorianos, o Chimborazo não consegue competir com o seu “irmão” em questões de dificuldade de escalada nem em fama. 8.O ARQUIPÉLAGO MAIS REMOTO HABITADO POR HUMANOS: TRISTAN DE CUNHA (REINO UNIDO) local mais extremo da Terra O grupo de ilhas habitadas mais remota no mundo é Tristan de Cunha, no sul do Oceano Atlântico. O arquipélago é tão pequeno que a sua ilha principal não tem nem pista de pouso. Lar de 272 pessoas, que compartilham todas oito sobrenomes, seus habitantes sofrem de doenças hereditárias como asma e glaucoma. Anexada ao Reino Unido no século XIX, os habitantes do arquipélago têm um código postal britânico, e podem até pedir coisas pela Internet – mesmo que elas demorem muito para chegar. Mas afinal, é um custo a se pagar pelo privilégio de morar em sua própria ilha, a mais de três mil quilômetros do continente mais próximo. 7. A MAIOR CACHOEIRA DO MUNDO: SANTO ÁNGEL (VENEZUELA) local mais extremo da Terra A cachoeira de Santo Ángel, na Venezuela, começa a 984 metros de altura, e tem uma queda ininterrupta de 806 metros. Ela fica em uma afluente do Rio Caroni. 6. O LUGAR HABITADO MAIS FRIO: OYMYAKON (RÚSSIA) local mais extremo da Terra Oymyakon é uma pequena vila em Oymyakonsky Ulus, na República Sakha, na Rússia, e fica próxima ao rio Indigirka. A população do local chega a 800 pessoas, que agüentam um frio de até 72 graus negativos, registrados no dia 26 de janeiro de 1926. Esta é a temperatura mais baixa registrada em qualquer lugar com habitação permanente por humanos na Terra. Também foi a temperatura mais baixa a já ser vista no hemisfério norte do planeta. A temperatura mais baixa já marcada no planeta foi de 129 graus negativos em 1983, na base de operações russa na Antártica. 5. O LUGAR MAIS SECO DA TERRA: OS VALES DA MORTE (ANTARTICA) local mais extremo da Terra Uma região do interior da Antártica é conhecida como os Vales da Morte. Este lugar não vê chuva há mais de dois bilhões de anos. Com a exceção de um vale, que tem lagos um pouco cheios com água de rios próximos, os Vales não têm nenhum tipo de umidade – seja em forma de água, gelo ou neve. O motivo de tanta seca são os ventos de até 320 quilômetros por hora que atingem o lugar, evaporando toda a água existente lá. O local também é o único da Antartica que não tem gelo – lá, a evaporação é mais importante que a neve, deixando a área completamente seca e sem gelo. Outro local seco é o deserto de Atacama, no Chile, onde não chove há vários séculos. É possível que lá a seca seja até maior que na Antartica, mas não se pode ter certeza disso, devido a pesquisas insuficientes sobre a área. 4.O PONTO MAIS PROFUNDO DO PLANETA: FOSSA DAS MARIANA (INDONÉSIA E JAPÃO) local mais extremo da Terra A trincheira de mariana chega a 10,924 metros abaixo do nível do mar. Se o Monte Everest fosse colocado na depressão, ficaria coberto por mais de um quilômetro de água. As únicas pessoas que já observaram o local foram os exploradores Jacques Piccard e Don Walsh. Naquela “altura” da terra, os pesquisadores enfrentaram oito toneladas de pressão. Mesmo assim, eles observaram a existência de peixes, camarões e outras criaturas que habitam o inóspito local. 3. O LUGAR MAIS ÚMIDO: LLORO (COLÔMBIA) local mais extremo da Terra Lloro, na Colômbia, recebe uma média de 12,000 metros cúbicos de chuva por ano. As pessoas que habitam o local ganham a vida cortando árvores da floresta nas proximidades, onde é possível ter certeza com a chuva diária. Ainda assim há uma discussão sobre se o local é mesmo o “vencedor” da categoria. Cherrapunji, no nordeste da Índia, foi considerada por muitos anos o local mais úmido da Terra – tendo o recorde mundial por este motivo. Em Cherrapunji choveu 9,296mm de água em julho de 1861. Entre agosto de 1860 e julho de 1861, o local teve um registro de 26,467mm e chuvas. 2. A MAIOR QUEDA DO MUNDO: MONTE THOR (CANADÁ) local mais extremo da Terra O Monte Thor, no Parque Nacional Auyuittuq, na Ilha de Baffin, no Canadá, tem uma queda vertical de 1249 metros. O lugar é conhecido por sua enorme queda, que é feita de puro granito. É um lugar popular entre escaladores que procuram por fortes emoções. O Monte foi escalado pela primeira vez em 1953, e recebe algumas expedições de aventureiros hoje em dia, sendo que em 2006 um escalador ousado morreu no local. 1. O LUGAR MAIS ABAIXO DO NÍVEL DO MAR: MAR MORTO (JORDÂNIA) local mais extremo da Terra O Mar Morto é o local mais baixo da Terra: ele fica a 422 metros abaixo do nível do mar. Na fronteira entre a Jordânia e Israel, a estrada que fica próxima ao Mar também é a estrada mais baixa do planeta. Famosa pela sua salinidade – dez vezes maior que o mar Mediterâneo – o Mar Morto não tem nenhum tipo de vida marítima, por isso tem este nome. Fonte : http://hypescience.com/19196-os-10-locais-mais-extremos-da-terra/ Origem da palavra "mapa" A palavra "mapa" surgiu na Idade Média e tem provavelmente origem cartaginesa, significando "toalha de mesa". Os navegadores e os negociantes, ao discutir sobre rotas, caminhos e localidades em locais públicos, rabiscavam diretamente nas toalhas (mappas), surgindo então o documento gráfico que era bastante útil a todos. Atualmente, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) define "mapa" como: uma representação gráfica, em geral uma superfície plana e em uma escaladeterminada, com representação de acidentes físicos e culturais da superfície da Terra, ou deum planeta ou satélite. Fonte: http://www.sogeografia.com.br/
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(Fonte: Só curiosidades - geografia)
Capsaicina: da pimenta para usos terapêuticos
Capsaicina: da pimenta para usos terapêuticos
Milhões de pessoas de várias culturas do mundo inteiro gostam de comer pimenta por causa do seu sabor, mesmo que isso cause uma sensação de ardência na boca e na garganta. A pimenta é o segundo condimento mais usado no mundo, perdendo somente para o sal de cozinha. Uma das pimentas mais comuns no Brasil é a pimenta vermelha conhecida por “dedo de moça”. Poucas pessoas sabem, no entanto, os benefícios que as pimentas “ardidas” podem trazer para a saúde humana.
O sabor ácido da pimenta (verde ou vermelha) é causado por uma substância chamada capsaicina. As quantidades desta substância presentes nas pimentas variam de 0,1 a 1% em massa. A capsaicina foi obtida em laboratório pela primeira vez em 1929. Sua estrutura e propriedades químicas são bem conhecidas. É solúvel em álcool, éter, benzeno, acetona e óleos vegetais. Isto significa que a capsaicina, quando está dissolvida em um desses solventes, não perde suas propriedades originais. A capsaicina é um sólido que passa para o estado líquido em temperatura relativamente baixa (65º C). Quando se conserva a pimenta vermelha em óleo, a capsaicina se dissolve e passa sua “ardência” para o óleo.
Muitas pesquisas foram realizadas com a capsaicina nos últimos anos. Os resultados demonstram que ela é uma substância ativa no tratamento de várias doenças, entre as quais a artrite reumatóide. Alguns trabalhos mostram que a capsaicina é um anticoagulante, pois ajuda a baixar a pressão sangüínea, reduzindo o colesterol e evitando a formação de coágulos sangüíneos que podem provocar infarto, trombose e derrame cerebral.
Há alguns trabalhos que comprovam que a capsaicina pode ser usada no tratamento de resfriados, febres e na prevenção do câncer, principalmente do estômago. Atualmente ela tem sido usada para reduzir a dor nas articulações, problema comum nas artrites e artroses. Os especialistas acreditam que a capsaicina ajuda a dessensibilizar as fibras nervosas que transportam os sinais da dor até o sistema nervoso central. A substância pode ser aplicada na forma de creme ou pomada no local onde a pessoa sente dor, sendo logo absorvida pela pele. É importante observar que a capsaicina não é destruída, nem perde suas propriedades originais, quando a pimenta é frita ou conservada em óleo por um longo período de tempo.
A capsaicina tem sido utilizada na medicina há muitos séculos. A pimenta vermelha foi uma das primeiras plantas cultivadas nas Américas. As tribos indígenas brasileiras cultivam e usam pimentas desde o descobrimento do Brasil. Os historiadores acreditam que a população do México come pimenta vermelha desde 7.000 AC. A capsaicina já era utilizada pelos nossos ancestrais para aliviar as dores nas juntas.
Esta substância tem sido usada, também, na forma de creme ou pomada na medicina esportiva para tratamento de lesões, torções e nevralgias. Funciona bem para aliviar a coceira da pele e acalmar a dor provocada por herpes.
Alguns estudos mostram que a adição de pimenta nos alimentos ajuda na digestão e na queima de calorias mais rapidamente, acelerando o metabolismo. As pimentas ardidas (verde e vermelha) possuem também grandes quantidades das vitaminas A e C, que são benéficas ao corpo humano. Há perspectivas interessantes do uso da capsaicina para o tratamento de osteoartrite e psoríase.
Por outro lado, o uso excessivo de pimenta pode provocar o aparecimento de úlceras estomacais e/ou de hemorróidas. A quantidade consumida para tais efeitos indesejáveis varia de acordo com o indivíduo.
Nome oficial da capsaicina: 8-metil-N-vanilil-trans-6-nonenamida
Nome popular: pimenta, piripiri, malagueta
Nome científico: Capsicum sp
Antonio Carlos Massabni
Prof. titular aposentado - IQ - UNESP
e-mail: amassabni@uol.com.br
(Fonte: CRQ/4)
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Cinco curiosidades sobre a língua portuguesa
Cinco curiosidades sobre a língua portuguesa
Autor: Marco Neves
Data: 05/11/2015
Secção: Língua Portuguesa
Nós, que todos os dias usamos a nossa estimada língua portuguesa, nem sempre reparamos nas curiosidades que rodeiam o nosso idioma. Vejamos cinco exemplos.
1. Há um continente onde o português é a língua mais falada
Esta não é difícil: o continente de que estou a falar é a América do Sul. (Sim, a América do Sul pode ser considerado um continente; para muitos povos, os continentes do mundo são sete e não cinco, como nos ensinavam na primária.)
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2. O português tem um avô, um pai e um ou dois filhos
O avô é o latim, nosso conhecido. Já o pai, para muita gente, será incógnito. Aliás, há por aí muitas pessoas que afirmam solenemente que o português é filho do avô. Mas, não: se virmos bem, o pai do português é o galego.
Já os filhos… Podemos começar pelo português do Brasil, que embora ainda não tenha saído da casa do pai no que toca ao nome, é já um miúdo bem crescido e com marcadas diferenças em relação ao progenitor. Veremos se um dia destes decide ir viver para outra casa (o que nos vai fazer perder a curiosidade n.º 1, mas paciência). Depois, temos outro filho: o crioulo cabo-verdiano. E há mais… A família está a crescer.
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3. O português é língua oficial de parte da China
Estou a falar de Macau, obviamente.
É território chinês e tem duas línguas oficiais: o chinês e o português.
(Já agora, para fugirmos um pouco às questões linguísticas: Macau, por não ter sido território chinês até 1999, tem o trânsito a circular ao contrário do que acontece no resto da China. O mais curioso é que o trânsito de Macau circula à inglesa e o trânsito chinês circula como em Portugal. As voltas que o mundo dá…)
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4. Não há nenhuma fronteira entre dois países de língua oficial portuguesa
Talvez seja caso único entre as línguas internacionais: dos vários países de língua oficial portuguesa, nenhum faz fronteira com um colega de língua. Fomos uns pinga-amores, a espalhar a língua pelo mundo, sem nunca parar muito tempo no mesmo lugar.
Claro que uma das principais razões para o fenómeno é o facto de o Brasil se ter mantido como território unido. Se tivesse seguido o exemplo dos territórios espanhóis, teríamos hoje imensos países de língua portuguesa na América do Sul.
(Uma outra curiosidade: talvez possamos considerar que a única fronteira entre dois territórios de língua portuguesa seja a fronteira norte de Portugal. Mas não vamos entrar por aí. Pelo menos, hoje.
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5. O português também se fala no Uruguai
Enfim, esta curiosidade contradiz flagrantemente a curiosidade anterior, mas a verdade é que estava a falar de línguas oficiais e agora estou a falar da língua como ela é mesmo falada no dia-a-dia. E, nesse caso, podemos afirmar com alguma segurança que há muita gente a falar português no Uruguai (umas 100 000 pessoas), onde também é chamado de portunhol. (Quem diria que os turistas portugueses de férias no Sul de Espanha falavam uma língua do Uruguai?)
A nossa é uma língua muito curiosa — como, aliás, são todas. Pelo menos para gente com a mania das línguas, como é o meu caso.
(Fonte: certas palavras.net )
O tratamento para a diabetes pode estar no veneno do ornitorrinco
O tratamento para a diabetes pode estar no veneno do ornitorrinco
Publicado em 3.12.2016
Pesquisadores australianos descobriram mudanças evolutivas notáveis na regulação da insulina em duas das espécies de animais nativos mais emblemáticas do país – o ornitorrinco e o echidna – que poderiam abrir caminho para novos tratamentos para a diabetes tipo 2 em seres humanos.
Os resultados, agora publicados na revista Nature Scientific Reports, revelam que o mesmo hormônio produzido no intestino do ornitorrinco para regular a glicose no sangue também é surpreendentemente produzido em seu veneno.
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O hormônio, conhecido como peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1, na sigla em inglês), é normalmente secretado no intestino de seres humanos e animais, estimulando a liberação de insulina para baixar a glicose no sangue. Mas o GLP-1 tipicamente degrada em poucos minutos.
Ação duradoura
Em pessoas com diabetes tipo 2, o curto estímulo desencadeado pelo GLP-1 não é suficiente para manter um equilíbrio adequado do açúcar no sangue. Como resultado, a medicação que inclui uma forma mais duradoura do hormônio é necessária para ajudar a fornecer uma liberação prolongada de insulina.
“Nossa equipe de pesquisa descobriu que os monotremes – nosso icônico ornitorrinco e o echidna – evoluíram alterações no hormônio GLP-1 que o tornam resistente à rápida degradação normalmente observada em seres humanos”, diz o co-autor Frank Grutzner, da Faculdade de Ciências Biológicas da Universidade de Adelaide e do Instituto de Pesquisa Robinson.
“Nós descobrimos que o GLP-1 é degradado em monotremes por um mecanismo completamente diferente. A análise mais aprofundada da genética dos monotremes revela que parece haver uma espécie de guerra molecular acontecendo na função do GLP-1, que é produzido no intestino, mas surpreendentemente também em seu veneno”, diz ele.
O ornitorrinco produz um veneno poderoso durante a estação de criação, que é usado na competição entre os machos pelas fêmeas. “Descobrimos funções conflitantes de GLP-1 no ornitorrinco: no intestino como um regulador da glicose no sangue, e no veneno para afastar outros machos ornitorrincos durante a época de reprodução. Este cabo de guerra entre as diferentes funções resultou em dramáticas mudanças no sistema GLP-1 “, diz a co-autora Briony Forbes, da Faculdade de Medicina da Universidade Flinders.
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“A função no veneno provavelmente desencadeou a evolução de uma forma estável de GLP-1 em monotremes. Excitantemente, as moléculas de GLP-1 estáveis são altamente desejáveis como potenciais tratamentos de diabetes tipo 2”, celebra ela.
Convertendo achado em tratamento
“Este é um exemplo surpreendente de como milhões de anos de evolução podem moldar moléculas e otimizar sua função. Essas descobertas têm o potencial de ajudar no tratamento da diabetes, um dos nossos maiores desafios na saúde, embora como exatamente podemos converter esse achado em um tratamento precisará ser assunto de pesquisa futura”, prevê Grutzner.
O GLP-1 também foi descoberto no veneno de echidnas. Mas enquanto o ornitorrinco tem esporas em seus membros traseiros para liberar uma grande quantidade de veneno para o seu adversário, não há tal estímulo em equidnas.
“A falta de um esporão em equidnas continua a ser um mistério evolutivo, mas o fato de que tanto ornitorrincos quanto equidnas evoluíram a mesma forma duradoura do hormônio GLP-1 é em si um achado muito emocionante”, diz o pesquisador. [Science Daily]
(Fonte:HypeScience - Dez/16)
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