sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

10 coisas estupendas que aprendemos sobre o sistema solar neste ano

10 coisas estupendas que aprendemos sobre o sistema solar neste ano

Publicado em 22.12.2016
Há quase 30 sondas enviadas por nós circulando no sistema solar neste momento, reunindo informações sobre a vizinhança do nosso planeta. Todo ano, evidências são reunidas para dar suporte a hipóteses enquanto outras acabam descartadas. Aqui estão alguns dos destaques do que descobrimos sobre o sistema solar em 2016:

9. Júpiter e Saturno jogam cometas em nós


Em 1994, o planeta observamos a colisão entre o cometa Shoemaker-Levy 9 e Júpiter, que deixou uma marca do tamanho da Terra que durou um ano inteiro. Naquela época, astrônomos comemoravam a proteção contra enormes cometas que Júpiter fornecia para a Terra.
Com seu enorme campo gravitacional, acreditava-se que Júpiter “sugava” a maioria dessas ameaças antes que elas alcançassem a Terra. Pesquisas atuais mostram que o contrário pode ser possível, e que a ideia de “escudo Júpiter” está errada.
Simulações feitas no Laboratório de Propulsão da NASA em Pasadena mostraram que Júpiter e Saturno jogam detritos espaciais para dentro do sistema solar e em órbitas que poderiam trazê-los diretamente para a Terra.
A boa notícia? Cometas que atingiram a Terra há milhares de anos podem ser os responsáveis por “entregar” materiais voláteis do espaço sideral necessários para a formação da vida.

8. Plutão tem água líquida


A sonda New Horizon tem revelado curiosidades sobre o distante planeta-anão Plutão. A mais importante delas é que ali há água líquida.
A presença de linhas de fratura e a análise de uma grande cratera chamada Sputnik Planum levou pesquisadores a construir um modelo que mostra que Plutão tem um oceano líquido de 100 quilômetros de profundidade com salinidade de cerca de 30% abaixo de uma camada de gelo de 300 quilômetros. Essa salinidade é semelhante ao Mar Morto. A grossa camada de gelo age como uma proteção térmica para a água das profundezas e a provável presença de amônia funciona como um anticongelante.

7. O centro de Netuno e Urano é envolto em plástico


Como sabemos o que está abaixo das nuvens de gigantes gasosos distantes? Com ajuda da matemática! Cientistas usam os algoritmos do (USPEX) Previsor Universal de Estruturas: Cristalografia Evolutiva para dar uma olhada hipotética no que está acontecendo dentro desses planetas.
Sabendo que Netuno e Urano são compostos em sua maioria por oxigênio, carbono e hidrogênio, pesquisadores fazem o cálculo para ver que tipo de química curiosa aconteceria por lá. Os resultados são polímeros exóticos, plásticos orgânicos, ácido carbônico cristalizado e ácido ortocarbônico, tudo isso ao redor do centro rochoso.

6. Mercúrio tem um enorme Grand Canyon


Enquanto Vênus e Marte ainda tinham atividade vulcânica há apenas alguns milhões de anos, parece que Mercúrio encerrou suas atividades há 3 a 4 bilhões de anos. O planeta se resfriou, começou a encolher e começou a se deformar.
Isso criou uma enorme fissura que cientistas chamam de “grande vale”. De acordo com pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA), o vale tem cerca de 400 quilômetros de largura e 965 km de comprimento, com até 3 km de profundidade.
Para colocar isso em perspectiva, se estivesse na Terra, esse grande vale teria o dobro de profundidade que o Grand Canyon e iria de Washington D.C. até Detroit. Já em Mercúrio, que tem apenas 4.800 km de circunferência, esse grande vale mais se parece uma enorme cicatriz facial.

5. Vênus foi habitável em algum momento


Vênus é o único planeta que tem rotação em sentido contrário ao da Terra. Com temperatura de 460ºC, sua superfície é quente suficiente para derreter chumbo, e ele tem nuvens de ácido sulfúrico.
Em um momento, porém, o planeta foi capaz de suportar a vida. Há quatro bilhões de anos, Vênus tinha oceanos. Acredita-se que o planeta tenha tido água por mais de dois bilhões de anos. Hoje, vênus é extremamente seco, sem praticamente nenhum traço de água em forma de vapor. Os ventos solares varreram toda água para longe dali.
A atmosfera de Vênus tem um campo gravitacional grande, cerca de cinco vezes mais forte que o da Terra. Esse campo é tão forte que supera a gravidade de Vênus e empurra o oxigênio e hidrogênio para a atmosfera mais exterior, onde eles são varridos pelos ventos solares.
Cientistas não sabem por que o campo elétrico de Vênus é tão forte, mas isso pode ter algo a ver com o planeta estar tão perto do Sol.

4. Os anéis de Saturno são jovens


Desde o século XVII, existe uma discussão sobre a idade dos anéis de Saturno e sobre suas origens. Em teoria, Saturno um dia teve luas e algumas delas trombaram entre si, resultado em detritos que se organizaram no anéis atuais e 62 luas.
Ao observar como Saturno age sobre a lua Enceladus, cientistas puderam calcular a força que o planeta exerce sobre ela. Como todas as luas estão avançando para órbitas maiores, isso permite que os cientistas calculem quando as colisões aconteceram.
Os números sugerem que os anéis de Saturno provavelmente não são tão antigos quanto o planeta em si, que tem 4 bilhões de anos. A maioria das luas parecem ter se formado na mesma época que os dinossauros habitavam o planeta Terra.

3. Há 15 mil asteroides enormes na vizinhança


Em 2005, a NASA adotou como missão encontrar 90% dos grandes objetos próximos da Terra até 2020. Até agora, eles acharam 90% dos objetos com 915 metros de diâmetro ou mais, mas encontraram apenas 25% dos que tem entre 140 m e 915 m.
Em 2016, enquanto computam 30 novas descobertas por semana, a NASA encontrou 15 mil deles. Para comparação, em 1998 encontrávamos apenas 30 por ano.
NASA está catalogando todos os cometas e asteroides para saber se não há nada a caminho da Terra. Mesmo com toda essa observação, um meteoro de 20 metros de diâmetro explodiu sobre a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, em fevereiro de 2013.

2. Batemos uma sonda em um cometa de propósito


A sonda Rosetta, da Agência Europeia Espacial, orbitou o cometa 67P/Churymov-Gerasimenko por dois anos. A nave coletou dados e detectou o aminoácido glicina, um dos blocos básicos da vida.
Rosetta descobriu 60 moléculas, 34 delas nunca antes encontradas em um cometa. Os instrumentos da sonda também apontaram para uma significante diferença em composição entre a água do cometa e da Terra. Isso afeta a hipótese de que a água da Terra possa ter vindo de cometas.
Depois de encerrar a missão no dia 30 de setembro, a sonda foi enviada para colidir no cometa.

1. Mistérios do sol foram resolvidos


Todos os planetas e estrelas têm polos magnéticos, e eles se invertem o tempo todo. Na Terra, os polos se invertem a cada 200 mil a 300 mil anos. Neste momento estamos atrasados na inversão.
No Sol, as coisas se movem mais rapidamente. A cada 11 anos, a polaridade do Sol se inverte. Isso coincide com um período de aumento de atividade solar.
Estranhamente, Vênus, Terra e Júpiter se alinham, e cientistas acreditam que os planetas podem afetar a atividade do Sol. “De acordo com o estudo, quando os planetas se alinham, a soma das gravidades se combinam para causar o efeito de maré no plasma do Sol, puxando e alterando o campo magnético do Sol”. [Listverse]
(Fonte: HypeScience - Dez/16)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Mais algumas curiosidades interessantes que provavelmente você não sabia.

Mais algumas curiosidades interessantes que provavelmente você não sabia. 
  

1-O mel é o único alimento que não estraga.

1 curiosidades mel
Graças a alta concentração de açúcar, o mel mata às bactérias por lise osmótica e os fermentos aerotransportadas não podem prosperar devido à baixa umidade que este contém. 

2-Preguiça
2 curiosidades preguiça
A preguiça de três dedos move-se no solo a uma velocidade média de apenas 2,2 metros por hora.

3-O menor cachorro do mundo
3 curiosidades cachorro
Atualmente é Miracle Milly, uma Chihuahua de apenas 9,6 cm que vive em Porto Rico. 

4-Maior Verme
4 curiosidades maior verme do mundo
Lineus longissimus é o nome científico do maior verme que existe. Comumente conhecido por "verme cordão de bota", ele é parecido com uma grande minhoca flácida, e atinge até 55 metros de comprimento. Costuma ser visto enrolado debaixo de rochas no litoral da Grã-Bretanha, da Islândia e de outros países do norte da Europa. Apesar de ser um super verme, o Lineus não é um parasita e, portanto, não faz nenhum mal ao homem. 

5-Café pode matar
5 curiosidades café
Especialistas afirmam que uma dose letal de cafeína equivale a 10 gramas. Isso significa quase 5 litros de café, que poderiam ser distribuídos em 100 xícaras consumidas em um curto período de tempo. 

6-cérebro não sente dor
6 curiosidades cérebro
Apesar de tudo que você sente ser processado no seu cérebro, ele em si não sente dor. Isso porque ele não tem terminações nervosas para isso. 

7-depressão
7 curiosidades depressão
Pensar demais pode causar depressão, pois a mente cria problemas que ainda não existem.

8-Senso de humor
8 curiosidades Senso de humor
As mulheres tendem a preferir homens com um bom senso de humor, porque ele é associado com inteligência e honestidade.

9-Óculos
9 curiosidades óculos
Em média, 99% da população mundial acaba tendo que usar óculos, principalmente depois dos 43 anos de idade. Isso ocorre porque, com o passar do tempo, nossos olhos perdem uma parte da habilidade de focar nas coisas.
10-Peidos
10 curiosidades peido
Em média uma pessoa normal solta gases 14 vezes ao dia.

http://aprendendoeducacao2013.blogspot.com.br/2015/12/mais-algumas-curiosidades-interessantes.html

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Contrato temporário de emprego entenda como funciona

Contrato temporário de emprego entenda como funciona As festas de final de ano estão se aproximando e com elas vem também o aquecimento da economia e intenso movimento no comércio. Apesar da crise que afeta o Brasil atualmente, há vagas de emprego temporário para serem ocupadas no mercado e é importante entender o funcionamento desse tipo de contrato. O contrato temporário de emprego é o serviço prestado por pessoa física a uma empresa, para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal, regular e permanente, como na cobertura das férias de determinado empregado, ou motivado pelo acréscimo extraordinário de serviços, como nos últimos meses do ano, onde a alta demanda cria expectativas empresariais em relação ao aumento de vendas. O advogado Filipe Lyra, integrante do escritório Jairo e George Melo Advogados Associados, destaca que os contratos devem ser obrigatoriamente escritos. “No contrato deve constar expressamente o motivo justificador da demanda de trabalho temporário, as modalidades de remuneração da prestação de serviço, os direitos conferidos, decorrentes de sua condição de temporário, o início e o término do contrato, que pode ser superior a três meses, desde que o período total não ultrapasse nove meses”, explica. Caso o empregador opte por prorrogar o prazo do contrato temporário, ele deve realizar o pedido cinco dias antes do término previsto, através do site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A solicitação será analisada pelo chefe da Seção de Relações do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e deve demonstrar a existência ou permanência dos motivos que levariam à extensão do contrato. Contrato temporrio de emprego entenda como funciona Direitos trabalhistas Esse tipo de contrato prevê alguns direitos trabalhistas. São eles: Remuneração equivalente à percebida pelos empregados de mesma categoria da empresa tomadora ou cliente calculado à base horária, garantida, em qualquer hipótese, a percepção do salário mínimo; Jornada de oito horas, remuneradas as horas extraordinárias não excedentes de duas, com acréscimo mínimo de 50%; Férias proporcionais e 13º salário proporcional; Repouso semanal remunerado; Adicional por trabalho noturno; FGTS, sem a multa de 40%; Seguro contra acidente do trabalho; Proteção previdenciária. Benefícios para os empregadores Segundo Filipe Lyra, a maior vantagem para uma empresa que adota esse tipo de contrato é na rescisão. “Por se tratar de contrato temporário, a empresa não terá que efetuar o pagamento do aviso prévio e da multa de 40% do FGTS, mas, em contrapartida, deverá efetuar o pagamento de uma indenização ao empregado por dispensa sem justa causa ou término normal do contrato, correspondente a 1/12 (um doze avos) de todo o pagamento recebido”, esclarece. Se a empresa desejar efetivar o empregado temporário, não será necessário firmar contrato de experiência. “O que deve ser feito é a assinatura de um novo contrato de trabalho por prazo indeterminado”, concluiu o advogado. Jairo e George Melo Advogados Associados, Advogado Jairo e George Melo Advogados Associados Fundado em 1992 pelos advogados Jairo Melo e George Melo, o escritório Jairo e George Melo Advogados Associados reúne a experiência dos sócios Vicente Normande e Marília Gomes, em conjunto com uma equipe comprometida com a excelência na prestação de serviços jurídicos para as empresas e seus sócios. Saiba mais em www.jgm.com.br. (Fonte: Jus Brasil - Dez/16)

Por que os homens não têm um osso no pênis?

Por que os homens não têm um osso no pênis? Qualquer pessoa que tenha familiaridade básica com a anatomia humana sabe que, ao contrário da maioria dos mamíferos, os homens não têm ossos no pênis. Durante décadas, os cientistas se perguntaram a razão disso. Um novo estudo pode finalmente responder esta pergunta. O que matou o osso do pênis foi a monogamia. Os ossos do pênis são diversos em forma e tamanho em muitos mamíferos diferentes. O báculo, nome dado a essa parte específica do corpo, de uma morsa, por exemplo, tem 60cm de comprimento. No bonobo, ele tem oito milímetros. Neste novo estudo, os cientistas começaram a rastrear a história evolutiva do báculo para explicar as grandes diferenças no comprimento do osso do pênis entre os animais. O estudo finalmente descobriu uma clara relação entre o comprimento do osso e a promiscuidade de uma espécie: quanto mais promíscua a espécie, maior o báculo. Kit Opie, pesquisador de pós-doutorado do University College London, disse ao jornal The Guardian que o comprimento do osso do pênis era mais longo nos machos que se envolviam em “intromissões prolongadas”, o que significa espécies que demoram mais de três minutos para acasalar. Os machos usam a “intromissão prolongada” para manter a fêmea longe de competidores. “Longe de simplesmente ser uma boa maneira de passar uma tarde, uma intromissão prolongada como esta é uma maneira de um macho evitar uma fêmea de se esgueirar e acasalar com alguém antes de seu esperma ter a chance de fazer sua magia”, explica Matilda Brindle, co-autora do estudo. O que os cientistas agora teorizam é ​​que o ser humano perdeu seus ossos do pênis quando a monogamia se tornou prevalente na nossa espécie, cerca de 1,9 milhões de anos atrás. Eles não tinham mais a necessidade urgente de manter longe a concorrência copulando por um longo tempo. Afinal, “a duração média entre a penetração e a ejaculação para os homens humanos é inferior a dois minutos”, lembra Brindle. No entanto, machos humanos simplesmente não têm competição sexual intensa, porque as fêmeas humanas tendem a acasalar com um macho de cada vez. E é por isso que os homens não têm um osso no meio do pênis [Gizmodo]. (Fonte: HypeScience - Dez/16)

Como funciona a aposentadoria de polticos

Como funciona a aposentadoria de polticos A maior parte dos trabalhadores brasileiros contribui para o regime geral da Previdência Social. São os empregados da iniciativa privada, que destinam obrigatoriamente até 11% de seu salário para o sistema. São sujeitos a regras como o fator previdenciário ou a fórmula 85-95, que alongam o tempo necessário para receber o benefício integral. Por outro lado, no serviço público ainda existem condições diferenciadas de previdência. Até pouco tempo atrás, esses trabalhadores contribuíam para um regime próprio e podiam receber até aposentadoria no valor integral do salário. Apenas recentemente o valor das aposentadorias públicas passou a ser limitada pelo teto do INSS, com a opção de contribuir para um regime de previdência complementar – com a vantagem do governo adicionar ao sistema o valor igual ao que é pago pelo servidor. Mas e os políticos, como ficam? O caso deles é ainda mais específico, pois o trabalho em cargo eletivo é transitório – mandatos duram quatro anos ou, no caso de senador, oito. Políticos não são, portanto, servidores públicos no sentido mais próprio do termo. Sob que condições eles se aposentam hoje? O trabalho como parlamentar traz alguma vantagem adicional? Vamos explicar essa questão neste texto. Como funciona a aposentadoria de polticos O QUE DIZ A CONSTITUIÇÃO? Em 1998, foi promulgada uma emenda constitucional que determina: “Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se o regime geral de previdência social. “ Desde então, o entendimento é que, por ocuparem cargo temporário, todos os políticos, de vereadores a presidentes, devem ser enquadrados nas regras do regime geral de previdência. Isso inclui contribuir normalmente para a Previdência e receber apenas até o teto do regime geral (evidentemente, se for do interesse pessoal, o político pode fazer previdência privada). Os que ocuparam cargos eletivos não podem mais ser incluídos em regimes de servidores públicos municipais, estaduais e federais – a não ser que também tenham sido servidores. Mas, como veremos, ainda existem muitas exceções a essa regra. DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES Ex-congressistas brasileiros ainda podem se aposentar em condições diferenciadas por causa do exercício de mandato parlamentar. As regras atuais estão contidas em uma lei de 1997, que extinguiu o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) e instituiu o Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC). O IPC exigia não mais do que oito anos de mandato de deputado ou senador e 50 anos de idade mínima. O parlamentar que alcançasse essas condições recebia 26% do subsídio – só atingiria o subsídio integral se chegasse a 30 anos como deputado ou senador. Mesmo extinto em 1999, muitos parlamentares ainda se aposentam de acordo com as regras do IPC – por terem sido deputados ou senadores antes de 1999. Hoje em dia, porém, ex-deputados e ex-senadores podem se aposentar apenas com 60 anos de idade e 35 anos de contribuição. O tempo de contribuição refere-se não apenas ao período como parlamentar, mas também à contribuição em outros cargos no setores privado e público. Ao atingir essas condições, nossos parlamentares recebem um benefício proporcional ao subsídio parlamentar. Quanto mais anos tiverem exercido o mandato, maior será a aposentadoria. O valor exato é determinado pela divisão dos anos exercidos de mandato por 35 – o mínimo de anos necessários para se aposentar. Assim, se um deputado tiver exercido 12 anos de mandato, receberá aposentadoria igual a 12/35 avos do salário de deputado. Como, hoje, o subsídio parlamentar é de R$ 33,7 mil, isso significa algo em torno de R$ 11,5 mil. (Anos de mandato parlamentar)/35 = proporção do subsídio a que o ex-congressista tem direito ao se aposentar Os parlamentares não podem acumular aposentadorias e, se retornarem a qualquer cargo eletivo depois de aposentados, terão o benefício suspenso imediatamente. Mesmo nesses termos, mais duros que os do regime antigo, a aposentadoria média de deputados e senadores ainda é muito superior à da Previdência Social. Segundo levantamento do Estado de São Paulo, os segurados do PSSC recebem em média R$ 14,1 mil, enquanto o benefício médio do regime geral é de R$ 1.862,00. DEPUTADOS ESTADUAIS Até 1997, ex-parlamentares estaduais também tinham aposentadoria especial garantida após exercer oito anos de mandato. Com a lei que extinguiu o Instituto de Previdência dos Congressistas, eles passaram a ser contribuintes do regime geral, sem qualquer condição especial. Acontece que, desde então, regimes previdenciários especiais passaram a ser criados em diversas assembleias legislativas, como por exemplo em Minas Gerais. As regras em Minas são semelhantes às de congressistas da esfera federal: cada ano de mandato exercido garante 1/35 avos do salário de deputado estadual; a idade mínima para aposentadoria é de 53 anos. Outros estados procuraram criar regimes semelhantes, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso, mas foram contestados na Justiça. PREFEITOS E VEREADORES Tanto prefeitos, quanto vereadores contribuem obrigatoriamente para o regime geral da Previdência Social, submetidos às mesmas condições dos demais contribuintes. Entretanto, ainda existem casos de pensões vitalícias concedidas a prefeitos, análogas às que foram concedidas a presidentes e governadores pela constituição de 1967. GOVERNADORES Como funciona a aposentadoria de polticosGrupo de governadores brasileiros. Foto: Dênio Simões/ Agência Brasília Segundo levantamento do jornal O Globo feito em 2014, 104 ex-governadores e outras 53 viúvas de ex-governadores recebem pensão vitalícia no Brasil – esses números podem ter aumentado ou diminuído desde então. As pensões variam de R$ 10 mil a R$ 26 mil. O benefício para cidadãos que ocuparam o cargo de chefe do Executivo estadual é objeto de muita polêmica. 21 estados diferentes preveem em suas respectivas constituições uma aposentadoria vitalícia a ex-governadores. Esses benefícios continuam a ser concedidos mesmo após decisao do STF de 2015 que considerou inconstitucional a pensão de ex-governadores do Pará. Ao contrário de ex-parlamentares, ex-governadores são beneficiados sem qualquer contrapartida. Em geral, basta ter ocupado o cargo de ex-governador para garantir a aposentadoria pelo resto da vida. No caso específico do Pará, um dos beneficiados ocupou o cargo de governador por apenas uma semana. Caso semelhante ocorreu no Mato Grosso, em que um presidente da Assembleia Legislativa recebe pensão vitalícia de ex-governador por passar 33 dias no cargo. PRESIDENTES Enquanto várias constituições estaduais garantem pensão vitalícia a ex-governador, não existe na Constituição Federal qualquer previsão semelhante para ex-presidentes da República. Segundo estudo da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, chegou a existir na ditadura militar uma lei que concedia subsídios vitalícios aos que exerceram a presidência em caráter permanente, no mesmo valor do subsídio dos ministros do STF. Mas a Constituição de 1988 não se pronunciou a respeito do assunto. Diante desse silêncio constitucional, o entendimento do STF é que não há mais aposentadoria para ex-presidentes – e de fato nenhum deles recebe benefício desse tipo. Paradoxalmente, ainda existe pensão vitalícia para viúvas de ex-presidentes – garantida por uma lei de 1952, reajustada em 1992 e ainda em vigor. Mesmo sem receber aposentadoria especial pelo exercício do cargo máximo do Poder Executivo federal, ainda assim todos os ex-presidentes da República têm alguns direitos especiais. Esses direitos existem a pretexto de garantir a segurança dos ex-chefes de Estado e estão elencados na Lei 7.474/1986. As regalias são: Seis servidores dedicados à segurança e apoio pessoal; Dois veículos oficiais, com dois motoristas; Servidores são escolhidos livremente pelo ex-presidente. APOSENTADORIA DE POLÍTICOS: O QUE PODE MUDAR COM A REFORMA DA PREVIDÊNCIA? A princípio, a reforma apresentada pelo governo Temer determina que políticos federais sejam incluídos definitivamente no regime geral de previdência. Entretanto, eles terão regras de transição diferenciadas, a serem definidas em outra lei. Já parlamentares estaduais e municipais dependem das mudanças nas regulamentações locais. Fontes: Câmara: direitos de ex-presidentes – Hugo Vecchiato (JusBrasil) – Câmara: aposentadoria de ex-ocupantes de cargos eletivos – Nilson Matias (JusBrasil) Este conteúdo foi produzido por Bruno Blume e publicado originalmente no Politize!, maior portal de educação política do Brasil. Politize! Educação Política, Educador Social Politize! Educação Política O Politize! é um portal de educação política sem vinculação político-partidária! O Politize! é um portal de educação política onde você encontra conhecimento de alta qualidade e sem vinculações político-partidárias. Aprenda política de uma forma fácil e divertida. Textos, infográficos, vídeos, quizzes, podcasts, eBooks, webinars e apresentações. Você escolhe :) Seja bem-vindo! (Fonte: Jus Brasil - Dez/16)

Porque as pessoas insistem em ficar em casamentos infelizes

Porque as pessoas insistem em ficar em casamentos infelizes Publicado em 19.12.2016 De acordo com um novo estudo feito por psicólogos da Universidade do Minho, em Portugal, as pessoas seguem uma linha bastante padrão de raciocínio quando se trata de casamentos: elas permanecem em relacionamentos infelizes porque têm medo de perder todo o investimento – tempo, dinheiro ou esforço – que puseram neles. Isso é chamado de “falácia dos custos irrecuperáveis”. O estudo foi publicado na revista científica Current Psychology. A falácia O psicólogo e vencedor do Prêmio Nobel Daniel Kahneman tem uma extensa pesquisa de como as pessoas se preocupam com a perda. Em suas aulas, ele gosta de fazer uma oferta aos alunos: “Vou atirar uma moeda, e se der cara, você perde US$ 10. Quanto você teria que ganhar para aceitar a aposta?”. Inevitavelmente, as pessoas querem uma recompensa de US$ 20 ou mais para poderem apostar. Há um argumento evolutivo para essa aversão à perda: as pessoas que favoreciam evitar ameaças sobre ganhos maiores eram mais propensas a sobreviver e passar seus genes adiante. Isso ajuda a explicar por que as pessoas são tão relutantes em desistir do que têm, mesmo que o que têm não é a melhor coisa para eles. Isso é chamado de falácia dos custos irrecuperáveis, e psicólogos dizem que ocorre quando “um investimento prévio em uma opção leva a um investimento contínuo nessa opção, apesar de não ser a melhor decisão”. Como recém-casados já sabem se o casamento vai ser feliz ou não No pôquer, é quando você continua apostando em uma mão que vai perder porque você já apostou demais. Nos negócios, é quando você já gastou uma grande quantidade de tempo ou dinheiro em um projeto, então você se empenha em completá-lo. E no amor, é quando as pessoas ficam em relacionamentos infelizes, mesmo quando deveriam desistir dele. O estudo A psicóloga Sara Rego e seus colegas apresentaram duas situações hipotéticas para as pessoas. Na primeira, 951 participantes recrutados no e-mail institucional da universidade portuguesa leram descrições de quatro condições de relacionamento diferentes antes de serem convidados a decidir se deveriam permanecer em um casamento de dez anos cada vez pior e sem sexo, ou terminá-lo. Pessoas com esses tipos de personalidade tendem a ser mais felizes no casamento Pessoas na primeira condição (tempo) leram a mesma descrição, mas com apenas um ano de casamento, em vez de uma década; na segunda condição (dinheiro), a diferença é que tinham comprado uma casa juntos; na terceira (esforço), que o casal “fez um enorme esforço” para mudar a situação; a quarta era o grupo de controle. Cerca de 25% do grupo de controle e da condição de tempo disseram que permaneceriam no relacionamento, em comparação com 35% nas condições de esforço e dinheiro. Insistência O segundo experimento foi ligeiramente diferente. 275 pessoas recrutadas na universidade analisaram dois cenários: um sobre um relacionamento de dez anos (“Imagine que você está casado há dez anos com seu parceiro”), e outro sobre o mesmo relacionamento, de apenas um ano. Em vez de uma dicotomia, os participantes marcaram quanto tempo ficariam em um relacionamento que ia mal, em uma régua com uma extremidade rotulada como “nenhum tempo” e a outra “muito tempo”. Curiosamente, os participantes em ambos os cenários marcaram o mesmo ponto na régua – cerca de metade dela. No entanto, a diferença em dias foi estatisticamente significativa: o grupo de um ano investiria 289 dias, enquanto o grupo de dez anos investiria 583 dias. Qual é o tipo de casamento mais feliz e duradouro? Conclusão Os pesquisadores chegaram à conclusão de que a falácia dos custos irrecuperáveis orienta as intuições das pessoas sobre os relacionamentos. “Juntos, ambos os experimentos confirmaram a hipótese inicial de que os investimentos em termos de tempo, esforço e dinheiro tornam os indivíduos mais propensos a ficar em um relacionamento em que eles são infelizes”, escrevem os autores. Essa é uma descoberta interessante, mas que precisa ser expandida, especialmente porque foi usada uma abordagem hipotética, e não verdadeiramente empírica. [NyMag] (Fonte: HypeScience - Dez 16)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

10 características distintivas do sistema educacional japonês de causar inveja no mundo

10 características distintivas do sistema educacional japonês de causar inveja no mundo Publicado em 17.12.2016 O povo japonês é mundialmente conhecido por sua inteligência, saúde e polidez. Mas por que essa nação é tão única? A resposta é seu sistema educacional incrível. Confira alguns dos pontos que, em conjunto, o diferenciam do resto do mundo: 1. Boas maneiras antes de conhecimento Nas escolas japonesas, os alunos não fazem nenhum exame até que atinjam a quarta série (a idade de 10 anos). Eles só fazem pequenos testes. O objetivo dos primeiros três anos de escola não é julgar o conhecimento ou aprendizagem da criança, mas sim estabelecer boas maneiras e desenvolver o seu caráter. As crianças são ensinadas a respeitar outras pessoas e a ser gentil com os animais e a natureza. Também aprendem a ser generosas, compassivas e empáticas. Por fim, são incentivadas a ter qualidades como coragem, autocontrole e justiça. Inteligência emocional: as habilidades sociais que você não aprendeu na escola 2. O ano letivo começa no dia 1 de abril O Japão fica no hemisfério norte. Enquanto a maioria das escolas e universidades deste lado do mundo começam seu ano letivo em setembro ou outubro, o Japão marca o início do calendário acadêmico e de negócios em abril. O primeiro dia de escola frequentemente coincide com um dos mais belos fenômenos naturais – o desabrochar das flores de cerejeira. O ano letivo é dividido em 3 trimestres: 1 de abril a 20 de julho, 1 de setembro a 26 de dezembro, e 7 de janeiro a 25 de março. Os estudantes japoneses recebem 6 semanas de férias durante o verão. Também têm pausas de duas semanas no inverno e na primavera. Code Club ensina as crianças uma habilidade para a vida toda 3. A maioria das escolas japonesas não emprega zeladores; os alunos limpam a escola Nas escolas japonesas, os alunos têm de limpar as salas de aula, cafeterias e até mesmo os banheiros sozinhos. Eles são divididos em pequenos grupos e tarefas diferentes são atribuídas ao longo do ano. O sistema educacional japonês acredita que exigir que os alunos limpem o local onde estudam os ensina a trabalhar em equipe e ajudar uns aos outros. Além disso, gastar seu próprio tempo e esforço varrendo e esfregando faz as crianças respeitarem seu próprio trabalho e o trabalho dos outros. Como um método de ensino radical pode criar muitos gênios 4. Nas escolas japonesas, o almoço escolar é fornecido em um menu padronizado e é comido na sala de aula O sistema de educação japonês faz o seu melhor para garantir que os alunos comam refeições saudáveis e equilibradas. Nas escolas públicas de ensino fundamental e médio, o almoço é servido de acordo com um menu padronizado desenvolvido por chefs qualificados e profissionais de saúde. Todos os colegas de classe comem na sala de aula juntamente com o professor, o que ajuda a construir relacionamentos positivos entre eles. 5. Cursos extracurriculares são muito populares no Japão A fim de entrar em uma boa escola secundária, a maioria dos estudantes japoneses faz curso preparatório ou participa de oficinas de aprendizagem particulares após a escola. Essas aulas são realizadas à noite. Ver grupos de crianças pequenas retornando de seus cursos extracurriculares no final da noite é comum no Japão. Os estudantes japoneses têm dias escolares de 8 horas, e estudam mesmo durante os feriados e fins de semana. Não é de admirar que eles quase nunca repetem de ano na escola. 6. Além de disciplinas tradicionais, os estudantes japoneses aprendem caligrafia e poesia Caligrafia japonesa, ou Shodo, envolve mergulhar um pincel de bambu em tinta e usá-lo para escrever hieróglifos em papel de arroz. Para os japoneses, Shodo é uma arte não menos popular do que a pintura tradicional. Haiku, por outro lado, é uma forma de poesia que usa expressões simples para transmitir emoções profundas aos leitores. Ambas as aulas ensinam as crianças a respeitar sua própria cultura e tradições centenárias. 7. Quase todos os alunos têm que usar um uniforme Quase todas as escolas secundárias exigem que seus alunos usem uniformes. Enquanto algumas escolas têm seu próprio traje, o uniforme escolar tradicional japonês consiste em um estilo militar para meninos e marinheiro para meninas. A política destina-se a eliminar as barreiras sociais entre os alunos e deixá-los em um “modo de trabalho”. Além disso, usar uniforme escolar ajuda a promover um sentido de comunidade entre as crianças. 8. A taxa de frequência escolar no Japão é de cerca de 99,99% Provavelmente todos nós já matamos aula pelo menos uma vez em nossas vidas. Já os estudantes japoneses não faltam nunca à escola, nem chegam atrasados. Além disso, cerca de 91% dos alunos no Japão relataram que nunca, ou apenas em algumas classes, ignoraram o que o professor ensinava. Quantos outros países podem se orgulhar dessas estatísticas? 9. Um único teste decide o futuro dos alunos No final do ensino médio, os estudantes japoneses têm que fazer um exame muito importante que decide seu futuro. Eles podem escolher a faculdade que gostariam de frequentar, e essa faculdade tem uma determinada exigência de pontuação. Se um estudante não alcança essa pontuação, provavelmente não irá à faculdade. A competição é muito alta – apenas 76% dos graduados na escola continuam sua educação após o ensino médio. Não é de admirar que o período de preparação para a entrada em instituições de ensino superior seja apelidado de “inferno do exame”. 10. Os anos da faculdade são as melhores “férias” na vida de uma pessoa Tendo passado pelo inferno, os estudantes japoneses costumam fazer uma pequena pausa. Neste país, a faculdade é frequentemente considerada os melhores anos da vida de uma pessoa. Às vezes, os japoneses chamam esse período de “férias” antes do trabalho. [BrightSide] (Fonte: Hype Science - Dez/16)