terça-feira, 7 de novembro de 2017

10 incríveis descobertas que deixaram os cientistas perplexos

10 incríveis descobertas que deixaram os cientistas perplexos

Com a quantidade de pessoas muito inteligentes no mundo, constantemente tentando documentar, fazer descobertas e entender nosso mundo e seus mistérios, é muito difícil que coisas desconhecidas permaneçam desconhecidas por muito tempo. Geralmente, é exatamente para essas pessoas que nós pedimos explicações quando as coisas parecem inexplicáveis.
Mas, às vezes, os especialistas e cientistas ficam tão desconcertados quanto nós quando descobertas estranhas são feitas. Sejam objetos ou eventos, tais fenômenos, que muitas vezes nos parecem estranhos ou bizarros, permanecem intrigantes até serem identificados e compreendidos – se um dia o são.

10. Irrigador vaginal


Em 2010, quando um objeto misterioso foi descoberto durante uma escavação dos terrenos da Prefeitura de Nova York, os arqueólogos, perplexos, não conseguiram identificá-lo. Encontrado em uma pilha de lixo, entre garrafas de cerveja e os ossos de uma vaca que havia sido o prato principal de um banquete, o objeto era um cilindro fino feito de osso com roscas de parafuso em cada extremidade, uma parte perfurada e uma tampa com um furo em seu centro, o que deixou os especialistas perplexos.

Em busca de uma resposta, os cientistas teorizaram que o objeto poderia ser “um moinho de especiarias ou uma agulha”, diz Alyssa Loorya, presidente da Chrysalis Archaeology, a empresa que supervisiona a escavação como parte de um projeto de reabilitação. “Nós ficamos perplexos”, ela admitiu.
O artefato estranho foi identificado depois que um dos membros da equipe de Loorya, Lisa Geiger, viu um objeto semelhante enquanto trabalhava em um museu da Filadélfia. Era uma seringa, ou irrigador, vaginal. As mulheres do século 19 usavam-nas para prevenir a gravidez, para se limpar ou para tratar doenças sexualmente transmissíveis. Irrigadores similares foram encontrados em um antigo bordel durante uma escavação arqueológica em Boston. Os dispositivos não eram apenas usados ​​por prostitutas; as mulheres de todos os estratos socioeconômicos também empregavam os irrigadores e, em Nova York, as mulheres davam umas às outras como presentes de casamento.

9. Ossos enterrados


Em 2007, os arqueólogos fizeram uma das descobertas mais bizarras já feitas: um crânio de 9.300 anos de idade, enterrado com os restos de mãos decepadas – a esquerda cobrindo o lado direito da cabeça e apontando para cima, a direita cobrindo o lado esquerdo da cabeça e apontando para baixo – foi encontrado em Lapa do Santo, no interior de Minas Gerais. Embora entendessem que os restos eram de uma vítima de sacrifícios rituais, os arqueólogos ficaram desconcertados quanto ao significado do arranjo do crânio e das mãos.
Andre Strauss, pesquisador do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, encontrou o estranho conjunto enterrado sob uma pedra. A análise de isótopos de estrôncio mostrou que os ossos pertenciam a um jovem local. Ele sofreu uma morte horrível e agonizante, segundo os especialistas. A forma como suas vértebras do pescoço foram fraturadas indica que sua cabeça não foi completamente cortada pelo golpe de uma lâmina, e “o músculo e o tecido remanescentes foram então torcidos e rasgados para removê-la do corpo”. A carne não foi esfolada de seu corpo , e nenhuma evidência sugeriu que a cabeça e as mãos estavam montadas como uma exibição.
Embora as mãos amputadas às vezes sinalizem punição e uma advertência dos resultados de violar as normas sociais e também uma maneira pela qual desonrar inimigos conquistados, a condição do crânio não corresponde a nenhuma dessas possibilidades, e os arqueólogos permanecem perplexos como o significado da estranha exibição.

8. Suicídios caninos


Pode parecer estranho, mas cães cometeram suicídio na Escócia. Uma cidade próspera no passado, Dumbarton se tornou pouco mais do que um subúrbio nos arredores de Glasgow. O lugar pode parecer deprimente em um dia sombrio e até mesmo os cães parecem se sentir deprimidos lá. Em fevereiro e março de 2005, alguns deles saltaram para a morte de cima de uma ponte.
Em um caso, o cão de uma mulher saltou sobre o parapeito da ponte, caindo 12 metros para morrer lá embaixo. A mulher, que ficou chocada com o incidente, não fazia ideia de por que seu amado companheiro canino teria feito tal coisa.
Outros quatro cães também pularam da ponte, com os mesmos resultados. Estranhamente, todos saíram do mesmo lugar. A behaviorista animal Joyce Stewart pediu uma investigação do fenômeno. Ela afirma que o suicídio canino não é algo sobre o qual ela já tivesse ouvido antes, e o comportamento dos cachorros é certamente “anormal”. Ela especulou que os animais poderiam ter experimentado uma ilusão de ótica que interferisse com sua capacidade normalmente boa de avaliar as distâncias. De acordo com Stewart, “pelas fotografias da ponte, parece que os galhos e folhas da árvore sobem acima da ponte e podem causar algum tipo de confusão para o animal, que pensa que está pulando para algo sólido”.
“Os incidentes na ponte são uma grande preocupação para nós porque gostaríamos de entender por que eles estão acontecendo”, afirmou na época Graham, apesar da hipótese de Stewart. Os behavioristas de animais não conseguiram explicar o comportamento estranho dos cães e os especialistas em bem-estar dos animais aconselharam os donos de animais de estimação a manter seus cães encoleirados.

7. Geoglifos ocultos na Amazônia


Marcas de geoglifos de 2.000 anos de idade, do tamanho de quadras de cidades, formando círculos e quadrados em milhares de hectares, foram descobertas na Amazônia brasileira. As antigas terraplenagens, que incluem trincheiras de 11 metros de largura e 4 metros de profundidade, permaneceram ocultas até a década de 1980, quando agricultores limparam a terra para a criação de gado. Os arqueólogos ainda estão intrigados com os geoglifos gigantes, cujo propósito permanece desconhecido.
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A descoberta dos projetos questiona a ideia de que os humanos deixaram a Amazônia intocada até que os exploradores europeus chegaram ao século 15. Agora, parece que os nativos estavam gerenciando as florestas usando “processos agrícolas sustentáveis”. Conforme observado por Jennifer Watling, que conduziu a pesquisa como estudante na Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, “muitas pessoas têm a ideia de que as florestas amazônicas são florestas prístinas (intocadas), nunca tocadas por seres humanos, e, obviamente, não é o caso”.

6. Godzillus


Descobertas em 2011 pelo paleontólogo amador Ron Fine, as partes do bizarro fóssil de 70 kg conhecido como “Godzillus” continuam a intrigar cientistas. Descoberto no norte do Kentucky, nos EUA, o fóssil de 450 milhões de anos tem 1,8 m de comprimento e 0,9 m de largura e se assemelha a um grupo de pedras de concreto. Os cientistas não sabem se o fóssil é de um animal ou de uma planta. De acordo com o geólogo Carl Brett, da Universidade de Cincinnati, Godzillus é o maior fóssil de sua era já descoberto na região.
Fine sugere que o fóssil poderia ser de algas marinhas, mas David Meyer, outro professor de geologia da UC, diz que a descoberta os deixou perplexos. O fóssil não é um peixe, mas o palpite de Meyer é que pode ser o restos de uma esponja, observando que a área em que Fine encontrou Godzillus era “coberta por um mar, de 30 a 60 metros de profundidade”. Mas o palpite é apenas isso: um palpite. Os especialistas não sabem com certeza o que Fine descobriu quando encontrou os restos de Godzillus.

5. Planta-animal


De tamanho microscópico, o Mesodinium Chamaeleon é mais uma das descobertas que deixou os cientistas confusos. Não é uma planta, mas também não é um animal. Como um animal, usa seus cílios parecidos com cabelos para nadar, devorando plantas. Após a alimentação, ele se transforma em uma planta e pode fotossintetizar. Depois de um tempo, ele consome os grânulos de clorofila que obteve comendo as planta e volta a ser um animal para começar o processo de novo. A bizarra criatura, descoberta em 2012 na costa de Copenhague, na Dinamarca, habita no fundo do oceano.
Os cientistas estão desconcertados. Eles não podem descrevê-lo em detalhes, e eles não foram capazes de determinar a quantidade de energia que a criatura obtém da fotossíntese. Eles também não sabem por que ele come os grânulos de clorofila que adquire. Outras descobertas dependem de “colocar esta planta-animal em uma cultura em nosso laboratório”, diz Ojvind Moestrup, professor na seção de Biologia Marinha do Departamento de Biologia da Universidade de Copenhague.

4. Monumento misterioso


Em 2017, os arqueólogos que escavaram um assentamento pré-histórico em Thirassia, uma das ilhas de Santorini, na Grécia, descobriram um monumento de 2.200 anos. Incapazes de determinar sua origem, especialistas da Universidade Jônica, da Universidade de Creta e do Departamento de Antiguidades das Cicládicas ficaram desconcertados.
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De acordo com o Ministério grego da Cultura e Antiguidades, o monumento em forma oval é ornamentado com inúmeras características decorativas e pode ter sido associado a um deus, embora qual deles, se realmente for um, permaneça pouco claro.

3. Geleia de estrelas


Os cientistas ficaram perplexos com o estranho lodo gelatinoso que apareceu em uma reserva natural em Somerset, na Inglaterra, em 2012. A substância bizarra foi encontrada em vários locais. Os especialistas não conseguiram explicar a sua origem, embora algumas suposições tenham sido feitas. O porta-voz da reserva, Tony Whitehead, sugeriu que o limo poderia ser Nostoc, uma forma de cianobactérias.
Outras suposições dizem que podem ser as vísceras regurgitadas dos anfíbios e sua desova. Whitehead disse que, nos séculos passados, a substância era “conhecida várias vezes como geleia de estrelas, geleia astral ou astromyxina”, e o folclore associou-as a meteoros. Outras especulações sugeriram que faltava DNA, embora parecesse estar vivo. Os especialistas não sabiam o que fazer com o limo. Os visitantes da reserva foram avisados ​​para não tocarem na substância, seja lá o que ela fosse.

2. Inseto estranho


Um inseto misterioso que confundiu especialistas pode ser uma nova espécie recentemente descoberta. O inseto, que é do mesmo tamanho que um grão de arroz, é preto e vermelho e foi visto pela primeira vez no Jardim de Vida selvagem do Museu de História Natural de Londres, em 2007. Desde então, também foi visto no Regent’s Park e no Gray’s Inn. Já se tornou o inseto mais comum no jardim do museu e poderia continuar a se espalhar por todo o Reino Unido.
O museu contém 28 milhões de espécimes de insetos, mas nenhuma delas coincide com o estranho inseto, que parece mais com Arocatus roselli, uma espécie rara da Europa Central. No entanto, o inseto misterioso é mais brilhante do que o A. roselli e o A. roselli, ao contrário do inseto não identificado, está associado a árvores alnus. “Parece estranho que tantos desses insetos apareçam de repente”, disse Max Barclay, que trabalha para o museu. Possivelmente, o inseto é A. roselli, afinal de contas, e se multiplicou e tornou-se invasivo depois de se alimentar de árvores do gênero platanus em vez de alnus. Caso contrário, o inseto pode ser uma espécie nunca antes encontrada.

1. Criança adulta


Quando tinha 16 anos, Brooke Greenberg parecia uma criança pequena. Nem os médicos nem os pesquisadores médicos sabiam por que seu corpo e seu cérebro nunca cresciam nem envelheciam. Brooke também sofria de outras contradições. Seus ossos eram os de uma criança de dez anos, e ela ainda tinha seus dentes de bebê. Sua idade mental era de apenas um ano. Ela nunca foi diagnosticada com uma síndrome genética ou uma anormalidade cromossômica. Devido à sua condição, ela vivia em um carrinho de bebê, usava roupas de criança, dormia em um berço e era inteiramente dependente do cuidado de seus pais. Através dela, os cientistas esperavam aprender mais sobre como a genética afeta e contribui para o processo de envelhecimento.
De acordo com o pediatra Lawrence Pakula, da Johns Hopkins School of Medicine, a condição de Brooke pode ter sido única. “Muitos dos nomes mais conhecidos da medicina, na sua experiência, não tinham visto alguém como Brooke”, diz ele. O Dr. Richard Walker, da Faculdade de Medicina da Universidade do Sul da Flórida, nos EUA, disse que partes do corpo de Brooke estavam se desenvolvendo isoladamente, e não como partes de um todo, e que seu desenvolvimento estava “fora de sincronia” entre si. Brooke experimentou apenas “mudanças muito mínimas” em seu cérebro. Ela pesava apenas 7 quilos e tinha apenas 76 centímetros de altura.

Durante os primeiros seis anos, Brooke submeteu-se a cirurgia para sete úlceras estomacais perfuradas e teve outras operações médicas. Ela sofreu uma convulsão depois de sofrer um acidente vascular cerebral, mas o evento não prejudicou seu cérebro. Aos quatro anos, ela foi diagnosticada com um tumor cerebral, que desapareceu por conta própria. Os especialistas estavam perplexos quanto à causa de sua doença. A terapia com hormônio do crescimento mostrou-se ineficaz. Somente seus cabelos e unhas cresceram. Infelizmente, Brooke faleceu em 2013, aos 20 anos. Ela ainda se parecia fisicamente com uma criança.
Se os médicos pudessem ter resolvido o mistério do não envelhecimento da criança adolescente, eles poderiam ter desenvolvido os meios para retardar o envelhecimento em si, um avanço que poderia ter uma variedade de aplicações, inclusive permitindo que os astronautas viajassem no espaço por muito mais tempo do que eles podem agora. [Listverse] - Fonte: HScyeence - Nov/17)

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Raríssimo: mulher engravida enquanto já está grávida, e uma confusão se instala

Raríssimo: mulher engravida enquanto já está grávida, e uma confusão se instala

Um caso médico extremamente raro ocorreu recentemente nos Estados Unidos: uma mulher engravidou enquanto já estava grávida, involuntariamente dando luz a dois bebês que não foram concebidos ao mesmo tempo.O que é ainda mais impressionante é que dois casais diferentes estavam envolvidos na produção dos bebês.
Jessica Allen, residente da Califórnia, estava atuando como “barriga de aluguel” para um casal chinês quando ficou grávida uma segunda vez de seu próprio namorado, agora marido.

O acordo

Allen já era mãe de dois meninos quando entrou em um acordo para carregar um bebê para um casal chinês, que desejava ter um filho.
Em troca de um pagamento de US$ 30.000, Allen recebeu tratamento de fertilização in vitro, no qual um dos embriões do casal chinês foi implantado em seu útero com sucesso.
O pagamento deveria ajudar Jessica e seu parceiro Wardell Jasper a comprar uma casa. Além disso, ela achava bonito o gesto de ajudar uma mulher a se tornar uma mãe.
A gravidez ocorreu tranquilamente até as seis semanas quando, durante um exame de rotina, os médicos de Allen notaram que ela estava carregando dois fetos, ao invés de apenas um.

O inesperado

Embora as chances de uma divisão embrionária fossem muito pequenas, isso poderia de fato acontecer.
Logo, na época, todos assumiram que os dois bebês eram gêmeos idênticos, resultado da separação do embrião do casal chinês.
Ninguém considerou a possibilidade de superfetação, um fenômeno extremamente raro em seres humanos no qual uma mulher grávida continua a ovular, sendo assim capaz de conceber um segundo filho, que se gesta simultaneamente ao lado do primeiro.
Embora seja infrequente em seres humanos – somente dez ou pouco mais casos foram relatados na literatura médica -, é um evento mais comum no reino animal, já observado em roedores, coelhos, cavalos, ovelhas e cangurus.

A surpresa

Allen concebeu, via cesárea, o que todos acreditavam ser dois garotos gêmeos. Ela não pode olhar ou segurar as crianças no hospital, mas uma foto que recebeu indicou que algo estava errado.
“Eu percebi que um era muito mais claro do que o outro”, disse Allen ao portal ABC News. “Obviamente, eles não eram gêmeos idênticos”.
Semanas depois, um teste de DNA confirmou que um dos bebês era do casal chinês, enquanto o outro tinha os genes de Allen e Jasper.
Depois de uma batalha legal com a agência que organizou a barriga de aluguel – e que exigia taxas para devolver o bebê aos seus pais genéticos -, Allen e Jasper finalmente se reuniram com seu filho, Malachi, já com quase três meses.
Embora casos de superfetação sejam incrivelmente raros, este caso foi ainda mais, porque, em última análise, envolveu dois pares diferentes de pais genéticos. Felizmente, houve um final feliz para Malachi que, agora com 10 meses de idade, vive com Allen e Jasper. [ScienceAlert] - Fonte: HScyence - Nov/17)

sábado, 4 de novembro de 2017

5 fatos curiosos que a Física explica

5 fatos curiosos que a Física explica



A realidade é mais estranha do que a ficção. A frase, apesar de gasta, ainda representa a verdade sobre fenômenos muito curiosos, que acontecem o tempo todo em nossas vidas ou na natureza. Muitas vezes, estamos ocupados demais para perceber ou dedicar a devida atenção a essas ocorrências. Mas há também aqueles que preferem não saber como algumas “mágicas” funcionam.
Em 1666, quando Newton explicou como era possível que o arco-íris existisse e por que tantas cores se mostravam no céu, muitos o acusaram de acabar com a poesia do fenômeno, alegando que o cientista havia reduzido aquele espetáculo natural a uma mera questão de física.
Por outro lado, há também os que acreditam que uma explicação científica torna algo muito mais atraente. O deleite dessas pessoas vai muito além da contemplação de um fenômeno natural: é necessário entendê-lo e saber por que ele ocorre.
Como nerds, geeks e viciados em tecnologia tendem a ser mais curiosos e a terem um apreço maior pela ciência, preparamos para nossos leitores esta lista de fenômenos curiosos e suas explicações. Confira!

Está chovendo sapos e peixes!

Ventos fortes podem causar chuvas de sapos e peixes (Fonte da imagem: MucasPlug/Worth1000)
Por mais incrível que pareça, é possível que pequenos animais ou objetos caiam do céu durante uma chuva ou tempestade. Há diversos registros desse tipo de fenômeno, incluindo alguns muito antigos. Mas é claro que não é uma chuva de verdade. Peixes e sapos não podem evaporar para depois caírem sobre nós. Há uma explicação bem mais plausível.
Parece ser consenso entre os cientistas de que as trombas-d’água são as principais causadoras desse fenômeno. Esses tornados, que se formam em terra e avançam sobre o mar, possuem ventos que chegam a 160 km/h. O centro dessas trombas torna-se forte o suficiente para sugar não apenas ar e água, mas também pequenos animais e objetos. Assim, quando os ventos começam a perder a força, esses corpos tendem a cair do céu.
Mas essa não é a única causa. De acordo com as condições climáticas de uma região, o ar pode se movimentar no eixo vertical e, dessa forma, também carregar pequenos animais para as alturas. Essa, provavelmente, foi a causa da chuva de sapos que ocorreu em Iowa, Estados Unidos, no dia 16 de junho de 1882.
E não pense que esse tipo de fenômeno é coisa de tempos antigos. Em fevereiro de 2010, centenas de peixes caíram sobre a pequena cidade de Lajamanu, na Austrália. De acordo com relatos coletados pelo jornal The Daily Mail, os animais ainda estavam vivos quando atingiram o solo e houve até quem agradecesse à natureza por não ter despejado crocodilos em suas cabeças.

Pimenta faz espirrar


A cena é clássica, principalmente em desenhos animados: o personagem aspira ou entra em contato com um pouco de pimenta em pó e, logo em seguida, começa a espirrar. Mas isso também acontece na vida real.
As pimentas, sejam brancas, pretas ou verdes, possuem uma substância química conhecida como piperina. Ao entrar em contato com o nariz, a piperina estimula as terminações nervosas da mucosa interna, causando espirros. É como se o nariz quisesse, de alguma forma, expulsar aquele reagente estranho e, para ele, a única forma de fazer isso é nos fazendo espirrar.

Cereais unidos serão sempre comidos


Quem costuma comer cereais com leite já deve ter percebido que eles possuem a tendência de se agrupar entre si ou se acumular nas bordas da tigela. Esse fenômeno também pode ser percebido em outros casos, como as pequenas bolhas na superfície de um copo com refrigerante. Mas para entender por que isso ocorre, é necessário, antes, compreender três noções básicas de física: impulsão, tensão superficial e efeito menisco.
A impulsão é a força que determina se um objeto na água ou no ar deve flutuar, afundar ou permanecer parado. Esse é o efeito que torna possível um barco navegar ou um balão subir aos céus. Se um objeto é menos denso do que a água ou gás em que se encontra, ele flutua. Caso contrário, afunda.
Já a tensão superficial é uma propriedade que faz com que a superfície da água atue como se fosse uma pequena membrana, resultando de diversas forças fracas que atuam sobre as moléculas da água. Essas moléculas se atraem umas às outras. Mas como possuem forças iguais, nada acontece. Podemos comparar essa ação à de um “cabo de guerra”, com equipes que puxam na mesma intensidade de ambos os lados.
À esquerda (A), um menisco côncavo. À direita (B), menisco convexo. (Fonte da imagem: Jleedev/Wikipedia)
Imaginando um copo-d’água, podemos dizer que essa competição de cabo de guerra muda um pouco na superfície, em que a água entra em contato com o ar e com a borda do copo. Nessa situação, as moléculas da superfície estão sujeitas a forças diferentes e acabam formando uma curva que os cientistas chamam de menisco.
Essa curva pode ser tanto para cima (convexa) quanto para baixo (côncava). No caso do nosso copo-d’água, a curvatura é côncava, ou seja, ela se assemelha à forma de uma pista de skate (halfpipe).

Enquanto isso, na tigela de cereais...

Com esses conceitos em mente, fica mais fácil entender o que acontece na tigela de cereais. Um floco de cereal faz com que o leite abaixo dele se curve, criando uma pequena depressão na superfície do líquido. Quando um segundo floco é colocado na tigela, cria-se outra depressão e, à medida que esses dois flocos se aproximam, eles “caem” um na depressão do outro, como se estivessem sendo empurrados em direções opostas. Esse fato é conhecido como Efeito Cheerios, batizado dessa forma por causa de uma famosa marca de cereal matinal.
Os flocos que se aproximam da borda da tigela flutuam na inclinação da curva do menisco, fazendo com que pareçam atraídos pela borda. Em ambos os casos, o que define o movimento dos cereais é a geometria da superfície do leite.

O som do trovão


O raio leva apenas alguns milionésimos de segundos para percorrer o trajeto do céu à copa de uma árvore ou ao telhado de uma casa. Em seguida, ouvimos um barulho estrondoso, que muitas vezes dizemos ter sido causado pelo próprio raio. Mas há uma explicação mais precisa para isso.
Quando um raio alcança o solo, uma segunda descarga elétrica sobe do chão até as nuvens, seguindo o mesmo caminho que a energia usou para descer. O calor gerado por esse segundo raio faz com que o ar ao seu redor chegue a uma temperatura de até 27 mil °C. E como tudo acontece muito rápido, o ar não tem tempo de se expandir e acaba se condensando, aumentando sua pressão atmosférica em cerca de 10 a 100 vezes. Esse ar, então, acaba “explodindo” e criando uma onda de choque. É essa rápida expansão do ar que causa o barulho que ouvimos.
Aliás, sabia que você pode estimar a distância a que um raio caiu de você? É muito simples. Ao perceber o clarão de um relâmpago, conte quantos segundos se passam antes de você ouvir o trovão. Cada segundo passado representa cerca de 300 metros. Depois, basta fazer a conta, multiplicando os dois valores.

Cores no céu


Poucos fenômenos naturais chamam tanta a atenção quanto o arco-íris. Algumas variações, como o arco-íris duplo, chegam até mesmo a comover pessoas ao redor do mundo. Como ser não bastasse, a explicação para esse fenômeno natural está em uma das capas de discos mais famosas do mundo: “The Dark Side of The Moon”, da banda inglesa de rock progressivo Pink Floyd.
Para quem não conhece, a capa mostra um prisma, ou seja, um poliedro de vidro capaz de refratar a luz do sol, isto é, separá-la nos diversos espectros que a compõem. E as gotas de chuva, em um dia ensolarado, funcionam da mesma forma, como se fossem pequenos prismas. São as partículas de umidade da atmosfera que refratam a luz solar e deixam o céu mais colorido.
Algo que pouca gente sabe é que a luz do sol refletida pela lua também é capaz de criar um arco-íris. No Flickr é possível encontrar fotos do fenômeno ocorrendo à noite, composto pelos respingos de água das Cataratas do Iguaçu. O visual é muito bonito. (Fonte:tecmundo.com.br)

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Nova forma de caçar presas no mundo animal é descoberta: cleptopredação

Nova forma de caçar presas no mundo animal é descoberta: cleptopredação

Pesquisadores da Universidade de Portsmouth (Inglaterra) foram os primeiros a observar uma nova estratégia de alimentação no mundo natural, nomeada de cleptopredação.Ao que tudo indica, as lesmas-do-mar são os piratas do mundo subaquático. Elas atacam presas que acabaram de jantar, se alimentando não somente de suas vítimas, mas dos alimentos que elas capturaram também.

Ladras de comida

O professor Trevor Willis liderou a pesquisa sobre o comportamento desses animais ao largo da costa da Sicília.
As minúsculas lesmas-do-mar brilhantemente coloridas vivem e se alimentam de colônias hidróides – um superorganismo, parente distante dos corais, que consiste de pólipos individuais que se alimentam por sua vez de plâncton e pequenos crustáceos.
Os pesquisadores estudaram em particular a espécie Cratena peregrina, e descobriram que a criatura preferia comer pólipos que tinham se alimentado recentemente. Logo, mais da metade da dieta das lesmas era constituída na verdade de zooplâncton – a presa do pólipo.
A pesquisa mostrou que os animais dobraram sua taxa de ataque em presas que haviam consumido zooplâncton quando comparadas com presas que não haviam comido nada.

Parasitismo + predação

Segundo explica o Dr. Willis, as lesmas moradoras do fundo do mar estão usando outra espécie como uma forma de ter acesso ao plâncton que de outra forma não teriam.
Esse comportamento é diferente do cleptoparasitário – quando uma espécie consome presas mortas por outra, como as hienas que roubam a comida de um leão, por exemplo.
No caso das lesmas, as predadoras estão consumindo tanto sua própria presa quanto a presa que suas vítimas capturaram.
O comportamento é uma combinação de competição cleptoparasitária e predação direta.

Relação complexa

O Dr. Willis começou a estudar as lesmas marinhas quando notou que uma espécie de seu país natal, a Nova Zelândia, parecia ter evoluído para viver e se alimentar de colônias de pólipos com o risco de extingui-las.
“Sempre haveria o risco de que a comida se esgotasse antes que os animais pudessem se reproduzir, o que não parecia uma estratégia particularmente boa. Um colega da Sicília tinha dados para indicar que isso ia além de um simples relacionamento predador-presa”, conta.
Sua pesquisa tinha o objetivo investigar como as lesmas equilibravam a ingestão de alimentos com a preservação do seu habitat. Willis e sua equipe analisaram os níveis de isótopos estáveis de nitrogênio nas lesmas, nos pólipos e no zooplâncton, descobrindo que as lesmas tinham um nível significativamente baixo de isótopos de nitrogênio, o que indicava que os pólipos não eram sua única presa – pelo contrário, eles representavam uma porcentagem relativamente baixa da presa total ingerida.
Ao consumir menos pólipos e aumentar a sua ingestão de plâncton, as lesmas podem prolongar a vida da colônia em que vivem, se alimentam e se abrigam.
Não se sabe quão generalizado este comportamento é, mas pesquisas futuras podem contribuir para uma melhor compreensão desse mundo aquático. O artigo foi publicado na revista Biology Letters. [Phys] - Fonte:HScyence - Nov/17)

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Tudo o que você sempre quis saber sobre carne vermelha

Tudo o que você sempre quis saber sobre carne vermelha

Do que é feito um bife? Por que alguns cortes são mais duros que outros? De onde vem o sabor da carne?

Do primeiro mamute abatido à invenção da picanha maturada, a humanidade tem-se obstinado em aperfeiçoar os modos de cozinhar as carnes de animais domesticados e selvagens. Como a ciência pode ajudar nisso? Carnes são estruturas orgânicas complexas, e conhecer seus segredos é meio caminho andado para o sucesso de um bom bife – malpassado, ao ponto ou bem-passado. Ao gosto do freguês

Do que é feito um bife?

O bife é um pedaço de músculo de boi. Aliás, quase toda a carne que comemos é parte de algum músculo de um animal – com exceção dos miúdos, como fígado e rins. Embora haja diferenças entre os diversos tipos de músculo dos vários animais, pode-se dizer que, em média, três quartos da composição de um naco de carne é nada mais que água. O resto – a parte que interessa – é proteína (20%) e gordura (5%). As moléculas de proteína se organizam em células que se arranjam para formar as estruturas do músculo. Há duas principais estruturas: a do tecido muscular, as fibras responsáveis pelo movimento, e a dos tecidos conjuntivos, que dão forma e suporte às fibras e fazem sua ligação com os ossos. O tecido conjuntivo envolve um grupo de fibras musculares, formando uma placa. Um músculo é formado por várias dessas placas, entremeadas pela gordura, que amortece o impacto do movimento.
Também pode haver gordura no exterior do músculo – a picanha é um exemplo clássico. “A quantidade de gordura é maior ou menor dependendo do tipo de músculo, da idade do animal, do confinamento e da castração”, afirma Albino Luchiari Filho, professor da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (USP).

Por que alguns cortes são mais duros que outros?

Como regra geral, podemos dizer que a maciez depende da idade de abate do animal, do tipo de músculo e do quanto o músculo é exercitado. Isso porque é o tecido conjuntivo que determina o grau de rigidez de um pedaço de carne crua. Quanto mais o músculo se move, maior a proporção desse tecido; quanto mais velho o animal, mais rígido ele se torna. A carne de porco, por exemplo, tende a ser mais macia que a de boi porque o porco é abatido mais jovem. E o lagarto é mais duro que o contrafilé porque o primeiro fica na perna, indispensável para a locomoção do boi, enquanto o outro está no lombo, muito menos exigido nos movimentos. Aí entra também a forma como o animal é criado: um boi “alpinista”, que pasta num morro, tem músculos mais “malhados” que os de uma rês confinada. Mas os tecidos conjuntivos não são necessariamente os vilões nessa história.
Cozido longamente, ele se transforma em uma gelatina que torna a carne macia e suculenta, além de enriquecer o molho. “É ridículo falar em carnes de primeira e de segunda”, diz Marcos Guardabassi, açougueiro e dono de grife de carnes especiais Bassi. “Um pedaço de músculo, no sentido açougueiro da palavra, pode ser mais macio e saboroso que um filé mignon, quando bem-feito”. A carne que os brasileiros chamam “de primeira” é a que fica mais macia e suculenta quando pouco cozida, mas não é obrigatoriamente a mais saborosa. E
Diagrama com os cortes bovinos mais comuns no Brasil: em vermelho, as carnes ditas de primeira; em amarelo, as de segunda. Tal distinção é considerada ultrapassada

De onde vem o sabor da carne?

A maior parte do sabor da carne se desenvolve quando ela é cozida – por isso, pratos de carne crua são sempre condimentados com temperos fortes, como mostarda e alcaparras. Parte desse sabor é conseqüência da reação de Maillard, em que os aminoácidos das proteínas se associam aos açúcares armazenados nas células musculares. É essa reação, que faz a carne ficar marrom e que faz a superfície ficar tostada quando fritamos, assamos ou grelhamos. Estima-se que as reações que ocorrem quando cozinhamos um único pedaço de carne possam resultar em até 600 combinações diferentes de aminoácidos e açúcares. Isso contribui muito para que as carnes de diferentes animais tenham gostos distintos. Outro fator influente é a gordura, que tem um sabor particular em cada animal.

Pode-se temperar um bife com sal antes de grelhá-lo?

Até hoje, há cozinheiros que acreditam ser possível “selar” um bife, ou seja, criar, a partir do aquecimento rápido, uma crosta impermeável que impeça o escape dos sucos da carne. O sal, portanto, só poderia ser adicionado depois de algum cozimento, pois ele precipita a saída dos líquidos, ressecando o bife. Hoje já se sabe que a crosta não é tão impermeável assim – o chiado de um bife na frigideira nada mais é que a vaporização de seus líquidos, assim como a “fumacinha” que sai da carne. Um bife fino pode ser previamente salgado, pois cozinha rapidamente e a ação do sal não causa grandes estragos. Já em pedaços maiores, que necessitam de maior tempo de cozimento, a perda de líquidos causada pela ação contínua do sal pode resultar em um filé esturricado. Vale dizer que o sal grosso puxa bem menos água que o sal fino e, por isso mesmo, é o favorito dos churrasqueiros – aliás, é o único tempero admitido pelos puristas do assado, que dizem que ervas e especiarias interferem demais no sabor de uma boa carne.

O que gelatina tem a ver com carne?

A gelatina doce e colorida que faz a alegria das crianças vem do boi (há gelatinas feitas de alga marinha, mas isso é outra história). Ela é obtida a partir do colágeno, um dos tecidos conjuntivos dos animais, cuja maior concentração está nas cartilagens e nos ligamentos das juntas ósseas. A gelatina, então, é feita do joelho e das patas de boi. Essas partes são fervidas para que o colágeno se desnature e misture com a água, resultando em um composto que também se chama mocotó. A mistura é desidratada, purificada e transformada em pó ao qual é acrescentado açúcar e sabores diversos, como morango, abacaxi ou uva. O colágeno só se dissolve em altas temperaturas, por isso todas as receitas pedem que se aqueça a água antes de despejar o pó. Outra característica físico-química da gelatina é o fato de ser líquida no calor e, ao ser refrigerada, tornar-se sólida (ou melhor, gelatinosa).

Por que há carnes vermelhas e brancas?

Há quem se arrepie com um pedaço de carne malpassada, que diz ter nojo de bife sangrento. O adjetivo “sangrento”, no caso, é impróprio, pois o líquido vermelho que escorre do bife não é sangue. O sangue encontra-se principalmente nas veias e artérias do animal e é quase todo drenado no abatedouro. O que tinge de vermelho o suco da carne não é a hemoglobina do sangue, mas outro pigmento chamado mioglobina. De qualquer modo, a coloração das duas substâncias é resultante da combinação dos mesmos elementos: ferro e oxigênio. Para se movimentar, as células musculares geram energia a partir do oxigênio e do açúcar. Além do constante abastecimento feito pela corrente sanguínea, há uma reserva de “combustível” dentro do próprio tecido muscular – a tal mioglobina – um deles, o oxigênio. Quanto mais mioglobina houver num pedaço de carne, mais vermelho ele será. Animais grandes têm metabolismo mais lento e, portanto, mais necessidade de armazenar oxigênio para uso imediato.
Por isso, a carne mais escura que existe é a da baleia, que, além de ser o maior dos animais, precisa armazenar oxigênio para se movimentar entre mergulhos e idas à superfície para respirar. Além disso, músculos de locomoção costumam ser mais ricos em mioglobina. Assim, as coxas de uma galinha têm carne mais escura que a do peito, músculo usado para suportar as asas, que, nos galináceos, cumprem precariamente a função de voar.

O que é picanha maturada?

É nada além de uma carne que já começou a se decompor. Mas, calma, não jogue no lixo aquele bifão comprado a preço de ouro num açougue metido a besta. “A maturação é decomposição sem putrefação”, afirma Marcos Guardabassi. Quando um animal é abatido, a circulação sanguínea pára e os músculos ficam contraídos numa condição chamada rigor mortis. Com o tempo, enzimas das próprias células começam a decompor as fibras de proteínas e o músculo volta a relaxar. Se a carne é refrigerada logo após o abate, ela fica dura. Por isso, toda carne passa por um período de descanso, chamado de maturação, antes de ser esfriada para transporte. “Para um boi, o período mínimo é de 24 horas”, afirma Guardabassi. A diferença da picanha maturada para uma picanha normal é que seu período de maturação é bem maior – de oito a 12 dias. Durante todo esse período, a carne fica embalada a vácuo para evitar infestações por bactérias ou parasitas.

Como amaciar uma carne dura?

Assim como as enzimas da própria carne desmontam a estrutura das proteínas, outras substâncias também são capazes de fazê-lo. “A papaína (extraída do mamão), a bromelina (do abacaxi) e a ficina (do figo) são enzimas que agem na carne de maneira similar às suas enzimas naturais”, explica Albino Luchiari, da USP. Boa parte dos amaciantes de carnes são feitos dessas substâncias. Assim, quando a carne é cozida, o processo de desnaturação é acelerado e ela pode cozinhar por menos tempo, o que acaba preservando seu suco. Ácidos também funcionam dessa forma. Por isso, o vinagre e o limão “cozinham” as carnes. Muitas receitas pedem que a carne seja deixada em uma marinada – geralmente com vinagre, que contém ácido acético – por um bom tempo antes de cozinhar. No entanto, a maciez agregada por esses agentes químicos é pouca, uma vez que eles atuam só na superfície da carne.
Desse modo, a função principal das marinadas acaba sendo temperar a carne. Um bife também pode ficar mais mastigável por processos mecânicos, como a ação do bom e velho martelo de cozinha. “Esse processo destrói as fibras, mas, se podemos deixar a carne macia naturalmente, não é recomendado o uso do martelo,” diz Luchiari. É que o processo tem um efeito colateral. As pancadas do martelo rompem as paredes das células e aceleram a drenagem dos sucos contidos nelas.
(Fonte:superabril.com.br)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

5 coisas que são quase tão mortais quanto fumar

5 coisas que são quase tão mortais quanto fumar

Fumar cigarros é um hábito que está desaparecendo do mundo todo de forma gradativa. O Brasil está entre os campeões da queda do número de pessoas que consomem tabaco. Entre 1990 e 2015, o número de fumantes homens caiu de 29% para 12% e de mulheres de 19% para 8%.O problema, porém, é que as pessoas trocam um hábito perigoso por outro, sendo que a maioria está relacionada a um estilo de vida isolado socialmente e com sedentarismo. Confira outros fatores de risco que merecem tanta atenção quanto o cigarro:

5. Solidão


O crescimento das redes sociais e da diminuição do contato cara-a-cara fez com que o cirurgião Vivek Murthy classificasse a solidão como uma epidemia mundial. O mais assustador é que a solidão pode ser fatal.
Julianne Holt-Lustand, professora de psicologia da Brigham Young University (EUA), constatou em suas pesquisas que a solidão reduz a expectativa de vida de uma pessoa aos níveis equivalentes ao fumo de 15 cigarros por dia.
A qualidade e quantidade de relacionamentos sociais de uma pessoa estão relacionados não apenas à saúde mental, mas também à morbidade e mortalidade. Nos estudos analisados, envolvendo 308 mil participantes, aqueles com relacionamentos sociais mais fortes tinham 50% mais chance de viver mais.mais.

4. Passar o dia sentado


Passar o dia todo sentado aumenta o risco de vários cânceres, segundo pesquisa da Universidade de Regensburg (Alemanha). A meta-análise de estudos que envolveram 68 mil pacientes com câncer mostrou que aqueles que passavam o dia todo sentado tiveram risco significativamente maior de ter câncer de intestino, de endométrio e de pulmão.
Esse risco aumenta a cada duas horas extras que a pessoa passa sentada diariamente. Este aumento é de 8% para o câncer de intestino, 10% para o de endométrio e 6% para o de pulmão.
O pior de tudo é que não importa tentar compensar um dia inteiro sentado com uma atividade física no final do dia, porque esses resultados parecem ser independentes da prática de atividade física.
Segundo os pesquisadores, a atividade mais perigosa para a saúde é passar horas em frente à TV, porque além de estar completamente parado, ainda há o hábito de comer e beber alimentos açucarados e gordurosos.

3. Perda de sono


O Centro para Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos classificou a falta de sono como um problema de saúde pública. Pesquisas do Instituto do Sono do Brasil apontam que 63% dos brasileiros têm algum problema relacionado ao sono, como insônia, ronco e apneia.
O sono insuficiente aumenta o risco de derrame e ataque cardíaco de forma semelhante ao consumo de cigarros.

2. Bronzeamento


Bronzeamento artificial pode parecer mais controlado do que o bronzeamento ao ar livre, mas os dois são potencialmente mais perigosos que fumar.
Um estudo de 2014 publicado na JAMA Dermatology mostra que bronzeamento artificial já causou mais casos de câncer de pele do que o cigarro causou casos de câncer de pulmão.
Outros estudos já mostraram que bronzeamento artificial causa 3,4 mil casos de melanoma por ano na Europa, e mais de 170 mil casos nos Estados Unidos.

1. Dieta ruim


Alimentos ultra-processados, açucarados e ricos em gordura saturada podem expor o consumidor a riscos semelhantes ao cigarro.
Os riscos de mortalidade trazidos por uma dieta ruim superam os do consumo de álcool, drogas, sexo sem proteção e tabaco combinados.
A Organização Mundial da Saúde define como dieta saudável aquela que começa cedo na vida (preferencialmente com amamentação), que limita o consumo de sal e de açúcares livres. A recomendação é comer várias frutas e verduras, cereais integrais, fibra, nozes e sementes, limitando lanches e bebidas açucaradas, carnes processadas e gorduras trans industriais.
[Science Alert, Portal Brasil, Plos Medicine, JNCI, Instituto do Sono, JAMA, Food Systems and Diets] - Fonte:HCyence - Out/17)

terça-feira, 31 de outubro de 2017

13 perturbadores fatos sobre o tempo que vão quebrar sua cabeça

13 perturbadores fatos sobre o tempo que vão quebrar sua cabeça

O tempo é um fenômeno muito mais complicado do que as pessoas imaginam. Confira alguns fatos curiosos sobre ele:

1. Relatividade

A passagem do tempo é mais rápida para o seu rosto do que para os seus pés (supondo que você esteja de pé). A teoria da relatividade de Einstein afirma que, quanto mais perto você estiver no centro da Terra, mais lento o tempo passará – e isso já foi medido. Por exemplo, no topo do Monte Everest, um ano é cerca de 15 microssegundos menor do que no nível do mar.

2. Segundo

Tecnicamente, um segundo não é definido como 1/60 de um minuto, mas como “a duração de 9.192.631.770 períodos da radiação consistente com a transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133”.

3. Dinossauros

Quando os dinossauros governavam a Terra, havia quase 370 dias em um ano. A rotação da Terra está ficando mais lenta porque a gravidade da lua está agindo sobre ela. Isso significa, por sua vez, que os dias no planeta estão ficando mais longos, por cerca de 1,7 milissegundos por século.

4. Mercúrio

Em Mercúrio, um dia tem dois anos terrestres de duração.

5. Tempo de Planck

O tempo de Planck é uma unidade científica de tempo. Leva cerca de 550.000 trilhões de trilhões de trilhões de vezes o tempo de Planck para piscar uma vez, rapidamente.

6. Agora

Não existe o “agora”, de acordo com a física. Espaço e tempo são como fluidos, afetados pela gravidade e até mesmo pela sua velocidade. Disse Albert Einstein: “Para nós físicos, a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão, ainda que uma persistente”.

7. Luz

Uma vez que a luz leva tempo para nos alcançar, tudo o que vemos no espaço está no passado. O sol que você pode ver no céu é um sol de oito minutos e 20 segundos atrás. A luz da estrela mais próxima da Terra, depois do sol, Proxima Centauri, tem cerca de 4 anos.

8. Envelhecimento e memória

Novas experiências certamente parecem mais fortes na memória do que as mais conhecidas. Isso é conhecido como “efeito estranho”, e provavelmente é devido ao fato do tempo parecer passar mais rápido à medida que você envelhece – já que mais coisas são familiares para você.

9. Relógio de estrôncio

O relógio mais preciso já construído é o relógio de estrôncio. Ele tem uma margem de erro de apenas um segundo em 15 bilhões de anos.

10. A velha do universo

A mais antiga coisa conhecida no universo é uma galáxia chamada z8_GND_5296. Ela tem 13,1 bilhões de anos, o que significa que é apenas 700 milhões de anos mais nova do que o próprio cosmos.

11. Trens e fusos horários

A causa por trás do fato dos relógios mostrarem a mesma hora em países inteiros é que torna os horários de transportes mais fáceis. Até o século 19, as cidades estabeleciam seus relógios pela hora local, então a hora em municípios próximos podia ser diferente – por exemplo, Bristol ficava 11 minutos atrás de Londres. Isso fazia com que as pessoas comumente perdessem seus trens, de forma que as empresas ferroviárias começaram a usar o “tempo padrão britânico” baseado em Londres a partir de 1840.

12. Aceleração e expansão do universo

As galáxias distantes da Terra parecem estar se movendo mais rápido do que as próximas, significando que o universo está se acelerando à medida que se expande. A teoria normal para explicar tal expansão é uma força misteriosa no cosmos, conhecida como “energia escura”. Um físico espanhol sugeriu uma perspectiva alternativa de que as galáxias mais distantes e mais antigas parecem estar se movendo mais rápido porque no passado o tempo era mais rápido. Se ele estiver correto, em alguns bilhões de anos, “tudo ficará congelado, como uma foto instantânea”.

13. 24 horas

O fato de que a rotação da Terra está gradualmente desacelerando e, consequentemente, os dias estão ficando mais longos, significa que nossos relógios estão errados e nosso dia de 24 horas está mudando. De vez em quando, o Serviço Internacional de Rotação da Terra, a organização que padroniza o tempo astronômico, precisa adicionar um segundo – chamado “segundo de salto” – ao relógio para manter as coisas consistentes. O último segundo de salto foi adicionado em 30 de junho de 2015. [PhysicsAstronomy]