sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O você ainda não sabe sobre a depressão

O você ainda não sabe sobre a depressão


1. No planeta, 350 milhões de pessoas de todas as idades sofrem de depressão;

2. As mulheres têm duas vezes mais chances de desenvolver depressão do que os homens;

3. Os medicamentos placebos são 38% eficazes no tratamento da depressão, em comparação com até 54% de eficácia dos antidepressivos;

4. A depressão pode fazer uma pessoa sonhar de 3 a 4 vezes mais do que ela normalmente sonhava durante o sono;

5. A depressão profunda pode nos levar a envelhecer mais rápido no aspecto biológico, isso porque a doença acelera o processo de envelhecimento das células;

6. Nos Estados Unidos, 1 em cada 8 adolescentes tem depressão clínica.

7. Pesquisas conduzidas em comediantes e pessoas engraçadas têm mostrado que elas são mais deprimidas do que a média da população;

8. 10 vezes mais pessoas sofrem de depressão profunda atualmente do que em 1945;

9. Pessoas que passam muito tempo na internet são mais propensas à depressão, à solidão e à instabilidade mental;

10. A Islândia é o país que faz o maior uso de medicamentos antidepressivos no mundo;

11. Lincoln sofria de depressão e evitava carregar facas, temendo que pudesse se matar ou se ferir em algum momento;

12. Elefantes e chimpanzés podem mostrar padrões de comportamento semelhantes ao transtorno de estresse pós-traumático e à depressão;

13. 1 em cada 5 pessoas na França tem depressão, o que a torna o país mais depressivo do mundo;

14. Sigmund Freud recomendava cocaína para o tratamento de depressão, alcoolismo e dependência de morfina.

15. A gratidão pode aumentar os níveis de dopamina e serotonina, assim como os antidepressivos fazem;

16. Atividades físicas moderadas podem ajudar a tratar e a prevenir episódios de depressão.
(Fonte: Site de curiosidades - Nov/16)

Nova York mapeia todas as árvores da cidade

Nova York mapeia todas as árvores da cidade

Publicado em 24.11.2016
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O Departamento de Parques e Recreação de Nova York acaba de disponibilizar um guia interativo que mostra a localização e características de todas as árvores da cidade.
Isso foi feito com base no último censo botânico, que contou com o trabalho de 2.300 voluntários – inclusive adolescentes – para coletar dados de mais de 685 mil ruas. Acompanhados por monitores treinados, eles observaram a espécie das árvores, mediram a circunferência do tronco, analisaram o estado de saúde da casca e registraram as coordenadas de cada uma usando um GPS.
“Conseguimos excelentes dados neste projeto”, elogia Jennifer Greenfeld, assistente comissionada de recursos naturais, horticultura e florestas.Com estas informações, a o Departamento de Parques pode focar na manutenção das árvores e enviar especialistas para avaliarem exemplares que cresceram demais ou que estão doentes. O número de árvores da cidade cresceu em 12,5% desde o último censo realizado em 2005.

Mapa interativo

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Além disso, o guia é um presente para todos que circulam na cidade e que são interessados por biologia. Nos mapas interativos, os usuários podem inserir um endereço para obter imagens das espécies que estão naquela rua e o formato de suas folhas, além de visualizar códigos de cores que mostram o tipo de árvore e circunferência do tronco.

Quanto vale esta árvore?

O mapa também traz uma informação peculiar: o valor monetário daquela árvore para o ambiente. Por exemplo, um plátano localizado na rua Halsey em Brooklyn absorve mais de 15 mil litros de água por ano, um “serviço” avaliado em US$37. Ao fornecer sombra e deixar o quarteirão mais fresco, ela conserva quase 2 mil kWh, economizando mais de US$250 para os moradores daquela região.

Pedido de poda

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Os usuários do mapa também podem requisitar manutenção de alguma árvore específica e registrar atividades voluntárias de cuidados realizadas nas árvores – algo que o Departamento quer incentivar.
Todos os nova-iorquinos são livres para regar as árvores, recolher lixo e tirar mato dos canteiros das plantas. Colocar flores e cobrir a terra dos canteiros com casca de pinus também são consideradas boas ações por parte dos cidadãos.
Atividades mais específicas, porém, como poda ou corte, só podem ser feitas por pessoas que têm as autorizações corretas concedidas pelo município. O Departamento de Parques oferece treinamento de vários níveis para os moradores.fãs de árvores.
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Os milhares de voluntários que ajudaram no censo são alguns dos cidadãos de Nova York apaixonados por plantas urbanas, e Greenfeld acredita que o mapa vá ajudar a expandir esse fã-clube.
Outras cidades que adotaram censos semelhantes são Washington D.C., Chicago, Los Angeles e São Francisco. Mas o mapa interativo de Nova York é muito especial, com tantas opções de serviços e informações. [Citylab, New York City Street Tree Map]

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Se o seu homem faz estas 12 coisas, ele irá quebrar o seu coração, sem dúvida


Se o seu homem faz estas 12 coisas, ele irá quebrar o seu coração, sem dúvida

O homem que você ama tem a capacidade de fazê-la feliz ou de destruí-la. Se ele estiver fazendo estas 12 coisas, sem dúvida, ele irá quebrar o seu coração.

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  • Os homens, nossa fraqueza e a fonte de infinita felicidade ou destruição absoluta. Todos são diferentes e únicos, mas todos compartilham certas características que os farão mais ou menos propensos a levá-la às nuvens e mantê-la aí, ou elevá-la e em seguida causar a pior queda livre da sua vida.
    As mulheres tendem a colocar as esperanças em cada relação que têm, e ninguém pode culpá-las por isso. Em nossa busca pelo companheiro perfeito, sempre acreditamos que se estivermos com alguém que não é perfeito, mesmo assim poderemos mudá-lo e transformá-lo no homem que procuramos. O ruim: Isto NUNCA acontece assim.
    Há 12 coisas que um grupo seleto de nossos companheiros do sexo masculino fazem e que se o seu homem estiver fazendo com você, o melhor é sair do seu lado o mais rápido possível e na direção oposta.
  • 1. Ele a apresenta pelo seu primeiro nome

    Pequeno GRANDE detalhe. Se estão casados ou simplesmente saindo em um relacionamento, e ele a apresenta pelo seu primeiro nome ao invés de apresentá-la dizendo o que você representa em sua vida: esposa ou namorada, o mais provável é que ele ainda se sinta solteiro e "se aventurar um pouquinho" esteja em seus planos futuros.
  • 2. Evita a sua família

    Por mais que ele tenha a habilidade de mentir para você e fingir que está tudo bem, os homens têm muita dificuldade em enfrentar a família da mulher e esconder o lobo que têm por baixo da pele de cordeiro.
    As más intenções geralmente podem ser percebidas pelas pessoas que amam você, e eles sabem disso, o que faz com que se sintam vulneráveis.
  • 3. Ele diz sim para quase tudo que você sugere, mas quando foi a última vez que ele tomou a iniciativa?

    Infelizmente, isto mostra que, mesmo que ele aproveite o tempo com você (geralmente), você não é uma de suas prioridades, se ele não tiver outra coisa para fazer, então ele dirá sim a você, mas, só por precaução, vai esperar até o último momento, para ver se há uma opção melhor do que passar tempo com você.
  • 4. Ele sempre diz que não tem certeza do que sente por você ou se a vida que ele tem com você é o que ele "procurava"

    Sério? Sim, eles realmente falam isso para que você fique o tempo todo concentrada no que ele precisa e em como você pode fazê-lo feliz e transformar-se na mulher com a qual ele sonhava. Não perca tempo com alguém que a deixa sempre na dúvida, porque na verdade, nem ele sabe o que quer.
  • 5. Mantém contato com suas ex-namoradas

    "Somos amigos, o que você quer? Que a gente não converse mais?" Sim, é exatamente isso o que você quer, porque é assim que funciona. A verdade é que onde existiu chama, ficam as cinzas, portanto a história de que ele é amigo da ex-namorada é apenas isso: pura história.
    15 tipos de homens que fazem as mulheres quererem sumir
    15 tipos de homens que fazem as mulheres quererem sumir / via Familia.com.br – Descubra Como Fortalecer Sua Vida Familiar e Muito Mais
  • 6. Ele a confunde

    Ele não a apresenta como sua namorada ou esposa, mas quando percebe que você está percebendo que as coisas não estão totalmente bem, ele de repente se comporta como um homem apaixonado. Assim que ele ganha sua confiança ou a "cega" novamente, ele volta a ser o mesmo homem distante de sempre.
  • 7. Ele tem segredos e são óbvios

    Ele até toma banho com o celular, leva o celular para todos os lados, e se por algum motivo o esquece na cozinha, ou não consegue encontrá-lo, age como se estivesse tendo sintomas de um infarto (pelo menos até encontrar o celular e se certificar de que você não tocou nele).
  • 8. Ter uma conversa honesta ou profunda com ele é mais difícil do que escalar o Everest correndo

    Ele odeia os assuntos que envolvem seus sentimentos por você, como ele vê o futuro dos dois, que planos tem para os dois e como podem melhorar seu relacionamento. É aqui que você percebe que está nesta relação sozinha.
  • 9. Quando ele não sabe como responder suas inquisições, ele a acusa de "louca"

    "Por que você leva seu celular pra todo lado? Você tem algo a esconder?" Sua resposta é algo como: "Você está louca?" Não. Não é você quem tem um problema aqui, mas obviamente chamá-la de louca é uma forma eficaz que ele tem de "fugir do problema".
  • 10. Ele ainda diz que não tem certeza se os dois devem continuar juntos (mas ele não vai embora)

    Obviamente há certo conforto e segurança que sua companhia oferece a ele, e por isso ele não vai embora. No entanto, se mais alguém (que fosse segura) aparecesse no horizonte, você seria trocada imediatamente.
  • 11. Ele nunca está pronto para dar o próximo passo

    Se estão noivos, ele não está pronto para se casar; se estão casados, não está pronto para ser pai; se já têm filhos, não está pronto para resolver os problemas que têm como casal. A falta de compromisso por parte dele é óbvia.
  • 12. Ele tem uma má relação com seus pais, e não porque eles sejam más pessoas

    Isto diz muito de um ser humano. Obviamente, há maus pais e pode ser que tenham uma má relação porque eles quiseram que fosse assim, mas, geralmente, este é um sinal de que você deve sair correndo na direção oposta.
    Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original Si tu hombre te hace estas 12 cosas, él te ROMPERÁ el corazón, SIN LUGAR A DUDAS
    (Fonte:Família.com - Nov/16)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Câcer de próstata






CÂNCER DE PRÓSTATA EM 2016
CÂNCER DE PRÓSTATA EM 2016

Shakespeare dizia que o passar dos anos produzia nos homens sensações inevitáveis, as pernas cada vez mais finas dançavam desconcertadas dentro de calças cada vez mais folgadas, o corpo combalido se mantinha alheio aos pedidos da alma e do coração. Esqueceu-se de falar dos incômodos da próstata. Uma glândula emblemática, que nos jovens tem o papel triunfal de alimentar e manter vivos os espermatozóides e, com isto, perpetuar a espécie. Mas que no homem maduro é responsável por um tormento de conseqüências negativas para a qualidade e quantidade de vida de seus portadores: o câncer da próstata. Mal que surge em cerca de 10% dos homens com 50 anos, 30% daqueles com 70 anos e 100% dos que chegarem aos 100 anos de idade.
Riscos de Câncer de Próstata em Função da Idade

Diante de fatos tão majestosos e lembrando que a ciência médica continua envolvida por mistérios intrigantes, é fácil compreender as controvérsias e emoções que permeiam as discussões sobre o câncer da próstata. Controvérsias e emoções assombrosas entremeadas por algumas certezas alentadoras.
Frequência e Fatores de Risco
Atualmente vivem no Brasil cerca de 12 milhões de homens com mais de 50 anos e estima-se que dois milhões deles serão atingidos pelo câncer da próstata. A essa estatística incômoda, contrapõe-se outra mais animadora: de cada 18 homens acometidos pelo mal, apenas três morrerão pela doença. A conclusão óbvia é que a maioria dos pacientes sobrevive ao câncer, alguns por portarem tumores indolentes, que não progridem, muitos outros graças às ações médicas reparadoras.
Duas condições aumentam os riscos de se contrair o câncer da próstata, especificamente, a raça e a ocorrência de casos na família. A freqüência desse tumor é 70% menor em homens orientais, mas essa diferença quase desaparece quando orientais migram para o ocidente, sugerindo que influências ambientais e o modo de vida também estão implicados com a instalação da doença.
Já negros têm o dobro da incidência de câncer da próstata e neles o tumor costuma ceifar mais vidas. Além de predisposição hereditária, estudos recentes patrocinados pela American Cancer Society, nos EUA, sugerem que esse comportamento pode estar relacionado com desigualdade social, que limita o acesso mais vulneráveis, incluindo alguns negros, aos tratamentos curativos. Fenômeno perverso que, possivelmente, se repete numa sociedade injusta como a nossa.
Fatores de Risco em Câncer de Próstata

A incidência do câncer da próstata aumenta de duas vezes a cinco vezes, quando pai ou irmãos desenvolvem o mal antes dos 55 anos. Obesidade e vasectomia, lembrados com possíveis fatores de risco, não aumentam a incidência da doença. Contudo, o tumor manifesta-se de forma mais agressiva em obesos, o que constitui mais um motivo, entre outros, para os homens adultos se afastarem da sofreguidão.
Descoberta da doença
O câncer da próstata não produz sintomas nas fases iniciais, período em que a doença é altamente curável. Nessa etapa, a existência do câncer só pode ser explorada através do exame de toque (nos homens atingidos, surgem áreas endurecidas na glândula) e das dosagens no sangue do chamado "antígeno prostático específico" ou PSA. Esses dois exames devem ser realizados conjuntamente, já que o toque e o PSA, isoladamente, revelam, respectivamente, cerca de 25% e 45% dos casos com a doença. Executando-se os dois testes, são identificados 75% dos pacientes acometidos
A simplicidade dessas estatísticas poderia indicar que o diagnóstico do câncer da próstata é circundado por ideias consensuais. Infelizmente, isso está longe da realidade. Em primeiro lugar, o toque da próstata gera assombros incontidos na mente masculina. A verdade é que esse exame costuma ser realizado em quatro ou cinco segundos e de maneira indolor. Para os mais recalcitrantes, gostaria de dizer que muito pior do que o desconforto psicológico de alguns segundos é o flagelo que perdura por anos e sempre termina mal, quando um câncer é descoberto tardiamente.
Em segundo lugar, os níveis sanguíneos do PSA, proteína que é produzida exclusivamente pela próstata, encontram-se aumentados nos pacientes com câncer local, mas também podem se elevar em casos de infecção da glândula ou até mesmo em homens sem qualquer doença local.
Biópsia no Câncer de Próstata

Por isso, valores alterados de PSA exigem uma avaliação médica, mas não indicam, necessariamente, a existência de câncer.
Em terceiro lugar, a biópsia da próstata, realizada para confirmar suspeitas geradas pelos exames, pode falhar em 10 a 12% dos casos, não revelando a existência de câncer quando ele está presente. Essa imprecisão surge frequentemente em pacientes com tumores localizados na área anterior da próstata, quase inacessível à biópsia e imperceptível ao toque, o que acaba retardando o diagnóstico da doença. Felizmente essa situação incômoda tem sido contornada com dois novos exames, a ressonância magnética multiparamétrica e o PSMA PET-CT, que permitem a visualização de tumores mesmo nas áreas mais obscuras da próstata, com uma acurácia de cerca de 80%. Dessa forma, a existência de um tumor pode ser confirmada ou afastada, protegendo os portadores da doença ou eliminando apreensões intermináveis em pacientes sem o mal.
Para que o câncer da próstata seja diagnosticado no momento apropriado recomenda-se que os exames de detecção sejam repetidos anualmente, a partir dos 45 anos de acordo com diretrizes firmadas no passado. Por outro lado, nos casos hereditários a doença manifesta-se em idades mais precoces; por isso, homens com histórico familiar devem se submeter a exames preventivos anuais da próstata a partir dos 40 anos de idade.
Recentemente a US Task Force, dos Estados Unidos, sugeriu que os exames da próstata e exames de PSA rotineiros deveriam ser proscritos, sob o argumento de que o diagnóstico precoce da doença desencadeia ações médicas contundentes, desnecessárias em pacientes com câncer indolente. Em decorrência, segundo essa entidade, são produzidos um sem número de homens com a qualidade de vida comprometida pelas sequelas do tratamento.
Confesso que não aceitei bem essa recomendação. Com alguma frequência deparo-me com indivíduos que, aos 58 ou 60 anos, apresentam-se com doença já avançada, às vezes sem retorno, situação que teria sido evitada se o mal tivesse sido identificado mais cedo. Mais razoável é que o diagnóstico precoce seja realizado e médicos, seguindo as melhores evidências científicas e os melhores preceitos éticos, tratem apenas os casos mais agressivos, que colocam e risco e existência de seus pacientes. Ademais, penso que todos os seres humanos tem o direito inegociável de participar das decisões que interferem com o seu destino. Para aqueles preocupados em prolongar sua existência, tabelas e estatísticas médicas, sempre imprecisas e muitas vezes falhas, não podem prevalecer sobre esse sentimento inegociável.
Incidência do Câncer de Próstata


Definindo a Gravidade da Doença
Vários parâmetros podem ser utilizados para definir a gravidade dos casos de câncer da próstata. A extensão inicial da doença (tecnicamente definida como "estágio"), a agressividade das células que formam o tumor e as medidas do PSA no momento do diagnóstico, representam os principais parâmetros utilizados pelos especialistas para prever os horizontes desses casos e planejar o tratamento dos mesmos.
Gravidade da Doença

Com respeito ao estágio, o tumor é classificado como T1, T2, T3 e M+, quando está situado, respectivamente, na intimidade da próstata e não pode ser percebido ao toque (T1), quando é notado ao toque, mas não se estende para fora da glândula (T2), quando se expande e atinge os tecidos vizinhos à próstata (T3) e quando atinge outros órgãos, em geral os ossos (N+/M+). Como demonstra o gráfico adiante, as chances do paciente estar bem cinco anos após o diagnóstico relacionam-se fortemente com o estágio da doença.
A agressividade das células é medida por uma nota conferida ao tumor ao ser analisado o material colhido na biópsia. Nesse sentido, utiliza-se uma escala chamada de "Escore de Gleason", que pode variar entre 5 e 10 e é obtido pela soma de dois números indicados pelo médico especialista ao descobrir, na biópsia, um tumor maligno na próstata. Os casos com escore total de 5 e 6 são mais brandos, aqueles que recebem nota final 7 tem agressividade intermediária e as lesões classificadas como 8 a 10 são mais desfavoráveis e devem ser tratadas de forma mais contundente.
Os níveis sanguíneos de PSA elevam-se progressivamente à medida que aumentam as dimensões do tumor. Pacientes com lesões mais brandas costumam evidenciar níveis de PSA inferiores a 20 ng/ml e nos casos de doença mais delicada esses níveis costumam se situar acima de 20 ou 30 ng/ml.
Sob o ponto de vista prático, os especialistas costumam definir a gravidade de cada caso analisando conjuntamente essas variáveis e aplicando uma classificação produzida pelo Dr Anthony D'Amico, da Universidade de Harvard (nessa tabela, "Risco" refere-se à gravidade da doença).
Classificação de Risco

Estratégia de Tratamento do Câncer da Próstata
A evolução dos pacientes com câncer da próstata é relativamente imprevisível, mas no cotidiano a maioria dos pacientes apresenta-se com doença de pequena ou média agressividade, felizmente, potencialmente curáveis. Nesse sentido, pesquisa publicada pelo National Cancer Institute, dos Estados Unidos, concluiu que entre os casos de câncer da próstata descobertos em exames preventivos, 15% são portadores do tipo indolente; 60% têm doença agressiva, mas curável se tratada a tempo; e 25% apresentam lesões avançadas, de cura mais difícil quando se utiliza somente método único de tratamento.
Estratégia de Tratamento do Câncer da Próstata

Os tumores classificados como indolentes ou baixo risco, crescem muito lentamente e, por isto, muitos centros urológicos passaram a preconizar o não tratamento desses pacientes, pelo pequeno risco de morte pela doença. Nesses casos são realizados exames periódicos ("vigilância ativa") e a orientação é mantida enquanto os exames se mantiverem estáveis. Embora atraente, por evitar as complicações relacionadas com o tratamento do câncer, essa estratégia tem três inconvenientes. Quando acompanhados por 10 anos, o tratamento torna-se necessário em 50% dos casos, por sinais de piora da doença. Existe, também, de 10 a 12% de risco de agravamento imperceptível do câncer, com consequências negativas óbvias quando a situação é detectada. Não menos importante, a maioria dos pacientes vive em estado de apreensão, por carregar em seu organismo uma doença maligna não tratada.
Doença Contida Dentro da Próstata
Os pacientes com tumores mais agressivos localizados dentro da glândula são usualmente submetidos à cirurgia (prostatectomia radical) ou à radioterapia (externa ou braquiterapia). Apesar da polêmica entre os especialistas envolvendo a eficiência dessas duas técnicas, os dados mais recentes indicam que a cirurgia acompanha-se de maiores chances de cura nesses casos. Dois estudos a respeito publicados em 2010 pelos Dr. Michael Zelefsky, do Memorial Sloan Cancer Center de Nova York e pelo Dr. Matthew Cooperberg, da Universidade da Califórnia, demonstraram que o risco de morte por câncer foi de 2,2 a 3 vezes maior em pacientes tratados com radioterapia, comparado aos tratados com cirurgia.
Cirurgia x Radioterapia

Um dos motivos para explicar tal diferença é que se o tumor estende-se para fora da próstata ou reincide após a cirurgia inicial, pode-se recorrer com sucesso à radioterapia subsequente, que consolida a cura num número substancial de casos.
Já nos casos de falha após tratamento inicial com radioterapia, as perspectivas para os pacientes tornam-se mais sombrias, já que a remoção cirúrgica subsequente da próstata é sempre complicada e, muitas vezes, impossível. Isso explica porque nos casos mais simples ambos os métodos curam número semelhante de pacientes, mas nos pacientes com doença mais agressiva os índices da cura com a cirurgia superam de forma significativa aqueles observados com a radioterapia.
Evolução dos pacientes tratados de Câncer de Próstata

Além do sofrimento imposto pela sensação de finitude da vida, outras angústias assolam o espírito dos homens atingidos pelo câncer da próstata. A prostatectomia radical é acompanhada de impotência sexual em 70% dos indivíduos com 70 anos, em 35% dos pacientes com 65 anos e em 10% dos homens com 50 anos. Ademais, incontinência urinária surge em 3 a 15% dos casos, dependendo da experiência do cirurgião e da idade do paciente. A radioterapia associa-se a iguais riscos de disfunção sexual e pode causar complicações intestinais e de bexiga em 15 a 35% dos casos tratados, algumas vezes mais devastadoras que o próprio câncer.
Reconhecendo os inconvenientes dos atuais métodos de cirurgia e de radioterapia, pesquisadores lançaram-se a procura de procedimentos alternativos para dominar a o câncer da próstata. Multiplicaram-se na prática médica um sem número de técnicas, entre as quais a crioterapia, a aplicação de ondas de ultrassom (HIFU), a administração local de laser e o uso de diferentes vacinas antitumorais. Idealizados como métodos mais inócuos, esses procedimentos não tiveram sua eficiência comprovada de forma clara e, contrariamente ao esperado, podem se acompanhar de complicações sérias.
Prostatectomia Radical

Por isso, devem ser considerados experimentais e desta forma apresentados eticamente aos pacientes. Infelizmente, esse cuidado não tem sido seguido e alguns profissionais têm utilizado essas modalidades de tratamento, aproveitando-se da fragilidade e dos assombros que permeiam a mente dos pacientes atingidos pelo câncer da próstata. Confirmando os sentimentos expressos pelo Dr. Willet Withmore, de Nova York, há cerca de 30 anos: "O tratamento atual do câncer da próstata pode não ser a melhor medicina, mas certamente pode se tornar um bom negócio" e, também, "Existem mais pessoas querendo ganhar dinheiro com o câncer da próstata do que morrendo pela doença".
Prostatectomia Auxiliada por Robô
De forma menos tendenciosa, mas talvez precoce, anunciou-se ao mundo o advento de uma nova técnica de prostatectomia, "recheada de predicados e quase isenta de problemas": a prostatectomia auxiliada por robô, executado com o expoente denominado Da Vinci. Atribuiu-se a essa intervenção, realizada através de seis orifícios abdominais, diferentes méritos: ausência de incisão abdominal e, com isto, menor desconforto pós-operatório; melhor visão dos órgãos abdominais e movimentos mais suaves dos instrumentos cirúrgicos, permitindo retirada mais segura do tumor e menor risco de lesão dos nervos e músculos situados em torno da próstata; em decorrência estria quase garantida de preservação da potência sexual e controle mais perfeito da urina.
Apesar do apelo irresistível dos procedimentos de alta tecnologia médica e do marketing avassalador que envolveu o lançamento comercial do robô Da Vinci, a técnica tem suscitado algumas questões ainda mal respondidas. O aprendizado da cirurgia robótica é demorado e beira os limites do aceitável eticamente, já que a proficiência do operador só é atingida após 350 intervenções. Até que se atinja esse patamar, as cirurgias podem demorar até 6 horas e são envolvidas por complicações frequentes, à vezes graves e, mesmo, fatais. Por esse motivo, a empresa que produz o robô está agora sendo seguidamente processada nos EUA e numerosas firmas da advocacia oferecem seus préstimos na internet, incluindo algumas com sites emblemáticos, como "www.badrobotsurgery.com"!
Outra limitação limita o emprego disseminado da prostatectomia robótica: seu elevado custo de aquisição e de manutenção, da ordem, respectivamente, de mais U$ 3 milhões e de mais de U$ 300 mil dólares anuais, valores utópicos para um país carente de recursos e de prioridade para a saúde como é o Brasil.
A introdução recente dessa técnica não permitiu, até hoje, definir se os índices de cura do câncer são equivalentes aos resultados consistentes obtidos com a intervenção convencional. Definitivamente, e ao contrario da cirurgia aberta, a técnica robótica acompanha-se de remoção incompleta do tumor em pacientes obesos, com próstatas grandes ou já submetidos a cirurgias locais prévias. Nos demais casos é provável que as duas técnicas de prostatectomia sejam igualmente eficientes na erradicação da doença.
Um dos aspectos atraentes atribuído à cirurgia robótica relaciona-se com a ausência de incisões, que em tese reduziria o desconforto com as incisões realizadas nas cirurgias convencionais. Nesse sentido, não custa lembrar que a intervenção com robôs é executada com cinco incisões de 1,5-2,0 cm e outra adicional, maior, para extração da glândula adoentada. Somadas, a extensão dessas incisões somadas aproxima-se daquela empregada nas intervenções abertas. Ademais, os cirurgiões que preferem a técnica convencional utilizam atualmente uma anestesia combinada, geral e peridural, que permite que 9 em cada 10 pacientes não tenham praticamente nenhuma dor no período pós-operatório imediato.
A ideia de maior preservação das funções sexual e urinária com a intervenção robótica também se mostrou falaciosa. As cinco melhores pesquisas comparando as técnicas robótica e aberta demonstraram que essas complicações ocorrem com a mesma frequência com ambos os métodos. Ademais, num encontro realizado recentemente em Pasadena, EUA, conclui-se, consensualmente, que os resultados da prostatectomia relacionam-se essencialmente com a experiência do operador e não com a técnica empregada. Essa ideia vale para as chances de cura, número de acidentes intra e pós-operatórios e riscos de impotência sexual ou de incontinência urinária. Ademais, num dos estudos publicados a respeito do tema por conceituado cirurgião robótico, complexos raciocínios matemáticos indicaram que 89,8% dos pacientes estavam potentes um ano após a prostatectomia robótica. Refazendo os cálculos, observei que apenas 298 (ou 47,6%) de 626 pacientes, que apresentavam potência sexual normal no momento da descoberta do tumor, preservaram este estado após a intervenção, números longe de serem superiores aos observados com as intervenções abertas.
Esses dados explicam observações feitas pelo grupo do Dr. Florian Schroeck, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos. Entrevistando pacientes submetidos à prostatectomia radical, constataram que o número de indivíduos que lamentavam a escolha da técnica robótica foi quatro vezes maior do que aqueles que optaram pela cirurgia aberta, principalmente porque os proponentes da técnica robótica criaram nos pacientes expectativas irreais a respeito das vantagens desse método.
Aos pacientes que se entregam com tanto ardor às inovações em medicina, gostaria de lembrar a história mitológica de Dedalus e seu filho Ícarus. Aprisionados num labirinto pelo rei Minos, conseguiram escapar pela habilidade do pai, que construiu dois pares de asas, juntando penas e cera. Inebriado com o poder de voar, Ícarus deslumbrou-se com a beleza do sol e voou em sua direção. A cera de suas asas rapidamente derreteu e Ícaro projetou-se contra o mar, dele restando somente penas na superfície da água.
Tentando resumir meus sentimentos em relação à cirurgia auxiliada por robôs, penso que elas se imporão no futuro em casos nos mais simples de câncer da próstata, pela atração que as técnicas "high tech" exercem sobre a mente humana, pelo aperfeiçoamento do equipamento, que ainda falha por não oferecer a sensação táctil que facilita a realização de uma intervenção cirúrgica e pelo barateamento do equipamento.
No momento as evidências científicas mais rigorosas demonstram que as técnicas convencional e robótica assemelham-se em termos de eficiência na remoção dos tumores da próstata e acompanham-se de riscos de complicações e sequelas equivalentes e reduzidos quando realizadas por cirurgiões experimentados com cada uma das técnicas. Estatísticas provindas de reputados centros urológicos indicam que esse patamar de proficiência é obtido quando um cirurgião "robótico" executou mais de 350 prostatectomias radicais e um cirurgião "convencional" realizou mais de 700 intervenções similares.
Doença que se Estende para Fora da Próstata
Finalmente, quando tumor se estende para os tecidos que envolvem a próstata ou para outros órgãos, os pacientes são tratados com remoção dos com medicações ou intervenções cirúrgicas que reduzem os níveis da testosterona no sangue, o hormônio masculino que representa um dos principais combustíveis que alimenta o tumor. Quando as taxas sanguíneas de testosterona são anuladas, todas as lesões prostáticas presentes no organismo sofrem uma involução marcante.
Essas medidas nem sempre eliminam totalmente o tumor, mas a doença pode permanecer sob controle por muitos anos com mudanças sucessivas nas alternativas medicamentosas. Para esses pacientes notícias auspiciosas surgiram nos últimos anos. Cinco novos agentes, a abiraterona, a enzalutamida, o radium-223, os anticorpos anti-PSMA ligados ao lutécio-1177 e os chamados inibidores de PD1 e PDL1, foram recentemente testados em pacientes com formas agressivas e resistentes de câncer da próstata e mostraram intensa atividade antitumoral, com regressão da doença em 50 a 70% dos casos, incluindo alguns onde as esperanças se esvaiam. Com baixa toxicidade, já estão disponíveis ou prestes a serem liberadas para uso clínico e terão um papel relevante no tratamento dos pacientes com câncer da próstata.
Prevenção do Câncer de Próstata
Prevalência Geográfica do Câncer de Próstata

De forma interessante, maior frequência de atividade sexual talvez iniba o aparecimento do câncer da próstata. Pesquisa patrocinada pelo National Institute of Health, dos EUA, que envolveu cerca de 29 mil homens, revelou que a incidência desse câncer é 33% menor nos indivíduos que tem mais do que cinco relações sexuais por semana. Mesmo que essa teoria não tenha ainda sido confirmada por outros estudos, alegro-me ao relatar tal pesquisa, enfim uma notícia prazerosa no meio de um texto tão árido.
Conclusões
Como procurei mostrar e graças ao esforço de dedicados pesquisadores e especialistas, mais de 90% dos pacientes com câncer da próstata descobertos em fases precoces são atualmente curados do seu mal. Apesar disso, o tratamento do câncer da próstata ainda envolve controvérsias não bem resolvidas. Em primeiro lugar, fica claro que os especialistas da área têm divergências que não são apenas semânticas quanto a melhor forma de tratar tais casos. Outro fato: o câncer da próstata se posta, como doença, dentro de um espectro que abrange desde casos que não precisam ser tratados até situações em que a terapêutica pouco modificará a evolução desastrosa do mal. Finalmente, /16)todos os métodos de tratamento disponíveis podem comprometer de alguma forma a qualidade de vida do doente. Por esses motivos, um especialista só orientará corretamente o tratamento de qualquer caso se, além de bom senso, levar em conta os sentimentos do paciente. Assim, gostaria de dizer que médicos e pacientes, em decisão conjunta, devem optar pela terapêutica mais eficiente, quando a sobrevida for o anseio mais relevante, e escolher o tratamento menos agressivo, quando a qualidade de vida for a preocupação principal do doente.
Essa situação me remete a Maceió. Ao visitar a praia do Francês com o amigo Paulo Vitório, me deparei com um motel à beira da estrada: "Cequisabe". Logo imaginei a cara do conquistador não tão bem intencionado ao perguntar para a indefesa o que ela gostaria de fazer naquela noite enluarada. Volto ao câncer da próstata. Os especialistas são sempre tendenciosos, muitos por um impulso natural, alguns por impulsos não tão naturais. Imaginem o que acontecerá com o paciente assustado, frente a um cirurgião intransigente ou a um radioterapeuta inflexível se, ao invés de expressar seus sentimentos pessoais, deixar escapar "cê qui sabe".
Re-impresso com autorização do autor - Artigo original publicado em http://www.srougi.com.br
(Fonte: abc saude - Nov /16)

Como fazer parecer que você está em casa enquanto viaja, para evitar ladrões

Como fazer parecer que você está em casa enquanto viaja, para evitar ladrões

Publicado em 22.11.2016
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O número de roubos aumenta perto do fim do ano por razões óbvias: muitas pessoas viajam, e suas casas ficam vazias e vulneráveis.
Enquanto você estiver ausente, se quiser que sua casa fique o mais segura possível, você pode fazer com que pareça que alguém está realmente lá.

Peça a um amigo que faça uma pequena manutenção

Se você pode pedir a um amigo que fique na sua casa, melhor. Se ele não puder dormir na casa, você pode ao menos pedir para que ele cuide de algumas tarefas de manutenção, como varrer folhas, aparar e regar plantas exteriores, tirar o lixo, recolher revistas, jornais e correspondência etc. Desta forma, não ficará tão óbvio que a casa está vazia.
O canal de TB KTVB, de Idaho, nos EUA, entrevistou 86 assaltantes sobre como eles invadiam casas. Muitos disseram que procuravam arbustos cobertos de vegetação e cercas ou muros grandes, para evitar serem vistos. Casas isoladas, com pontos cegos, janelas mais velhas, portas de madeira baratas, entre outras coisas, também eram desejáveis.

Faça parecer que há alguém dentro de casa

Não é preciso comprar um modelo de papelão em tamanho natural para colocar no sofá, mas você pode fazer parecer que há algum tipo de atividade na casa.
No mínimo, deixe as luzes acesas, ou um rádio ou TV ligados. Para não gastar tanta energia, você pode comprar um temporizador e programá-lo para ligar e desligar em momentos específicos ao longo do dia. Também existem aplicativos que permitem que você controle seu computador remotamente, como o TeamViewer.
Você ainda pode usar um gravador com sons de latidos e rosnados. Segundo a pesquisa da KTVB, a maioria dos assaltantes disseram que preferem ficar longe se escutam o latido de um cão grande.
Por fim, você pode considerar deixar um carro na garagem. A KTVB relatou que quase todos os assaltantes disseram que pensariam duas vezes em assaltar uma casa se houvesse um carro na garagem. Mas há o risco de atrair ladrões de carro.

Seja cuidadoso na hora de divulgar seus planos

Talvez seja melhor não anunciar seus planos de viagem ou fazer check-in em lugares distantes. Se for o caso, restrinja o acesso a sua mídia social para certos amigos. Isso pode parecer um exagero, mas, de acordo com as autoridades, os criminosos podem facilmente verificar os seus meios de comunicação social.
Além disso, em muitos casos, o ladrão pode ser uma pessoa com quem você já interagiu ou que tenha acesso fácil a suas informações online.
Vale lembrar que fazer parecer que você está em casa é apenas uma maneira de deter potenciais ladrões. Obviamente, há outras coisas que você pode fazer para proteger sua casa enquanto viaja, como instalar um sistema de segurança, pedir a um vizinho que fique de olho etc. [LifeHacker]

terça-feira, 22 de novembro de 2016

O que fazer quando seu voo atrasa ou é cancelado?


O que fazer quando seu voo atrasa ou é cancelado?


Publicado por Lorena Lucena Tôrres

Inicialmente, procurar informações junto ao balcão da empresa aérea, saber se o caso irá se tratar de atraso ou de cancelamento de voo, haja vista que após 1 hora de atraso já existe entendimento que ocorre dano moral.
Neste sentido, o art. 7º da Resolução nº 141/10, a qual dispõe acerca das Condições Gerais de Transporte aplicáveis aos atrasos e cancelamentos de voos e às hipóteses de preterição de passageiros e dá outras providências – ANAC, diz que:
Art. 7º - o transportador deverá informar o passageiro, imediatamente, sobre o cancelamento do voo ou interrupção do serviço e seu motivo pelos meios de comunicação disponíveis.
§ 1º O cancelamento programado de voo e seu motivo deverão ser informados ao passageiro com, no mínimo, 72 (setenta e duas) horas de antecedência do horário previsto de partida.
§ 2º Quando solicitada pelo passageiro, a informação deverá ser prestada por escrito pelo transportador.
Assim, a Agencia Nacional de Aviacao Civil (ANAC), também recebe reclamações contra empresas aéreas, que podem resultar em sanções administrativas, caso seja constatado o descumprimento de normas da aviação civil. Desta forma, é indispensável que haja informações claras e precisas ao passageiro acerca da possível falha na prestação de serviço.
Ademais, procurar verificar se há vaga em outro voo que possa realocar o passageiro, para esgotar as tentativas “amigáveis” de continuar o seu destino.
Outrossim, é necessário saber que a companhia aérea é obrigada além de prestar esclarecimentos aos consumidores acerca de possíveis atrasos, a oferecer todo suporte necessário, como água, alimentação, local de espera adequado, internet e hospedagem, aos passageiros, senão vejamos:
Resolução nº 141, de 09 de março de 2010, da Agencia Nacional de Aviacao CivilANAC, que dispõe acerca das Condições Gerais de Transporte aplicáveis aos atrasos e cancelamentos de voos e às hipóteses de preterição de passageiros e dá outras providências, temos:
Art. 14. Nos casos de atraso, cancelamento ou interrupção de voo, bem como de preterição de passageiro, o transportador deverá assegurar ao passageiro que comparecer para embarque o direito a receber assistência material.
§ 1º A assistência material consiste em satisfazer as necessidades imediatas do passageiro, gratuitamente e de modo compatível com a estimativa do tempo de espera, contados a partir do horário de partida originalmente previsto, nos seguintes termos:
I - superior a 1 (uma) hora: facilidades de comunicação, tais como ligação telefônica, acesso a internet ou outros;
II - superior a 2 (duas) horas: alimentação adequada;
III - superior a 4 (quatro) horas: acomodação em local adequado, traslado e, quando necessário, serviço de hospedagem.
Além disso, importante frisar que a responsabilidade da empresa aérea por qualquer atraso ou cancelamento de voo é objetiva, assim como a responsabilidade de uma empresa fornecedora de serviços (agência de viagens), é solidária.
É que, a responsabilidade civil da companhia aérea é objetiva pelos danos causados, na condição de fornecedora, aos consumidores, nos termos do Art. 14, caput, do Código de Defesa do Consumidor.
Por outro lado, a agência de viagem, por integrar a cadeia de fornecimento, é solidária com o fornecedor de serviço – empresa aérea, devendo, ambas, serem responsabilizadas pelos possíveis danos materiais e morais causados pelo cancelamento do voo ou atraso.
Neste azo, o Conselho Nacional de Justiça – CNJ, lembra que problemas relacionados aos direitos dos consumidores de companhias aéreas podem ser resolvidos nos Juizados Especiais que alguns tribunais mantêm nos aeroportos.
De acordo com o CNJ, o atendimento no Juizado Especial é gratuito e tem por objetivo solucionar questões que envolvam valores até 20 (vinte) salários mínimos, sem a necessidade de advogado. Entre os problemas a serem resolvidos por esses tribunais estão os de atrasos de voos, overbooking e extravio de bagagem.
Até o presente momento o Aeroporto Internacional de Fortaleza – Pinto Martins, não dispõe deste serviço. Confira abaixo a localização e os contatos dos juizados dos aeroportos:
Bahia:
Aeroporto Internacional de Salvador
Local: Saguão de Desembarque – Térreo
Horário: 7h às 19h.
Telefone: (71) 3365-4468
Distrito Federal
Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília.
Local: próximo aos estandes de venda de passagens aéreas, no 1º andar.
Horário: todos os dias, das 6h a meia noite.
Telefone: (61) 3365-1720
Mato Grosso
Aeroporto Marechal Rondon, em Cuiabá.
Local: térreo, ao lado da casa de câmbio.
Horário: segunda a sexta, das 8h às 19h.
Telefone: (65) 9239-3317
Minas Gerais
Aeroporto de Confins
Local: setor comercial, sala 11, Ala Internacional do aeroporto.
Horário: todos os dias, das 7h às 18h.
Telefone: (31) 3689-2802
Pernambuco
Aeroporto Internacional do Recife / Guararapes – Gilberto Freyre
Local: 1º andar. Ala Sul (próximo ao check-in sul)
Horário: domingo a domingo, das 7h às 19h.
Telefone: (81) 3181-9139
Rio de Janeiro
Aeroporto Internacional Tom Jobim / Galeão
Local: 3º andar. Em frente ao check-in da TAM internacional.
Horário: todos os dias, 24 horas.
Telefone: (21) 3353-2992
REFERÊNCIAS:
Agencia Nacional de Aviacao CivilANAC. Dicas ANAC. Disponível em:. Acesso em: 14 set.2016. ______. Resolução nº 141/10. Dispõe sobre as Condições Gerais de Transporte aplicáveis aos atrasos e cancelamentos de voos e às hipóteses de preterição de passageiros e d´outras providências. DOU de 15.03.2010. Disponível em:. Acesso em: 14 set.2016.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasil, DF, Senado, 1988> Acesso em 10 jul.2016.
Conselho Nacional de Justiça – CNJ. Notícias. Disponível em:. Acesso em: 14 set.2016.
______. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. DOU de 12.9.1990. Disponível em:. Acesso em: 10 set.2016.
O que fazer quando seu voo atrasa ou cancelado
Advogada especialista em Direito Ambiental, atuante nas áreas do Direito Civil, Consumidor, Ambiental e Trabalhista. Administradora de empresas, MBA em Perícia e Auditoria Ambiental. Membro da Comissão de Direito Ambiental e Direito Marítimo, Portuário, Aeroportuário e Aduaneiro da OAB/CE. Artigo científico apresentado na Faculdade de Direito de Lisboa - Portugal. Livro publicado pela editora Lumem Juris. Trabalho como correspondente - audiências e diligências.
(Fonte: Jus Brasil - Nov 16)

ORIGEM DOS SINAIS

ORIGEM DOS SINAIS
    Adição ( + ) e subtração ( - )

    O emprego regular do sinal + ( mais ) aparece na Aritmética Comercial de João Widman d'Eger publicada em Leipzig em 1489.
Entretanto, representavam não à adição ou à subtração ou aos números positivos ou negativos, mas aos excessos e aos déficit em problemas de negócio. Os símbolos positivos e negativos vieram somente ter uso geral na Inglaterra depois que foram usados por Robert Recorde em 1557.Os símbolos positivos e negativos foram usados antes de aparecerem na escrita. Por exemplo: foram pintados em tambores para indicar se os tambores estavam cheios ou não.
    Os antigos matemáticos gregos, como se observa na obra de Diofanto, limitavam-se a indicar a adição juntapondo as parcelas - sistema que ainda hoje adotamos quando queremos indicar a soma de um número inteiro com uma fração. Como sinal de operação mais usavam os algebristas italianos a letra P, inicial da palavra latina plus.

    Multiplicação ( . ) e divisão ( : )
    O sinal de X, como que indicamos a multiplicação, é relativamente moderno. O matemático inglês Guilherme Oughtred empregou-o pela primeira vez, no livro Clavis Matematicae publicado em 1631. Ainda nesse mesmo ano, Harriot, para indicar também o produto a efetuar, colocava um ponto entre os fatores. Em 1637, Descartes já se limitava a escrever os fatores justapostos, indicando, desse modo abreviado, um produto qualquer. Na obra de Leibniz escontra-se o sinal para indicar multiplicação: esse mesmo símbolo colocado de modo inverso indicava a divisão.

    O ponto foi introduzido como um símbolo para a multiplicação por G. W. Leibniz. Julho em 29, 1698, escreveu em uma carta a John Bernoulli: "eu não gosto de X como um símbolo para a multiplicação, porque é confundida facilmente com x; freqüentemente eu relaciono o produto entre duas quantidades por um ponto . Daí, ao designar a relação uso não um ponto mas dois pontos, que eu uso também para a divisão."
As formas a/b e , indicando a divisão de a por b, são atribuídas aos árabes: Oughtred, e, 1631, colocava um ponto entre o dividendo o divisor. A razão entre duas quantidades é indicada pelo sinal :, que apareceu em 1657 numa obra de Oughtred. O sinal ÷, segundo Rouse Ball, resultou de uma combinação de dois sinais existentes - e :

    Sinais de relação ( =, < e > )
    Robert Recorde, matemático inglês, terá sempre o seu nome apontado na história da Matemática por ter sido o primeiro a empregar o sinal = ( igual ) para indicar igualdade. No seu primeiro livro, publicado em 1540, Record colocava o símbolo entre duas expressões iguais; o sinal = ; constituído por dois pequenos traços paralelos, só apareceu em 1557. Comentam alguns autores que nos manuscritos da Idade Média o sinal = aparece como uma abreviatura da palavra est.

    Guilherme Xulander, matemático alemão, indicava a igualdade , em fins do século XVI, por dois pequenos traços paralelos verticais; até então a palavra aequalis aparecia, por extenso, ligando os dois membros da igualdade.
    Os sinais > ( maior que ) e < ( menor que ) são devidos a Thomaz Harriot, que muito contribuiu com seus trabalhos para o desenvolvimento da análise algébrica.
(Fonte: voc e sabia.net)