segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Dietas vegetarianas e “saudáveis” são mais prejudiciais para o ambiente, diz estudo

Dietas vegetarianas e “saudáveis” são mais prejudiciais para o ambiente, diz estudo

Publicado em 15.12.2015
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Você já deve ter ouvido que eliminar a carne (especialmente vermelha) da dieta é um passo importante para salvar o meio-ambiente, visto que a criação de gado contribui para o efeito estufa. Além disso, dietas vegetarianas são supostamente mais saudáveis para nós.
“Comer alface é mais de três vezes pior em emissões de gases do efeito estufa do que comer bacon”, disse Paul Fischbeck, professor de ciências sociais, engenharia e políticas públicas. “Muitos vegetais comuns exigem mais recursos por caloria do que você imagina. Berinjela, aipo e pepino são particularmente ruins quando comparados à carne de porco ou frango”.

Em porcentagens

Fischbeck, ao lado de Michelle Tom, doutoranda em engenharia civil e ambiental, e Chris Hendrickson, professor de engenharia civil e ambiental, estudou a cadeia de abastecimento alimentar para determinar como a epidemia americana da obesidade afeta o meio-ambiente.
Especificamente, eles examinaram o cultivo, o processamento, o transporte, as vendas, os serviços, o armazenamento e o uso doméstico de alimentos, e qual o seu custo em recursos sob a forma de uso de energia, uso da água e emissões de GEE.
Por um lado, os resultados mostraram que manter o peso sob controle e comer menos calorias tem um efeito positivo sobre o meio-ambiente e reduz o consumo de energia, uso da água e as emissões de GEE na cadeia de abastecimento alimentar em cerca de 9%.
No entanto, comer os alimentos recomendados como “mais saudáveis” – uma mistura de frutas, legumes, laticínios e frutos do mar – aumentou o impacto ambiental em todas as três categorias: a utilização de energia subiu em 38%, o uso de água em 10% e as emissões de GEE em 6%.

Conclusão

“Há uma relação complexa entre dieta e meio-ambiente”, disse Michelle Tom. “O que é bom para nós no quesito saúde não é sempre o que é melhor para o meio-ambiente. É importante que os funcionários públicos saibam disso e entendam essas compensações conforme desenvolvem orientações dietéticas no futuro”. [ScienceDaily]

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