sábado, 9 de fevereiro de 2019

16 Curiosidades que você não aprende nas aulas de Geografia

16 Curiosidades que você não aprende nas aulas de Geografia 

Você sabia que é possível estar em quatro lugares do mundo ao mesmo? Ou que existe um ponto no planeta Terra onde ninguém poderia te achar? Ou ainda que há um estádio (aqui no Brasil) cuja linha do meio-campo coincide com a linha do equador? Não sabia? Então continue lendo este post.
O Incrível.club reuniu várias curiosidades sobre Geografia, capazes de surpreender até os leitores mais instruídos.

1. O Everest não é o ponto mais alto do Planeta

O vulcão Chimborazo é vários quilômetros mais alto que o Monte Everest. Sim, falamos em quilômetros, pois estamos nos referindo à altura da montanha a partir do centro da Terra (6.384,4 km do Chimborazo (no Equador) contra 6.381 km do Everest, a partir do centro do Planeta), e não a altura sobre o nível do mar (no caso, o Everest já teria 8.848 metros). Assim, quando comparamos a altura do Everest com o resto das montanhas seguindo esse método, ele nem sequer entraria na lista dos 20 pontos mais altos do Planeta.

2. Duas equipes de futebol podem jogar uma contra a outra estando, cada uma, em um hemisfério da Terra

Estádio Milton de Souza Corrêa“, em Macapá, também é conhecido como “Zerão”. Seu apelido decorre do fato de que a linha do Equador, o paralelo zero, passa quase no meio do campo. Por isso, podemos dizer que os times não estariam defendendo apenas seus lados do campo, mas também determinado hemisfério terrestre.

3. Ponto Nemo: o mais inacessível do mundo

O Oceano Pacífico conta com um ponto que é o mais afastado da superfície terrestre. A terra firme mais próxima fica a uma distância de 2.688 km. Tal lugar é chamado também de pólo de inacessibilidade do Pacífico. As porções de terra mais perto dali são o atol desabitado de Ducie, a ilha Motu Nui e a ilha Maher.
O local recebeu seu nome do herói do personagem de “Vinte mil léguas submarinas”, de Julio Verne.
Um dado interessante: a órbita da Estação Espacial Internacional pode passar sobre o Ponto Nemo. Por isso, às vezes o local habitado mais próximo ao ponto fica a aproximadamente 400 km, só que não na Terra, e sim no espaço.

4. É possível estar em quatro Estados ao mesmo tempo

As “Quatro esquinas” é um local nos EUA onde as fronteiras do Arizona, Utah, Colorado e Novo México se encontram. Por isso, é possível estar em quatro Estados ao mesmo tempo.
Aqui no Brasil, ocorre algo mais ou menos parecido com o Pico dos Três Estados, na Serra da Mantiqueira. Ali, a 2.665 metros de altitude, um marco divide os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

5. As geleiras contêm a maior parte de toda a água potável da Terra

Cerca de 10% da superfície do nosso Planeta é coberta de gelo. As geleiras cobrem aproximadamente 15 milhões de quilômetros quadrados da Terra. E esses 10% contêm 75% de toda a água potável do Planeta. Mas quando consideramos apenas a água potável não congelada, 20% dela fica no lago Baikal, na Rússia.

6. A “Cerca do Dingo”, na Austrália, é maior que a fronteira entre Rússia e China

No século XIX, a criação de ovelhas era um setor importante da economia australiana. Na década de 1880, os agricultores decidiram construir uma longa cerca que protegesse os pastores de ovelhas da invasão dos dingos, os cães selvagens australianos. A cerca tem comprimento de 5.614 km. Só para comparar, a fronteira entre Rússia e China tem 4.209,3 km.

7. O maior deserto da Terra fica na Antártida

Nem sempre um deserto é tomado por calor extremo e areia. Na verdade, desertos são lugares secos com pouca precipitação: menos de 250 mm por ano. E leva-se em conta qualquer tipo de precipitação: chuva, neve, névoa. Assim, um lugar frio, onde cai pouca neve, também é um deserto.
Por isso, podemos dizer que o deserto antártico é o maior do mundo: sua superfície é de 13,8 milhões de quilômetros quadrados, e as precipitações que caem ali ficam abaixo dos 51 mm por ano..
Obviamente, o Saara é o maior deserto quente do mundo, mas entre todos os desertos do Planeta de maneira geral, ele é o segundo, depois da Antártida.

8. A Ilha dos Faisões muda de dono a cada seis meses

A ilha fica no meio do rio Bidasoa, e pertence à Espanha durante seis meses. Depois, torna-se propriedade francesa. Essa alternância de administrações vem acontecendo há mais de três séculos.
Ninguém vive no local, que é fechado para visitantes.

9. O Mar Morto fica abaixo do nível do mar

As águas salgadas do Mar Morto descem 1 metro por ano. Hoje, ele está a 430 metros abaixo do nível do mar.

10. No Canadá, há uma ilha com um lago, que tem uma ilha que também conta com um lago, e nesse lago também tem uma ilha

Ilha Victoria no mapa do Canadá.
Estamos falando da Ilha Victoria, que faz parte do Arquipélago Ártico Canadiano. Lá, há uma ilha que fica numa ilha que está em outra ilha. Seu tamanho é de cerca de 4 hectares. O mais provável é que nunca tenha sido visitada por seres humanos.

11. As cavernas Ervandun e Son Doong são tão grandes que cada uma possui seu próprio microclima

A profundidade da caverna Ervandun, na China, é de 441 metros. Ela é tão grande que tem seu próprio microclima e vegetação. Os moradores locais tentam adivinhar o clima com base nas observações da caverna. Quando dela sai névoa, as pessoas esperam por chuva.
Já a caverna Son Doong fica no Vietnam. Em alguns pontos, a profundidade chega a 200 metros. Na caverna, há um rio subterrâneo, campos gramados e até mesmo árvores.

12. Os montes Apalaches estão ficando mais baixos, enquanto o Himalaia cresce

Os Apalaches são uma cordilheira situada ao leste dos EUA. Sua altitude é de cerca de 2.000 metros. Não é muito quando comparado às Montanhas Rochosas (também nos Estados Unidos, com uma média de 4.000 metros) e ao Himalaia (8.000 metros).
Mas nem sempre foi assim: houve uma época em que os Apalaches eram até mais altos que o Himalaia. Só que o último é mais jovem que os Apalaches, e continua ’crescendo’ até hoje, pois o planalto da Índia está se “separando” da Eurásia. Os Apalaches surgiram de maneira similar, mas hoje já não existe nenhuma força “empurrando” essas montanhas.

13. Nas Ilhas Maurício existem dunas de sete cores diferentes

Vermelho, marrom, roxo, verde, azul, magenta e amarelo: é a paleta de cores de areia que pode ser vista perto da localidade de Chamarel. Essas areias estão misturadas em diferentes camadas. Se você pegar um punhado de areia nas mãos, verá os grãos ’mudando’ de cor, criando um efeito único.

14. Uma única fazenda, a “Anna Creek”, na Austrália, é maior que todo o território de Israel

Dedicado à criação de gado, o ’Anna Creek’, é o maior rancho do mundo. Seu território é de 23.677 quilômetros quadrados, enquanto o Estado de Israel cobre uma área de 20.770-22.072 quilômetros quadrados. O rancho foi construído em 1863.

15. Entre as Ilhas Diomedes há 4 quilômetros de distância, uma fronteira estatal e 21 horas de diferença horária

Paisagem das ilhas a partir do norte.
Essas duas ilhas ficam no meio do Estreito de Bering, entre o Alaska e a Sibéria. A ilha ocidental, Ratmanov, pertence à Rússia, enquanto a oriental, a ilha Krusenstern, aos Estados Unidos. Entre elas fica a fronteira marítima entre os dois países, que passa pelo meio do estreio. No mesmo local, passa uma linha de mudança de data. Por exemplo, quando na ilha americana são 6h da manhã de sábado, na russa são 9h do dia seguinte, domingo.

16. O Oceano Pacífico é tão grande que possui antípodas de si mesmo

Antípoda é um ponto na superfície terrestre diametralmente oposto a outro. Certamente você já pensou no que aconteceria se cavasse um poço que atravessasse todo o mundo, justamente no local onde se encontra, e em que ponto da Terra sairia. Ou seja, você questionou: onde fica a antípoda da minha localização?
Bem, o Oceano Pacífico é tão grande que, se você mergulhasse em determinado ponto dele e atravessasse o núcleo da Terra, ainda sairia no Oceano Pacífico. - (Fonte:infoclub)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Fui dispensado! Quais são os meus Direitos Trabalhistas?


Fui dispensado! Quais são os meus Direitos Trabalhistas?

Direitos trabalhista após a rescisão contratual


Publicado por Matheus Caldeira



Hoje em dia, em decorrência da competitividade do mercado de trabalho, inúmeros novos empregados são contratados pelas empresas. Porém, da mesma forma que muitos ingressam em novas relações de emprego, outros são dispensados ou pedem demissão. Desta maneira os recém desempregados se perguntam “Quais são os meus direitos?”.
O presente artigo busca, de forma simplificada, responder algumas questões relacionadas à rescisão trabalhista.
Qual foi o tipo de rescisão do contrato?
Antes de tudo, é preciso analisar um aspecto do extinto contrato de trabalho, posto que a rescisão pode ocorrer de várias maneiras. As formas mais comuns são:
1) Dispensa sem justa causa – Ocorre quando o empregador, sem justo motivo, demite o seu empregado, é a forma mais comum de rescisão.
As verbas rescisórias que o empregado tem direito nessa modalidade de rescisão são as seguintes:
a) Aviso Prévio
b) Saldo de salário
c) Férias vencidas + 1/3
d) Férias proporcionais + 1/3
e) 13º salário proporcional
f) Multa de 40% do FGTS
g) Saque do FGTS
h) Seguro desemprego
2) Rescisão do contrato de trabalho por comum acordoOcorre quando as duas partes entram em consenso sobre o encerramento do contrato de trabalho.
Nesse caso, são devidas as seguintes verbas:
a) Metade do aviso prévio (15 dias), se indenizado;
b) Metade da multa rescisória sobre o saldo do FGTS (20%) prevista no § 1ºdo art. 18 da Lei 8.036/1990;
c) Todas as demais verbas trabalhistas (saldo de salário, férias + 1/3, 13º salário, etc) na integralidade;
d) Saque de até 80% do saldo do FGTS;
e) O empregado não terá direito ao benefício do seguro-desemprego.
3) Pedido de demissão – Ocorre quando o próprio trabalhador deseja rescindir seu contrato. Normalmente, é necessário que o trabalhador dê o aviso prévio com antecedência de 30 (trinta) dias em cumprimento as normas trabalhistas.
Se a demissão tenha ocorrida a pedido do empregado, terá direito as seguintes parcelas:
a) Saldo de salário
b) 13º salário proporcional
c) Férias Vencidas + 1/3
d) Férias proporcionais + 1/3
4) Dispensa por justa causa – Ocorre quando o empregado pratica uma falta grave dentro da empresa, autorizando o empregador lhe dispensar. Constitui o término de vínculo de emprego mais prejudicial ao funcionário.
Tem direito as seguintes verbas:
a) Saldo de salário
b) Férias vencidas + 1/3
As quatro modalidades citadas acima são as mais comuns no tocante à rescisão do contrato de trabalho, e percebe-se que existem diferenças entre todas elas, principalmente na quantidade de verbas que o funcionário tem direito.
Qual o prazo para a empresa pagar as verbas?
Os pagamentos deverão ser feitos em até 10 (dez) dias úteis a partir do término do contrato de trabalho, seja na modalidade de aviso prévio indenizado ou trabalhado.
Como proceder em caso de atraso no pagamento?
É devido o pagamento de uma multa ao empregado no valor de um salário. Exemplo: Se o empregado recebia R$ 900,00, a multa será de R$ 900,00.
E por fim
A rotatividade entre funcionários de uma mesma empresa tem se tornado cada vez mais normal, com isso, é necessário que o empregado no ato da rescisão contratual, fique atento às dicas fornecidas a fim de não sofrer nenhum prejuízo financeiro.
Mais dúvidas sobre seus direitos? Entre em contato conosco!
E-mail: matheusdiascaldeira@hotmail.com
FONTES
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del5452.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituição/Constituição.htm

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Gêmeos

Gêmeos


Os gêmeos podem ser formados a partir da fecundação de um ovócito e sua posterior divisão ou a partir da fecundação de mais de um ovócito.
 Os gêmeos idênticos são formados a partir do mesmo zigoto
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Os irmãos gêmeos são gerados em uma mesma gestação e possuem, portanto, a mesma idade. Uns se apresentam bastante semelhantes, mas outros são completamente diferentes. Aqueles gêmeos muito distintos são chamados de dizigóticos, enquanto os similares são chamados de monozigóticos.
Os gêmeos dizigóticos ou bivitelinos são originados a partir da liberação de dois ovócitos no momento da ovulação. Nesse caso, por serem gerados de ovócitos e espermatozoides diferentes, apresentam pouca semelhança genética, apenas aquela que ocorre entre outros irmãos. Por essa razão, os gêmeos dizigóticos são chamados de fraternos.
A placenta dos gêmeos dizigóticos é separada. Todavia, algumas vezes, não é possível distingui-las facilmente em virtude da proximidade excessiva entre elas. A proximidade pode ser tão grande que a diferenciação só pode ser feita observando-se a região conhecida como zona T, onde é possível visualizar dois âmnios e dois córions. Diferentemente dos gêmeos monozigóticos, os gêmeos dizigóticos nem sempre apresentam o mesmo sexo.
A gestação de gêmeos dizigóticos é muito comum em tratamentos para infertilidade. Em razão da inserção de vários embriões no útero da mulher, pode ocorrer a fixação e desenvolvimento de mais de um bebê.
Existem ainda os gêmeos monozigóticos ou univitelinos, que se caracterizam principalmente pela semelhança entre os indivíduos. Esses gêmeos são formados a partir do mesmo zigoto, ou seja, após o processo de fertilização. Em virtude dessa característica, possuem o mesmo patrimônio genético, sendo considerados, portanto, idênticos.
Esses gêmeos obrigatoriamente são do mesmo sexo, diferentemente dos gêmeos dizigóticos. Vale destacar, no entanto, que algumas características, tais como as impressões digitais e outras características fenotípicas, não são idênticas nos gêmeos monozigóticos, pois são obtidas a partir da interação do genótipo com o meio.
A formação dos gêmeos monozigóticos pode ocorrer no primeiro dia da fertilização ou então até 14 dias após. Em 30% dos casos, essa formação inicia-se com a separação dos blastômeros por volta do terceiro dia, quando o zigoto ainda é chamado de mórula. Nesses casos, durante o desenvolvimento, observa-se a formação de cório e âmnio individuais. Em 70% dos casos, no entanto, a formação começa mais tardiamente e verifica-se a formação de um córion e dois âmnios, quando a divisão inicia-se até o oitavo dia de fecundação, e um âmnio e um córion quando a divisão é iniciada após esse período.
Algumas vezes, problemas na separação dos gêmeos geram o desenvolvimento de indivíduos unidos por alguma parte do corpo, os chamados gêmeos siameses. Eles podem ser gerados por divisão incompleta ou por divisão com posterior fusão de algumas estruturas. De acordo com o nome da parte que se encontra fusionada, os gêmeos recebem uma diferente denominação, como toracópagos (unidos pelo tórax) e cefalópagos (unidos pela cabeça).
Nesta seção você ampliará seus estudos sobre os gêmeos, indivíduos que despertam muita curiosidade e já foram tema para a criação de várias lendas.
Bons estudos!!!

Por Ma. Vanessa dos Santos (Fonte:brasilescola.com.br)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Ciência dos aromas: os segredos por trás do gosto da sua comida


Ciência dos aromas: os segredos por trás do gosto da sua comida

Entenda como o seu paladar funciona. E conheça as novas técnicas da indústria dos sabores artificiais para satisfazê-lo.


Existe coisa mais nostálgica do que uma bala de cinamaldeído? E mais irritante do que ter o nariz invadido pelos terpenos de alguém que decidiu abrir sua sobremesa nas proximidades?
Não vai ser necessário entender de química orgânica para continuar a leitura. Basta saber que ela está por todos os lados. Quem nunca chupou uma bala de canela, ou descascou uma tangerina cujo cheiro era capaz de empestear até o maior dos latifúndios?
Todo mundo sabe que comida tem sabor, e que esse sabor vem dos ingredientes dela – não só de ingredientes de receitas (2 xícaras de farinha, 3 ovos…), mas da própria estrutura química que compõe tudo aquilo que você está ingerindo. Uma mordida numa maçã libera nada menos que 130 compostos orgânicos na sua boca. No mel, são mais de 200. O café é um exemplo ainda mais brutal: são 1.500 estruturas diferentes.
A ciência define “sabor” como uma mistura do que é detectado pelos receptores básicos de gosto e textura na boca, somados às informações que o cérebro recebe do nariz. Sim: sem o olfato, as estrelas Michelin dos mais premiados chefs não sobreviveriam.
Os compostos químicos que dão identidade a praticamente qualquer sabor conhecido são chamados de “voláteis”. Eles libertam-se na boca, por mastigação e interação com a saliva, e viajam até a sua cavidade retronasal. Não fosse pelos receptores que ficam atrás do seu nariz, não existiria sabor – ou melhor, tudo ficaria um tanto igual.
O gosto doce, por exemplo, é percebido primeiro na língua. Mas é só essa informação que ela registra: “doce”. Mel, caramelo, chocolate? Tudo a mesma coisa. Seria impossível até mesmo diferenciar um feijão de uma ervilha. É só pensar em como qualquer comida fica sem graça quando estamos com o nariz entupido.
(imh)
Na virada do século 20, quando o estudo da química por trás dos alimentos começou a ganhar corpo, surgiram os primeiros aromas sintéticos: tentativas de imitar, em laboratório, os voláteis mais marcantes no sabor e no odor dos alimentos. É provável que os primeiros aromas não naturais tenham surgido por acidente, com reações químicas que perfumavam o laboratório de cientistas com cheiros de frutas e flores toda vez que eles produziam compostos chamados  ésteres e aldeídos – cadeias de carbono ligadas a moléculas de oxigênio e hidrogênio. Não demorou para que alguém visse nesses cheirosos acidentes uma oportunidade de negócio e começasse a obter aquelas reações de propósito, a partir de derivados de petróleo.
Nascia a profissão do aromista: o especialista em criar aromas (ou flavours, em inglês, termo que remete mais ao sabor em geral do que apenas ao cheiro). Eles alteram e intensificam o gosto de bases alimentares, de doces como biscoitos, gelatinas e chicletes e iogurte, a salgados como carnes – existe até o aroma sintético de fumaça para promover sabores defumados.
O aumento no consumo de alimentos processados, que precisavam manter o mesmo gosto e frescor após longos períodos de transporte e estoque, ajudou a indústria de aromas a se estabelecer. Mas um dos pontos-chave para a profissão foi a invenção, na década de 1950, das primeiras máquinas comerciais de cromatografia gasosa. Pela primeira vez, era possível simular o que acontece na boca e no nariz: “alimentavam” a máquina com pequenas doses de um produto e viam seus compostos aromáticos separados por meio de um gás neutro. Isso permitiu que cada estrutura fosse isolada das demais.
Um aroma artificial já não precisava imitar a natureza por meio de tentativa e erro: o aromista podia separar seus “ingredientes”, provar combinações e decidir quais misturas reproduziam de forma mais agradável o sabor que ele pretendia dar à comida.
Encontrar o aroma mais equilibrado, adequado e economicamente viável em meio a mais 3 mil ingredientes e fórmulas químicas exige bastante pesquisa, claro – motivo pelo qual as casas de aromas que dominam o mercado colecionam segredos industriais e  fórmulas confidenciais. Apenas quatro empresas – duas suíças, Givaudan e Firmenich, a americana IFF e a alemã Symrise – produzem mais de 60% dos aromas presentes na comida que você compra.

Linha de montagem

Marcel Miasiro Silva, aromista sênior da Firmenich, conversou com a SUPER e forneceu vislumbres sobre a lógica de produção de um aroma. Eles são, tradicionalmente, divididos em dois grupos: os aromas naturais e os sintéticos. Os naturais não precisam vir totalmente prontos da natureza. Vale fermentar, destilar, concentrar óleo. Só não pode transformar o ingrediente com reações químicas em laboratório.
O extrato de baunilha, por exemplo, é obtido a partir da fava seca da flor de uma orquídea. Mas só 2% de uma fava natural pode ser convertida em extrato. Acontece que uma única molécula é a principal responsável pelo aroma característico da baunilha: a vanilina.
E ela é facilmente produzida em laboratório. A partir do cravo-da-índia, isola-se uma substância chamada eugenol. Oxidado, ele se torna vanilina, a baunilha sintética. Sintética. Mas não exatamente “artificial”. Essa classificação vale só para a produção de moléculas impossíveis de encontrar na natureza.
É o caso da etilvanilina, uma criação 100% humana. Ela dá gosto de baunilha por um terço do preço da vanilina – o que explica por que você encontra, a cada esquina, um sorvete de casquinha de baunilha… a preço de banana. “É por isso que a fava de baunilha comprada no supermercado fica na faixa de R$ 45, e a essência de baunilha no vidrinho é muito mais barata”, lembra Marcel. Mas não basta um único ingrediente para fazer o trabalho. Um composto isolado sempre traz uma experiência sensorial mais linear e menos complexa do que um extrato totalmente natural.
O aromista, então, precisa criar camadas com a sua matéria-prima. “Um bom aroma de melancia não pode ser feito só de matérias-primas presentes na polpa. A fruta cresce fechadinha, e seus aromas concentram aspectos de cada um dos seus elementos: polpa, sementes, casca. Um aroma autêntico precisa ter tudo isso.”
(1) Para ser realista, um aroma   de morango deve conter não só polpa, mas notas ácidas das folhas e das sementes. (2) O infantil
Produtos voltados para crianças   têm aromas mais distantes do real, baseados nos voláteis do morango maduro, vermelhinho e tão docinho quanto possível. (3) Uma geleia precisa somar o aroma do morango ao do açúcar caramelizado, para se aproximar do aroma de cozimento da geleia caseira.
(1) Para ser realista, um aroma de morango deve conter não só polpa, mas notas ácidas das folhas e das sementes. (2) O infantil
Produtos voltados para crianças têm aromas mais distantes do real, baseados nos voláteis do morango maduro, vermelhinho e tão docinho quanto possível. (3) Uma geleia precisa somar o aroma do morango ao do açúcar caramelizado, para se aproximar do aroma de cozimento da geleia caseira. (Marcus Penna/Superinteressante)

Modulação de sabor

Manipular “camadas” de aromas exige que o aromista entenda muito bem os thresholds – concentrações mínimas e máximas para o uso de cada aroma. “Você começa com um ingrediente, e uma solução de água com açúcar. Vai pingando e provando, até começar a sentir o efeito do aroma na água. Esse é o threshold mínimo dessa substância”, explica Marcel.
Certas matérias-primas têm thresholds baixíssimos. Uma só gota de concentrado de pimentão saboriza um volume de água equivalente a cinco piscinas olímpicas inteiras. Já aromas com intensidade excessiva podem estragar tudo. O endol, em pequena quantidade, tem um perfume floral de jasmim. Acima da concentração ideal, cheira a estábulo – um misto de fezes e urina.
Se concentrações altas demais produzem efeitos tragicômicos, saber manipular as concentrações mínimas também é útil – especialmente em uma nova área na indústria: a modulação de sabores.
Sabe quando lançam uma versão zero açúcar ou zero gordura de algum iogurte grego? Então. O fabricante busca na indústria de aromas uma forma de recuperar o sabor jogado fora junto com as calorias.
Dá para fazer isso trabalhando com aromas abaixo do threshold mínimo. Em um iogurte sem açúcar, por exemplo, é possível usar o aroma de mel, mas abaixo da concentração necessária para que ele seja perceptível como mel. “Posso combinar uma série de aromas doces para formar um perfil doce, encorpado, mas sem dar o gosto desses ingredientes todos no produto final.”
 (Marcus Penna/Superinteressante)
O caso da gordura é ainda mais surpreendente. Afinal, a ausência dela muda drasticamente a textura do produto. Mesmo assim, aromas de laboratório ajudam a recompor essa experiência tridimensional.
“Imagine todo o universo de alimentos que dão a sensação de ‘encher a boca’. Manga, pêssego, manteiga. Usamos aromas ligados a essas matérias-primas – sempre abaixo da concentração mínima – para promover a mesma sensação tátil”, conclui. Por mais  rebuscada que seja a ilusão, porém, é claro que a experiência de comer um iogurte integral – ou qualquer outro alimento saboroso – segue impossível de reproduzir por completo. Afinal, o seu paladar, que evoluiu por milênios, não vai ceder tão fácil à alquimia dos aromistas. Pelo menos, por enquanto. 
Fonte:superabril.com.br

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Como arroz, macarrão e outros alimentos guardados e consumidos depois de muito tempo podem nos matar

Como arroz, macarrão e outros alimentos guardados e consumidos depois de muito tempo podem nos matar

Por , em 4.02.2019 Guardar a comida que sobra de uma refeição de maneira correta é muito importante. Porém, nós costumamos ter mais cuidado com alguns tipos de alimentos que, teoricamente, estragam mais fácil. Carne, por exemplo. Todo mundo sabe que precisa ser guardada na geladeira, assim como laticínios. Mas e quanto ao arroz? E o macarrão? Nem sempre este tipo de alimento é guardado corretamente, e isso pode ser bastante perigoso para a saúde.
Isso é verdade por causa de uma bactéria chamada Bacillus cereus. Não sendo particularmente rara (seu habitat natural é bastante amplo – solo, comida ou nosso intestino), a B. ceres pode representar um risco enorme para a saúde humana. “Os habitats naturais conhecidos de B. cereus são extensos, incluindo solo, animais, insetos, poeira e plantas”, conta em matéria publicada no portal Science Alert Anukriti Mathur, pesquisadora de biotecnologia da Universidade Nacional Australiana.
Embora mortes sejam raras, elas continuam sendo registradas na literatura médica. Um estudante belga de 20 anos morreu após comer uma porção de espaguete com molho de tomate em 2008. Ele preparava suas refeições para a semana e cozinhara a massa cinco dias antes – a intenção era aquecê-la junto com o molho no dia da refeição. Naquele dia, ele acidentalmente deixou sua comida no balcão da cozinha por um período indeterminado de tempo.Depois de sofrer com diarreia, dor abdominal e vômito profuso, o jovem morreu mais tarde naquela noite.
Mathur explica que estas bactérias se reproduzem utilizando os nutrientes de produtos alimentícios que incluem arroz, laticínios, temperos, alimentos secos e vegetais. Algumas cepas dessa bactéria são úteis para os probióticos, mas outras podem causar intoxicação alimentar, às vezes mortal, se lhes for dada a capacidade de crescer e se proliferar – ou seja, quando armazenamos alimentos em condições erradas.
A B. cereus segrega toxinas perigosas nos alimentos. Algumas dessas toxinas são resistentes ao calor do microondas, por exemplo.Uma das toxinas que causa vômitos em humanos, chamada de toxina emética, pode suportar 121 ° C por 90 minutos – e essa não é a única toxina perigosa liberada pela bactéria. “Nosso sistema imunológico reconhece uma toxina [hemolisina BL] secretada por B. cereus, que leva a uma resposta inflamatória. Nosso estudo mostra que a toxina atinge e perfura buracos na célula, causando morte celular e inflamação”, explica Mathur, falando sobre um estudo publicado em 2018 sobre a bactéria, do qual ela foi co-autora.

Mortal

Embora raros, casos mortais ligados à B. cereus já foram registrados. Em 2005, um caso mortal causado pela B. cereus foi descrito no Journal of Clinical Microbiology: cinco crianças de uma família ficaram doentes por comerem salada de macarrão feita quatro dias antes. De acordo com o estudo de caso, a salada de macarrão foi preparada em uma sexta-feira, levada para um piquenique no sábado. Depois de voltar do piquenique, foi guardada na geladeira até a noite de segunda-feira, quando as crianças foram alimentadas com ela para o jantar.
Seu corpo pode estar interpretando o que você come da pior maneira possível.
Naquela noite, as crianças começaram a vomitar e foram levadas para o hospital. O filho mais novo morreu com insuficiência hepática, enquanto outro também teve insuficiência hepática, mas sobreviveu. Os outros dois apresentaram intoxicação alimentar menos grave e puderam ser tratados com líquidos. “B. cereus é uma causa bem conhecida de doenças transmitidas por alimentos, mas a infecção com este organismo não é comumente relatada por causa de seus sintomas geralmente leves”, explicam os pesquisadores no estudo. “Um caso fatal devido a insuficiência hepática após o consumo de salada de macarrão é descrito e demonstra a possível gravidade (da bactéria”, dizem em sua pesquisa.
Após o caso de 2011, mais dois foram registrados. Ambos com jovens que sofreram insuficiência hepática e morreram de B. cereus – um de 11 anos, que morreu depois de comer macarrão chinês, e um de 17 anos, que morreu depois de comer espaguete quatro dias depois da massa ser feita.
Estes são, é claro, casos extremos. A maioria das pessoas que fica doente por causa da B. cereus não acabam tendo insuficiência hepática. Normalmente, têm um caso bastante leve de intoxicação alimentar.

“É importante notar que B. cereus pode causar condições graves e mortais, como sepse, em pessoas imunocomprometidas, bebês, idosos e mulheres grávidas. A maioria dos indivíduos afetados melhora com o tempo, sem qualquer tratamento. Esses indivíduos não vão ao médico para receber um diagnóstico”, diz Mathur ao Science Alert.

O que fazer?

A pesquisas dizem que algumas medidas médicas podem ser tomadas para evitar o risco. Duas delas, em particular, podem ajudar o corpo a neutralizar o efeito da hemolisina BL, interrompendo o risco de morte causado pela B. cereus. Os métodos envolvem o bloqueio da atividade da toxina ou a redução da inflamação causada por ela.
Embora sua abordagem ainda esteja nos estágios iniciais da pesquisa, a equipe espera que essas técnicas possam ser usadas em outras bactérias produtoras de toxinas, como a E. coli.A medida mais importante, porém, é a mais simples: manter a comida na geladeira e ter uma boa higiene na cozinha. “É importante que as pessoas lavem as mãos adequadamente e preparem os alimentos de acordo com as diretrizes de segurança. Além disso, o aquecimento da sobra de comida destrói a maioria das bactérias e suas toxinas”, sugere Mathur.
“É importante lembrar que quando você cozinha, você precisa colocar a comida na geladeira, seja comida quente ou comida fria. Certifique-se de que esteja refrigerada, não a mantenha por muito tempo. E há certos alimentos que são uma armadilha: massas, arroz, sopas, molhos. Certifique-se de que, ao cozinhá-los, eles sejam refrigerados e não mantidos por muito tempo”, sentencia o médico Andrew Ordon, em matéria publicada no portal Inside Edition. [Science Alert, Inside Edition]
Fonte:HScyence -  Fev/18

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Bafômetro

Bafômetro



Os bafômetros são instrumentos utilizados em várias profissões para determinar a quantidade de álcool no sangue, analisando uma amostra de respiração obtida de um indivíduo. A aplicação mais comum de um bafômetro é na profissão de policiais, com os policiais, muitas vezes empregando o dispositivo para lidar com a incidência de dirigir bêbado.
Embora o termo bafômetro na verdade se refira a uma marca e modelo específicos de equipamentos de análise de teor de álcool no sangue, a palavra passou a ser considerada um nome comum para quaisquer dispositivos que executam esse tipo de função. Smith e Wesson produziram o primeiro bafômetro, mas hoje existem dezenas de modelos diferentes no mercado. Em todos os casos, qualquer forma do bafômetro deve atender a um rigoroso conjunto de padrões, uma vez que os resultados da análise devem ser exatos para ser aceitável em um tribunal.
O bafômetro funciona com base no princípio de estimar o teor de álcool no sangue de um indivíduo com base em uma amostra de respiração obtida do suspeito. Quando um policial puxa um motorista com a suspeita de que o indivíduo pode estar intoxicado, não é incomum para o policial pedir ao motorista que faça o que é conhecido como teste de sobriedade. Essencialmente, isso envolve o uso de um bafômetro manual.
Bafômetro
Um bafômetro é um dispositivo eletrônico para medir o teor alcoólico da respiração (BrAC) de uma pessoa. O BrAC pode ser usado para medir com precisão o teor de álcool no sangue de um indivíduo.
Existe uma correlação direta entre o conteúdo de álcool na respiração de uma pessoa e sua concentração de álcool no sangue. Durante a respiração, o álcool no sangue vaporiza e é levado para fora dos pulmões na respiração exalada. Existem vários tipos de testadores de álcool no ar disponíveis hoje. Estes variam de testadores de triagem descartáveis ​​para o equipamento que fornece resultados legalmente admissíveis.
Os bafômetros portáteis de mão fornecem resultados muito precisos e são usados ​​para fins de triagem. Ao medir o teor de álcool na respiração, é obtida uma indicação confiável do nível de álcool no sangue. Os testadores de álcool portáteis são menos precisos do que os dispositivos de evidências, no entanto, comparando a taxa de desempenho de custo, esses dispositivos são acessíveis e suficientes para uso pessoal.
O que é
O bafômetro é um aparelho que permite determinar a concentração de bebida alcoólica em uma pessoa, analisando o ar exalado dos pulmões.
A concentração de álcool no hálito das pessoas está relacionada com a quantidade de álcool presente no seu sangue dado o processo de troca que ocorre nos pulmões, isso se deve ao fato do etanol ser totalmente solúvel em água.
O motorista deve assoprar com força no canudinho, que conduzirá o ar de seus pulmões para um analisador contendo uma solução ácida de dicromato de potássio.
O álcool presente no “bafo”, é convertido em ácido acético conforme mostra a reação abaixo:
3 CH3CH2OH + 2 K2Cr2O7 + 8 H2SO4 –> 3 CH3COOH + 2 Cr2(SO4)3 + 2 K2SO4 + 11 H2O
Nesta reação o etanol é convertido a ácido acético e o cromo, na forma de íon cromato (amarelo alaranjado) é transformado em Cr+3 (coloração verde).
Quanto maior a concentração de álcool mais intensa é a coloração esverdeada obtida.
O limite máximo permitido no Brasil é 0,6 g de álcool por litro de sangue.
% de álcool no sangue Efeito no ser humano
0,05 sensação de euforia
0,1 perda da coordenação motora
0,2 desequilíbrio emocional
0,3 inconsciência
0,4 a 0,5 estado de coma
0,6 a 0,7 morte

Como funcionam

Há três tipos principais de dispositivos de teste do ar exalado, que se baseiam em princípios diferentes:
Bafômetro – Usa uma reação química envolvendo o álcool que produz uma mudança de cor;
Intoxímetro – Detecta o álcool através de espectroscopia infravermelha (IV);
Alco sensor III ou IV – Detecta uma reação química do álcool em uma célula de combustível.
Independente do tipo, cada dispositivo tem um bocal, um tubo por onde o suspeito assopra e uma câmara de amostra para onde vai o ar. O resto do dispositivo varia em cada tipo.
Bafômetro
O bafômetro contém:
Um sistema para colher uma amostra do hálito do suspeito
Dois frascos de vidro contendo a mistura para a reação química
Um sistema de fotocélulas ligado a um medidor que avalia a mudança de cor associada com a reação química
Para medir o álcool, o suspeito respira dentro do dispositivo. A amostra de ar borbulha em um dos frascos através de uma mistura de ácido sulfúrico, dicromato de potássio, nitrato de prata e água.
O princípio da avaliação se baseia na seguinte reação química:
Bafômetro
Nessa reação:
1. O ácido sulfúrico remove o álcool do ar em uma solução líquida
2. O álcool reage com o dicromato de potássio para produzir:
Sulfato de cromo
Sulfato de potássio
Ácido acético
Água
O nitrato de prata é um catalisador, uma substância que faz a reação ocorrer mais rápido, sem participar dela. O ácido sulfúrico, além de remover o álcool do ar, proporciona também a condição de acidez necessária para essa reação.
Durante essa reação o íon dicromato, de cor vermelho-alaranjada, muda de cor para o verde do íon cromo quando este reage com o álcool; o grau de mudança de cor está diretamente relacionado com o nível de álcool no ar exalado. Para determinar a quantidade de álcool naquela amostra de ar, a mistura que sofreu reação é comparada a de um frasco contendo uma mistura que não sofreu reação no sistema de fotocélulas, produzindo uma corrente elétrica que faz a agulha do medidor se mover do seu ponto de repouso.
O operador, então, gira um botão para trazer a agulha de volta ao ponto de repouso e lê o nível de álcool a partir do botão: quanto mais o operador precisar girar o botão para retorná-la ao repouso, maior é o nível de álcool.

A química do álcool

O álcool encontrado nas bebidas alcoólicas é o álcool etílico (etanol).
A estrutura molecular do etanol tem essa aparência:

Bafômetro

onde C é carbono, H é hidrogênio, O é oxigênio e cada hífen é uma ligação química entre os átomos. Esclarecendo, as ligações dos três átomos de hidrogênio com o átomo de carbono da esquerda não estão representadas.
O grupo OH (O – H) na molécula é que faz com que ela seja um álcool.
Há quatro tipos de ligações nessa molécula:
carbono-carbono (C – C)
carbono-hidrogênio (C – H)
carbono-oxigênio (C – O)
oxigênio-hidrogênio (O – H)
As ligações químicas entre os átomos são pares compartilhados de elétrons.
As ligações químicas são parecidas com molas: elas podem dobrar e esticar. Essas propriedades são importantes na detecção do etanol em uma amostra usando espectroscopia infravermelha (IV).
Fonte: www.breathalyzeralcoholtester.com/www.wisegeek.com/www.cq.ufam.edu.br/ciencia.hsw.com.br/ www.brasil.gov.br (fonte:portalsaofrancisco.com.br)

domingo, 3 de fevereiro de 2019

As 8 palavras mais poderosas da língua portuguesa

As 8 palavras mais poderosas da língua portuguesa

Flávia Neves
Flávia Neves
Professora de Português
É incontestável o poder que certas palavras e expressões têm na nossa vida, como: por favor, obrigado, eu te amo, você é importante,...
As palavras abaixo apresentadas possuem outro tipo de poder, possuem o poder de nos conferir poder, ou seja, de nos transformar em seres humanos emocionalmente poderosos.

Empoderamento

Indica o ato de se tornar poderoso, havendo uma promoção do poder e da capacidade de afirmação:
  • empoderamento pessoal;
  • empoderamento social;
  • empoderamento econômico;
  • empoderamento feminino;
  • empoderamento negro.

Autonomia

É essencial para que uma pessoa possa assumir o controle da sua própria vida, indicando:
  • independência; 
  • autossuficiência;
  • emancipação; 
  • liberdade; 
  • soberania.

Autoestima

Promove a valorização pessoal, a confiança na sua forma de ser, nas suas qualidades e capacidades. Como consequência, há:
  • amor-próprio;
  • confiança;
  • aceitação;
  • orgulho;
  • brio.

Persistência

É a capacidade de correr atrás dos seus sonhos e objetivos, sem se deixar abater ou que haja esmorecimento da vontade perante obstáculos ou situações contrárias. Revela:
  • perseverança;
  • determinação;
  • empenho;
  • garra;
  • afinco.

Resiliência

Essa capacidade de manter uma atitude otimista face a situações adversas demonstra estoicismo, força e invulnerabilidade, sendo essencial:
  • na resolução de problemas;
  • na superação de obstáculos;
  • na recuperação de contratempos.

Assertividade

Não estando relacionada com estar certo ou ter a certeza, a assertividade indica um posicionamento objetivo e seguro, com consequente forma de comunicação clara, direta e produtiva. Privilegia-se que haja:
  • assertividade no trabalho;
  • assertividade na comunicação;
  • assertividade no atendimento;
  • assertividade nos relacionamentos.

Proatividade

Refere-se à capacidade de uma pessoa ser proativa, ou seja, que demonstra iniciativa e que age de forma antecipada. É uma característica muito apreciada em contexto laboral, revelando:
  • iniciativa;
  • prontidão;
  • empreendimento;
  • dinamismo;
  • diligência.

Flexibilidade

Indica uma capacidade de adaptação às pessoas e às circunstâncias, bem como às mudanças, promovendo um comportamento flexível, maleável e versátil. Indica que há:
  • maleabilidade;
  • versatilidade;
  • elasticidade;
  • agilidade.
As palavras mais poderosas da língua portuguesa

Flávia Neves
Flávia Neves
Professora de português, revisora e lexicógrafa nascida no Rio de Janeiro e licenciada pela Escola Superior de Educação do Porto, em Portugal (2005). Atua nas áreas da Didática e da Pedagogia.
Fonte:duvidas.dicio.com.br