terça-feira, 10 de novembro de 2015

Conheça curiosidades sobre pontos históricos e culturais de Goiânia

Conheça curiosidades sobre pontos históricos e culturais de Goiânia:

Veja fotos antigas e atuais da capital, que faz 80 anos .
Para historiador, faltam políticas de preservação do patrimônio.

 
Vista do Plano de Urbanização de Goiânia, Goiás, em 1937. Projeto do arquiteto e urbanista Attilio Corrêa Lima. (Foto: Eduardo Bilemjian/ Divisão de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Goiânia)Vista de Goiânia em 1937 (Foto: Eduardo Bilemjian/ Divisão de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura)
Com 80 anos, Goiânia ainda é considerada uma cidade jovem. Porém, isso não significa que seja uma cidade com pouca história. Vários cantos da cidade guardam fatos curiosos, engraçados, que, muitas vezes, passam despercebidos pelo cotidiano hoje frenético da maioria dos goianienses.
Essas histórias estão no rigor geométrico dos prédios em Art Decó, no trampolim do Lago das Rosas, nas escadas do Grande Hotel, com seus bailes e hóspedes ilustres que movimentavam a cidade, e no subterrâneo do Teatro Goiânia, onde já houve um túnel. Elas também estão na pista de pouso do primeiro aeroporto, em caixa d’águas que se transforam em espaços culturais e até em uma árvore que já serviu como Palácio de Governo e hoje faz sombra para carros em um estacionamento.

Em entrevista ao G1, o historiador Paulo Roberto Barbosa Costa lembra alguns dos fatos curiosos sobre a cidade. Dentre eles, o desenho do traçado original do Setor Central, finalmente planejado pelo arquiteto Attílio Corrêa Lima, que teria sido traçado sobre o aspecto de Nossa Senhora Aparecida. “Isso é uma influência mística, ligada à influência católica”, explica.
Para o historiador, grande parte desse patrimônio está se perdendo com o tempo. “A política pública está voltada para setores mais imediatos e, de certa forma, os valores que conservam essa história estão se acabando, se destruindo. Se não voltarmos para a preservação dessa memória, ela tende a desaparecer”, lamenta.
Confira a seguir algumas destas histórias curiosas sobre Goiânia.
Vista do antigo Aeroporto de Goiânia, Goiás, em 1937. No local hoje está a Praça do Avião. (Foto: Eduardo Bilemjian/ Divisão de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Goiânia) (Foto: Eduardo Bilemjian/ Divisão de Patrimônio
Histórico da Secretaria de Cultura de Goiânia)
Aeroporto
O primeiro aeroporto de Goiânia foi construído na década de 30, na região do Setor Aeroporto. Na foto, de 1937, é possível ver a pista em formato de cruz, tendo como centro o local onde hoje está a Praça do Avião, no Setor Aeroporto. Com o crescimento da cidade, foi necessária a construção de um novo aeroporto, que teve o início de suas operações em 1956.

 
Moreira sob onde Pedro Ludovico despachava documentos no início da construção de Goiânia, Goiás (Foto: Samuel Straioto)(Foto: Samuel Straioto/ Arquivo Pessoal)
O primeiro ‘Palácio de Governo’
No Centro da cidade, sob uma árvore moreira, um dos nomes populares da amoreira, Pedro Ludovico Teixeira, o fundador de Goiânia, colocava uma mesa e despachava documentos. Por isso, o local é considerado o primeiro ‘Palácio’ da capital. A árvore, localizada na Rua 24, ainda existe, mas sua importância história não é sinalizada e no lote hoje funciona um estacionamento.
 
O Coreto da Praça Cívica, em Goiânia, Goiás, foi totalmente descaracterizado na década de 70, quando se transformou em um ponto de informações turísticas (Foto: Divisão de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Goiânia) (Foto: Divisão de Patrimônio Histórico da Secretaria
de Cultura de Goiânia)
O Coreto
O Coreto da Praça Cívica, palco de manifestações artísticas, culturais e políticas, foi inaugurado em 1942, durante o Batismo Cultural da cidade. Ao longo dos anos passou por várias modificações, como a retratada na foto, quando foi transformado em ponto de informações turísticas. Em 1978 voltou ao seu modelo original, sendo necessária a participação de um pedreiro que havia participado da primeira construção.
 
Teatro Goiânia, no Centro, foto da Expoderiva, em Goiânia (Foto: Divulgação/Sérgio Moura) (Foto: Divulgação/Sérgio Moura)
Teatro Goiânia
Criado em 1942, com o nome de Cine Teatro Goiânia, durante o Batismo Cultural da nova capital, o Teatro Goiânia mantém os detalhes arquitetônicos de sua concepção original. Uma das curiosidades sobre o local é que durante a Ditadura Militar o governo tentou construir um túnel que ligasse o Teatro ao Palácio das Esmeraldas, mas a obra não chegou a ser concluída. Com o fim da ditadura, o túnel foi fechado e já não existe mais.
 
Jovens no Lago das Rosas, em Goiânia, Goiás, no ano de 1952 (Foto: Hélio de Oliveira/ Divisão de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Goiânia) (Foto: Hélio de Oliveira/ Divisão de Patrimônio
Histórico da Secretaria de Cultura de Goiânia)
Lago das Rosas
Construído na década de 1940, é o mais antigo parque de Goiânia. Seu nome se deve ao grande canteiro de rosas que abrigava inicialmente. Por anos, foi uma das áreas de lazer preferidas da população de menor renda (os mais ricos preferiam as piscinas do Jóquei Clube), que passava as tardes se divertindo no trampolim.

 
Museu Zoroastro Artiaga, na Praça Cívica, em Goiânia, Goiás (Foto: Luísa Gomes/G1) (Foto: Luísa Gomes/G1)
Museu Zoroastro Artiaga
O prédio do Museu Zoroastro Artiaga, na Praça Cívica, foi construído em 1942 pelo engenheiro polonês Kazimiers Bartoszevsky para sediar o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). No local, há exposições de arte sacra, arte popular, minerais e rochas características de Goiás, folclore e mais de mil discos em 78 rpm.

 
Antigo Mercado Central de Goiânia, Goiás, em 1975. Atualmente no local existe o Edifício Parthenon Center. (Foto: Hélio de Oliveira/ Divisão de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Goiânia)(Foto: Hélio de Oliveira/ Divisão de Patrimônio
Histórico da Secretaria de Cultura de Goiânia)
Mercado Central
As origens do Mercado Central são anteriores à inauguração da capital. Na foto, de 1975, é possível ver o edifício na Rua 4 do Setor Central, onde atualmente é o Edifício Parthenon Center. Apenas em 1986 o Mercado foi transferido para a Rua 3, onde está até hoje.


 
Vista aérea da Feira Hippie, em Goiânia, Goiás (Foto: Hélio Nunes/O Popular)(Foto: Hélio Nunes/O Popular)
Feira Hippie
A Feira Hippie tem sua origem em personagem histórico da capital: Mauricio Vicente Oliveira, conhecido como ‘Mauricinho Hippie’. Com roupas extravagantes e bicicleta colorida, chamava atenção por onde passava nas décadas de 1970 e 1980. Ele foi um dos precursores da feira, que começou sendo realizada no Parque Mutirama, passou pela Praça Cívica e depois para Avenida Goiás.
 
Interior de uma das caixas d'água do Centro Cultural Martim Cererê, em Goiânia, Goiás (Foto: Diomício Gomes/O Popular)(Foto: Diomício Gomes/O Popular)
Centro Cultural Martim Cererê
O Centro Cultural Martim Cererê, inaugurado em 1988, é composto por três reservatórios de água que abasteciam o Setor Sul e foram transformados em teatros. Uma das histórias sobre o local é que as antigas caixas d'água teriam sido utilizadas para tortura de presos políticos à época da Ditadura Militar.
 
Casa de Colemar Natal e Silva, em Goiânia, Goiás (Foto: Luísa Gomes/G1) (Foto: Luísa Gomes/G1)

Casa de Colemar Natal e Silva
Uma das primeiras construções da capital é a casa do fundador e primeiro reitor da Universidade Federal de Goiás. Localizada na esquina da Rua 15 com a Rua 20, no Centro, o sobrado hoje abriga a Academia Goiana de Letras. Colemar Natal e Silva foi membro da comissão que escolheu o local da construção de Goiânia.

 
Primeiro baile de carnaval no Grande Hotel, em Goiânia, Goiás, em 1938 (Foto: Divisão de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Goiânia)(Foto: Divisão de Patrimônio Histórico da Secretaria
de Cultura de Goiânia)
Grande Hotel
À época de sua construção, em 1936, o Grande Hotel se destacava na paisagem. Com três andares era o maior edifício de Goiânia. Até 1960 foi um dos pontos de encontro de empresários, políticos e da burguesia da cidade. Na foto, vemos o registro do 1º Baile de Carnaval no Grande Hotel, em 1938. O local atualmente abriga a Divisão de Patrimônio Histórico  da Secretaria Municipal de  Cultura.

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