sábado, 3 de agosto de 2019

Estudo diz que psicoterapia deve ser o tratamento de primeira linha para depressão em jovens

Estudo diz que psicoterapia deve ser o tratamento de primeira linha para depressão em jovens

Por , em 2.08.2019 Um novo estudo clínico do Orygen, o Centro Nacional para Excelência em Saúde Mental Jovem da Austrália, concluiu que psicoterapia deveria ser a primeira linha de tratamento para depressão em adolescentes e jovens adultos.
“Os resultados sugerem que deveríamos estar realmente focados em fornecer psicoterapia de boa qualidade, como a terapia cognitivo-comportamental, aos jovens e manter a medicação como a segunda linha de tratamento”, disse um dos autores do estudo, Christopher Davey, ao MedicalXpress.

O método

O estudo envolveu 153 jovens entre 15 e 25 anos diagnosticados com depressão. Eles foram tratados no Orygen, sendo que todos receberam psicoterapia. Metade do grupo recebeu também um antidepressivo comum, a fluoxetina, enquanto o restante tomou um placebo.
Ao fim de 12 semanas, não houve diferenças significativas na melhora dos sintomas entre os dois grupos, o que sugere que a fluoxetina não é necessariamente útil no combate à depressão para este grupo de pessoas.

Conclusões

Segundo Davey, isso não significa que antidepressivos nunca devem ser prescritos e utilizados. Apenas significa que eles provavelmente têm um papel mais importante em pessoas de uma faixa etária mais velha.
“A mensagem do estudo é que o tratamento de primeira linha para jovens com depressão deve ser psicoterapia”, afirmou.

Psicoterapia

Psicoterapias são terapias fornecidas por um profissional de saúde como um psicólogo ou psiquiatra. Existem muitos tipos.
Para a depressão, o mais comum é a terapia cognitivo-comportamental, voltada a entender como o ser humano interpreta como os acontecimentos lhe afetam, ou seja, como as pessoas veem, sentem e pensam com relação à uma situação que lhes causa desconforto, tristeza ou outros sentimentos negativos.Os resultados do estudo foram publicados na revista científica The Lancet Psychiatry. [MedicalXpress]

Nenhum comentário:

Postar um comentário