segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Acupuntura pode auxiliar no tratamento da depressão

Acupuntura pode auxiliar no tratamento da depressão - ABC da Saúde

Acupuntura pode auxiliar no tratamento da depressão
Depressão é uma doença que afeta um grande número de pessoas de todas as idades no mundo todo. As principais manifestações da doença são relacionadas a alterações do humor, podendo a pessoa apresentar uma série de sintomas em diferentes intensidades. Caracteriza-se por uma sensação de desânimo (disforia) na maior parte dos dias, normalmente acompanhada por um sofrimento mental e uma incapacidade de sentir prazer (anedonia), com uma perda de interesse generalizada pelas coisas. Alguns dos sintomas mais comuns podem ser a irritabilidade, problemas de sono (insônia ou dormir demais), alterações do apetite (ganho ou perda de peso), cansaço e falta de energia, dificuldades de concentração, sensação de culpa, desesperança, baixa autoestima, pensamentos repetidos de morte ou suicídio.
A depressão pode ser tratada com medicamentos e/ou psicoterapia. Alguns aspectos relacionados ao estilo de vida podem contribuir para o tratamento, como exercícios físicos regulares, alimentação adequada e evitar álcool e drogas. Uma abordagem que pode ser complementar ao tratamento é a acupuntura, porém, estudos prévios com o uso da acupuntura foram inconclusivos devido a limitações metodológicas.
Pois no final de setembro foi publicada uma nova pesquisa na revista científica PLOS Medicine, mais consistente e que supera as limitações metodológicas anteriores. Trata-se de um ensaio clínico randomizado que comparou:
· acupuntura + cuidado padrão
· psicoterapia + cuidado padrão
· cuidado padrão exclusivamente
em pacientes com depressão. Os que receberam acupuntura e psicoterapia continuaram recebendo o tratamento medicamentoso usual do cuidado padrão.
Os resultados evidenciam que tanto a acupuntura como a psicoterapia estão independentemente associadas a uma redução dos sintomas de depressão a curto e médio prazo, quando comparados com o cuidado padrão, não apresentando efeitos adversos relevantes.
Os pesquisadores salientam que estas duas alternativas terapêuticas não substituem a abordagem farmacológica convencional, sendo, no entanto, ótimos auxiliares no tratamento da depressão



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